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(10-09-08) - Este será o mês dos sedãs, no Brasil e no exterior. Além do novo VW Voyage e do Fiat Linea, o mundo também conheceu em setembro o novíssimo Honda City, nada mais nada menos que o sedã compacto, que será fabricado na Argentina e vendido no Brasil em 2009. É um mini-Civic, como se nota pelas fotos desta reportagem, mas já se podia adivinhar com as fotos de segredo e com o desenho feito pelo designer argentino Jorge Luis Fernández, do site Area 75.
Construído sobre a base do novo Honda Fit, que estreará no Brasil no Salão do Automóvel deste ano, o City, que pode chegar ao Brasil com outro nome, Aria, não será como as gerações anteriores do modelo, um Fit com traseira enxertada, pelo contrário. As fotos mostram que ele terá uma carroceria própria. É de supor que, em uma versão menor e mais barata, a Honda fique até triste de tanto vender carro no país.
A única limitação às vendas do novo veículo talvez seja a produção baixa, uma vez que a fábrica da Honda na Argentina, responsável pela produção do sedã, não deve ficar pronta antes de meados do ano que vem. Com isso, pode-se esperar por no mínimo mais um ano até que ela atinja o volume de produção necessário para atender ao mercado argentino e ao brasileiro.
No exterior, o Honda City usará, ao contrário do que pensávamos, apenas um dos dois motores usados pelo Fit, o 1,5-litro, agora com 120 cv. O 1,4-litro (ou melhor, o 1,35-litro), também mais potente, com 100 cv, não deve ter dado conta do peso do novo sedã. Por aqui, ele deve adotar o mesmo propulsor, com a vantagem da tecnologia de flexibilidade no uso do combustível, que permitirá também o consumo de etanol. O motor 1,5-litro deve receber esta tecnologia com o lançamento do novo Fit.
Considerando que o monovolume mantenha o preço do atual, na faixa de R$ 45 mil, o Aria custará entre R$ 40 mil e R$ 50 mil. Na Tailândia, ele será vendido por cerca de US$ 15 mil, quase o mesmo preço do Fit nos EUA. A idéia corrente é que os sedãs normalmente custam mais caro que os hatches, mas, no caso do Aria e do Fit, nota-se que o primeiro não é apenas um sedã do segundo, mas sim um veículo com carroceria diferente e desenho mais convencional. Com isso, seus processos de produção podem ser mais simples, o que deve permitir um valor mais baixo que o do Fit. É nossa aposta, ainda mais agora, que a Toyota está finalmente disposta a fazer no país um carro de altos volumes.
O entreeixos de 2,50 m, o mesmo do novo Fit, deve dar ao Aria um bom espaço interno, inferior, na categoria, apenas ao do Renault Logan. Unindo preço, espaço interno e o jeitão do Civic, o novo sedã deve fazer com que a marca japonesa ameace Renault e Ford por um lugar entre as cinco maiores montadoras do país. Munição para isso, como se vê nas fotos oficiais, ela certamente terá.
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