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"Importados" aceleram e disparam no Brasil em 2026

Vendas de marcas da Abeifa avançam no início do ano, puxadas por eletrificados e forte presença de fabricantes chinesas

por André Deliberato

As vendas de veículos das marcas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) iniciaram 2026 em ritmo de crescimento no mercado brasileiro. Nos dados acumulados do primeiro bimestre, as 10 empresas filiadas à entidade tiveram avanço nos licenciamentos, o que reforça a expansão dos importados e confirma o protagonismo de carros eletrificados nessa trajetória.


Os números divulgados pela entidade mostram que o desempenho positivo segue uma tendência observada em 2025 - quando as associadas fecharam o ano com 137.973 veículos emplacados entre importados e unidades feitas localmente, um crescimento de 31,7% sobre o ano anterior.




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A Abeifa faz questão de destacar que o resultado de 2025 foi superior ao avanço do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves como um todo, que teve aumento mais modesto.

E a principal força por trás dessa expansão continua sendo a eletrificação. Nos últimos anos, veículos elétricos e híbridos passaram a representar uma parcela cada vez maior das vendas das associadas, e isso consolidou as fabricantes - até então "importadoras" - como protagonistas no avanço dessa tecnologia no Brasil.


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Em 2025, os eletrificados responderam por grande parte dos emplacamentos ligados à entidade, o que reflete a crescente demanda do consumidor brasileiro por veículos com menor emissão e maior eficiência energética.



Quais as marcas de destaque da Abeifa?

Entre as marcas filiadas à Abeifa, o destaque continua sendo a BYD. A fabricante chinesa domina amplamente o volume de vendas da associação, com participação superior a 80% no total de licenciamentos das associadas.

A estratégia agressiva de expansão da marca, baseada em ampla oferta de eletrificados com preços competitivos, tem impulsionado o crescimento de modelos importados para o país.

Atrás da BYD aparecem marcas tradicionais do segmento premium, como Volvo e Porsche, que mantêm presença relevante no mercado brasileiro. Ainda assim, o avanço das fabricantes chinesas tem redefinido a dinâmica entre carros importados, gerando maior competição e ampliando a oferta de veículos eletrificados ao cliente brasileiro.

Apesar do bom desempenho, o setor observa o cenário econômico com cautela para 2026. A taxa de juros elevada e as discussões regulatórias envolvendo incentivos à eletrificação e novas regras tributárias que podem influenciar o ritmo de crescimento do mercado. Sendo assim, a expectativa da Abeifa é de expansão moderada nas vendas neste ano, devido ao ambiente econômico desafiador.

A entidade projeta que suas associadas deverão encerrar 2026 com cerca de 145 mil emplacamentos, o que representaria um crescimento aproximado de 5% em relação ao resultado do ano passado. No mesmo período, a expectativa é de que o mercado brasileiro avance cerca de 2%, alcançando aproximadamente 2,6 milhões de automóveis e comerciais leves.


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Ou seja...

Para a Abeifa, a presença crescente de veículos importados - especialmente eletrificados - desempenha papel importante na renovação tecnológica da frota nacional.

Além de ampliar as opções disponíveis, os modelos trazidos de outros mercados contribuem para acelerar a introdução de novas tecnologias e pressionam a indústria instalada no país a atualizar seus produtos.

Com mais lançamentos previstos para esse ano e o avanço da eletrificação, a expectativa é que as marcas associadas mantenham participação relevante no Brasil, o que reforça a presença de modelos importados em um momento de transformação da indústria automotiva global.



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