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Brasil já importa mais da China que da Argentina

Cenário deve ser revertido nos próximos meses o início de produção no país de modelos da GWM, da BYD e até da GM

por Fernando Calmon

Pela primeira vez o Brasil importou mais carros da China do que da argentina. Esse aumento de importação refere-se ao mês passado - agosto - e deve ser revertido nos próximos meses. A Argentina é o maior cliente das exportações brasileiras, enquanto que obviamente o Brasil nada exporta em veículos para a China.
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No entanto, o cenário mudará com o início de produção no país da GWM, BYD e GM (em novembro, no Ceará, com a Comexport, que iniciará a montagem do chinês Spark, onde já se fabricou o SUV Troller).

A fabricação de modelos chineses no Brasil começa no regime SKD, com veículos semidesmontados e praticamente sem conteúdo nacional, porém este crescerá de forma paulatina.
Enquanto isso, o mercado de veículos novos continua sinalizando crescimento menor do que o previsto no início do ano. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, atribuiu às taxas de juros altas que impactam nas prestações dos financiamentos.
Nos oito primeiros meses deste ano foram emplacados 1,668 milhão de unidades de veículos leves e pesados - resultado apenas 2,8% acima deste mesmo período do ano passado.

A associação ainda não mudou a estimativa de aumento de 5% nas vendas de 2025 frente a 2024. Historicamente o segundo semestre costuma ser mais positivo que o primeiro. O mercado de caminhões já engatou a marcha à ré, mas o programa "Carro Sustentável" tem apresentado bons resultados: as vendas dos seis modelos habilitados de cinco marcas cresceram 26% em relação ao mesmo período do ano passado.
No entanto, são carros que deixam baixa margem aos fabricantes e tendem a perder um pouco de fôlego nas vendas. O programa se encerrará no final de 2026, quando começará a reforma tributária e o IPI será extinto.
Participação de mercado nos primeiros oito meses deste ano de automóveis e comercias leves: gasolina, 4,6%; híbridos, 4%; híbridos plugáveis, 3,5%; elétricos, 2,9%; diesel, 10,2% e flex, 74,8%. Chama a atenção a baixa taxa de aceitação de elétricos, que terminaram o ano passado com 2,5% de penetração e este ano subiram para apenas 2,9% mesmo com imposto de importação como subsídio direto. Espera-se uma melhora, quando avançar a sua produção nacional.

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