A segurança veicular vai bastante além de comprar veículos com bons equipamentos de segurança ativa e passiva. Exige, obrigatoriamente, o seu uso correto por todos os ocupantes. Nova pesquisa indica um risco silencioso que afeta os passageiros mais vulneráveis. O estudo Observando a Segurança Infantil nas Estradas (Ourse, tradução livre da sigla em francês), liderado pela Prévention Routière (associação francesa que, desde 1949, se dedica a educar, sensibilizar e prevenir acidentes de trânsito) revela que duas em cada três crianças não estão devidamente protegidas nos automóveis.
Números do Observatório Francês de Segurança Rodoviária alertam: 46 crianças perderam a vida no trânsito em 2024 - quase uma por semana. Como agravante, metade dessas fatalidades ocorreu com a criança como passageira do veículo. Observações de campo com 301 crianças expuseram um paradoxo inaceitável.
Embora 89% dos pequenos com menos de 10 anos usem o banquinho infantil, espantosos 62% desses dispositivos estavam instalados de forma incorreta. A pesquisa catalogou os erros mais frequentes. Destacam-se cinto de segurança mal ajustado (com falhas de posicionamento e falta de tensionamento), fitas torcidas que perdem a eficácia no impacto e uso falho dos dois engates Isofix de cada um.
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Análises de colisões fatais entre 2021 e 2023 atestam a gravidade: 46% das pequenas vítimas estavam mal protegidas por falhas involuntárias. A instalação correta, seguindo as instruções, reduziria a severidade das lesões na metade dos casos. Lamentavelmente, o erro humano ainda prejudica os esforços da engenharia automobilística. No Brasil, o banco infantil é obrigatório para crianças de até 10 anos ou que não tenham atingido 1,45 metro de altura.
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