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| Sexo no carro? Elas aprovam |
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| Mulheres revelam desejos e segredos em versão 2 ou 4 portas
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Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Renato Takahashi/sxc.hu/divulgação
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(21-02-08) - No cinema, o carro tem sido o cenário de cenas tórridas de sexo. Crash, Estranhos Prazeres (fotos), obra-prima de David Cronenberg, revela o ápice dessa tara, que aumenta à proporção dos perigos vividos ao volante.
Longe das câmeras, o carro continua sendo o lugar mais que perfeito para momentos em que o desejo se faz urgente, e o risco de um flagra é a pitada de proibido que tira faísca de toques e olhares.
Para os homens que querem engatar um romance motorizado, seis mulheres dão as dicas do que as fazem tirar o pé do freio, e narram suas experiências mais turbinadas. Confira:
Poder da imaginação
Nunca gostei do previsível. Por isso, acho o carro o melhor lugar para provocar uma cena, excitar e, se possível, parar em algum canto escuro. O problema é que, quando o clima esquenta, nem sempre é possível achar um lugar deserto e seguro. A experiência mais excitante dentro de um automóvel, vivi no estacionamento de um shopping. Não tínhamos tempo suficiente para transar, nem força para resistir à tentação. Num gesto de loucura, me ajoelhei sobre o banco do passageiro. O estofamento da Pajero é perfeito, pois não cria atrito com a pele. Abaixei minha saia e calcinha e me contentei com o olhar trêmulo dele indo e vindo sobre o meu corpo. Ficamos nisso, até perceber que alguém se aproximava. Rapidamente me recompus e saímos do carro. Por essas e outras, ele me acusa de ser louca varrida, mas adora minhas surpresas.
Não resisto: a um homem que não força a barra, que não exige nada. Quando ele consegue esse meio termo, que é mostrar interesse sem partir para o pedido explicito, perco o juízo. As mulheres são sensíveis aos menores gestos. Sustentar o olhar por mais longos segundos pode ser suficiente para elas se sentirem lisonjeadas e corresponderem ao desejo deles.
Sônia*, 27.
Nunca diga nunca
Ah, o verão! Todo ano é igual: sol, calor, praia, mar, corpos bronzeados, suor, esportes, baladas, diversos picolés. Estava em uma fase em que descia quase todos os finais de semana para o litoral norte.
Até que, em um deles, um amigo de uma amiga (justo a que me hospedava em Paúba) pediu carona – morava no mesmo bairro em que eu trabalhava, iria para a mesma praia; não custava nada.
Entrou, pediu para dirigir; deixei. Mesmo gostando de guiar em estradas, fui cortês, já tinha feito aquele caminho tantas vezes. No começo, conversas cordiais, amenas. Já havíamos nos encontrado na praia antes; e na verdade achava ele bastante atlético, bronzeado e mais nada.
Início da serra: noite quente, céu estrelado, lua cheia e estrada clara. Pensei em dormir, mas achei falta de educação, desisti. Estávamos em Bertioga, na Rio-Santos e ainda faltavam muitas praias até chegarmos em Paúba. De repente, sinto uma mão forte e quente na minha coxa esquerda. Um susto, um olhar, um “mas o que é isso?”, e quando vi também estava com a minha na coxa dele... E seguimos assim, nos apertando e acariciando até chegarmos em Maresias, quando ele entrou na primeira rua que dava acesso à praia; estava um pouco mais escuro, mas a lua ainda iluminava bastante aquela noite típica de verão.
Não resisto: a situações como na história acima. O fator surpresa, o ataque, um olhar de cobiça, criatividade, bom humor. Hoje não sei se repetiria o que fiz; entretanto, aprendi algo com os anos vividos: nunca diga nunca. Flávia, 35 anos.
Sinais
Passaria uma semana de férias com meus pais numa fazenda no interior de Minas Gerais. Fui antes, sozinha, levando boa parte da bagagem e suprimentos. Na subida, uma serra íngreme, notei que um rapaz, de mochila nas costas, se esforçava para dar o próximo passo. Estava escurecendo, logo a estrada ficaria no breu. Mesmo com medo de ser vítima de um assalto ou coisa parecida, arrisquei buzinar e oferecer carona. Quando ele botou a cara na janela, tomei um susto. O sujeito era o homem mais lindo que eu já vi. Para minha sorte, ele entrou sem muita resistência, iria a um sítio próximo de onde eu ficaria. Combinei de deixá-lo na porta de casa.
Conversa vai, conversa vem, começou a rolar um clima. Ele: seu rosto não me é estranho. Eu: acho que também já vi você por aqui. Ele: gosto da vida na natureza. Eu: o que você vai fazer à noite? Ele: ainda não pensei em nada. (Comecei a dirigir mais devagar pra ver se o papo engrenava). Ele: vendo essas árvores todas e o pôr-do-sol dá vontade de viver como bicho. Eu: bicho é que é feliz. Ele: é, bicho não tem um monte de lei e frescura que a gente tem. Eu: é verdade. Isso de agir só com a razão e tal (o papo estava engrenando). Ele: por que não, às vezes, simplesmente não seguimos nossos instintos? Eu: se você seguisse o seu agora, o que faria? Ele: ah, não posso dizer. Eu: viu, está usando a razão. Deixe seu coração falar mais alto...
Foi a deixa para ele avançar sobre mim com fome de leão. Parei o carro, que derrapou na terra levantando um poeirão. Eu não sabia o nome dele. Ele não sabia o meu. Era só um macho e uma fêmea a serviço da natureza. Com o calor dos corpos e a dificuldade de movimento (estávamos num Ka, e ele tinha 1,95 m), saímos seminus do carro e transamos sobre o capô. Eu olhava aquele céu tingido de vermelho, aquele homem maravilhoso. Nunca senti tanto prazer em minha vida. Depois o deixei no sítio. Nunca mais nos vimos, mas torço por viver algo parecido novamente.
Não resisto: aos momentos em que a química é explícita. A sintonia se mostra no olhar, no movimento do corpo, naquilo que não sabemos e não precisamos explicar. Só sabemos que funcionará e pronto. Se a “química” se manifestar num carro, melhor ainda. Não há como dizer não.
Marina*, 32 anos.
“Avaliamos” diversos modelos
Certa vez, no caminho de casa, o clima começou a esquentar com um rapaz. Troca de olhares, mão aqui, mão ali e música boa. Isso se estendeu por quase 15 minutos.
Paramos o carro em plena avenida 23 de Maio e, sem nos preocupar com o mundo lá fora, rolou de tudo. Quando cheguei em casa, percebi que ele havia esquecido dentro do carro a carteira, o crachá da empresa e o celular. O pior é que eu estava com o carro do meu pai. Ainda bem que ele não encontrou antes de nós.
Essa não foi a única vez, muito pelo contrário. Sexo no carro, cheio de aventura, era muito bom com ele e foi uma experiência nova para ambos. O melhor foi que pudemos avaliar diversos carros. O do pai, da mãe, o meu, da amiga. Enfim, valeu enquanto durou e eu recomendo.
Não resisto: o que me leva a fazer esse tipo de loucura é o proibido. O olhar, também, é quase tudo. Quando começam os olhares, instintivamente já percebo quais são as intenções e mudo meu comportamento. Ainda mais se o olhar é do tipo maroto. Daí nada melhor do que trocar a estação do rádio em busca de uma musica mais agradável, passar a mão no cabelo, reclinar o corpo. E se ele ainda falar baixinho no meu ouvido, ai, ai...
Marcia*, 25 anos
Riscos do ofício
Minha lembrança mais marcante foi a de transar numa ruazinha próxima à Marginal Pinheiros. Quando a coisa estava ficando pra lá de boa, percebemos o movimento de um homem caminhando em nossa direção, com as mãos pra trás. Foi um susto! Na dúvida, meu parceiro rapidamente ligou e arrancou com a S10 (ambos praticamente sem roupa, é claro).
Ao passar pelo homem, vimos que ele portava um trabuco cromado e grande, que brilhava bastante no reflexo da luz. Ou seja, escapamos, por segundos, de um assalto. Com o susto, preferimos continuar o namoro – ainda no carro – num local mais seguro.
Não resisto: à sedução de um olhar e ao toque (atrito) da pele. Sabe aquela coisa de ele encostar o braço no seu braço e os pelinhos arrepiarem? Pois é... Também não resisto a um beijo roubado, daqueles em que ele segura o teu rosto, te toma de forma arrebatadora.
Carla*, 38 anos.
Papai & mamãe
Depois de 22 anos de casados, eu e meu marido lamentávamos nunca ter feito sexo no carro. Num sábado à tarde, filhos na casa dos amigos, resolvemos finalmente viver nossa aventura entre 4 portas. Inacreditável sentir que mesmo uma relação já torneada pelo convívio cotidiano pode ganhar combustível com a novidade e o risco.
Fomos para a garagem de casa com o coração acelerado. Parecíamos adolescentes. Ali, fechados, só eu e ele, o desejo ganhou força e fervura. Quando estávamos totalmente nus, escutamos o barulho de chaves no portão e reconhecemos a voz de nossos filhos. Desnorteados, a solução mais rápida foi corrermos nus escada acima. Escapamos de um flagra e tanto! Já pensou eles assistirem ao pai e à mãe naquela situação? Agora é esperar outra ocasião e repetir a aventura.
Não resisto: a uma proposta que envolva novidade, entusiasmo e entrega.
Amanda*, 43 anos.
E você, internauta, já viveu uma cena de sexo inesquecível em um veículo? Conte sua história pra gente! As mais interessantes serão publicadas na próxima semana.
* Foram usados nomes fictícios para preservar a identidades das entrevistadas.
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