O motor 2.0 turbo de 272 cv de potência é um dos elementos de atração desse Volkswagen. Mas o Tiguan também tem outras armas para atrair aqueles que ainda não se renderem aos eletrificados.
Teste: Volkswagen Tiguan R-Line
Na medida certa
O Tiguan R-Line tem 4,69 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,66 metro de altura e um entre-eixos de 2,79 metro. Praticamente as mesmas dimensões externas de outros SUVs na mesma faixa de preço, como o GWM Haval H6 PHEV35 e o BYD Song Plus Premium.Aliás, dentro desse universo dos SUVs, os modelos de porte médio são a opção ideal para quem busca um automóvel versátil para uso urbano e também para cair na estrada. Encara sem problemas uma vaga de estacionamento no shopping sem abrir mão de uma cabine espaçosa para longas viagens.
Inclusive, a Volkswagen nunca vai admitir, mas não dá para negar que esses SUVs chineses acabaram influenciando bastante - conceitualmente falando - no projeto desse novo Tiguan. Isso embora esse carro seja um autêntico mexicano, feito na fábrica de Puebla.
E que, assim como alguns SUVs do país asiático, o Tiguan combina entre-eixos longo com um porta-malas pequeno - 423 litros - para proporcionar espaço generoso para as pernas no banco traseiro. O João, meu filho de quatro anos, até tentou, mas não conseguiu deixar a impressão dos seus pés no encosto do assento dianteiro do passageiro.
O assento traseiro só perde em um ponto em relação aos seus concorrentes: a ausência do assoalho traseiro plano, já que existe o ressalto do túnel central necessário para a passagem do cardã do sistema de tração integral.
E a influência chinesa também está em outros pontos do interior, como no acabamento de madeira e couro no painel - inusitado para um Volkswagen -, na iluminação decorativa em LED e no painel horizontalizado, que tem uma tela digital de 10,25 polegadas para os instrumentos e outra, de 15 polegadas, para a multimídia. Além disso, há uma quase ausência de comandos via botões físicos.
Em outras palavras: é um automóvel que exige um tempo de adaptação até mesmo para quem já está familiarizado com outros modelos da marca alemã. Algo raro em um Volkswagen. E, pensando bem, não há nada de errado nisso. Afinal, é só ver o sucesso que os SUVs médios chineses estão fazendo. Aqui e lá no exterior.
Estrada sem fim
Mas se a Volkswagen olhou por cima do muro para projetar o interior do Tiguan, existe um ponto em que os concorrentes ainda precisam correr atrás para chegar perto desse SUV da marca alemã: estou falando do prazer ao dirigir.Afinal, os 272 cv de potência e 35,7 kgfm de torque despejados pelo motor 2.0 turbo não são tão impressionantes nesse mundo de concorrentes híbridos. E nem a capacidade de acelerar de zero a 100 km/h em 7,4 segundos.
Os concorrentes até arrancam na frente, mas o Tiguan tira o atraso nas curvas. Sabe aqueles carros que você dirige por quilômetros e quilômetros só pela diversão? Esse é o Tiguan. Rodei pouco mais de 1.200 quilômetros com o SUV e gostaria de rodar mais.
A suspensão - McPherson na dianteira e Multilink na traseira - e os pneus de perfil baixo - na medida 255/45 - entregam uma rodagem firme em pisos irregulares e permitem que o motorista abuse um pouco mais das curvas com uma desenvoltura que não entrega os 1.820 quilos de peso do conjunto. Já a direção é direta e não é leve demais, mesmo no modo de condução Comfort.
E naqueles raros momentos em que você quer deixar o Tiguan fazer as coisas no automático, esse SUV da marca alemã também vai bem. Os assistentes de direção inteligentes do pacote ADAS funcionam com aquela típica precisão germânica: sem sustos e sem alertas sonoros excessivos.
Mesmo sem reações explosivas a cada acelerada, o Tiguan responde bem para um SUV e o motor 2.0 a gasolina de quatro cilindros ronca bonito a cada pisada mais forte no pedal da direita. O Tiguan é um típico Volkswagen. No bom sentido do termo.
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Os números oficiais do Inmetro apontam um consumo de 8,9 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada). Mas eu consegui ultrapassar os 13 km/l no uso rodoviário. Número tímido perto do proporcionado pelos híbridos, mas uma boa marca para um SUV a combustão. Já na cidade o Tiguan não faz milagre: eu não consegui registrar mais de 8 km/l no uso cotidiano.
Além de agradar bastante pelo comportamento dinâmico, o Tiguan também trata muito bem o motorista. Os bancos dianteiros têm ventilação, aquecimento e massagem, e o quadro de instrumentos é facilmente configurável.
Já a multimídia é menos intimidadora no uso do que sugere o seu tamanho. Os atalhos na parte inferior e superior da tela facilitam bastante o acesso aos principais comandos e funcionalidades, embora os comandos táteis abaixo da tela sejam um tanto ineficientes.
Para completar, o comando multifuncional no console central - composto por um botão com uma telinha no meio - me pareceu mais bonito do que útil. É preciso desviar o olhar para confirmar se você está alterando o volume do som ou mexendo nos modos de condução.
Equipamentos
O Tiguan R-Line tem uma lista de equipamentos bem generosa. Entre os equipamentos de conforto estão ar-condicionado automático de três zonas, tampa do porta-malas elétrica, carregador de celular por indução, multimídia com tela de 15 polegadas, cabine com iluminação personalizável e 30 opções de cores, chave presencial, teto solar panorâmico, volante aquecido e bancos dianteiros com climatização e massagem.Já o pacote tecnológico e de segurança tem faróis de LED adaptativos e com acendimento automático, sensor de chuva, seis airbags e pacote ADAS com 12 sistemas inteligentes de direção, incluindo frenagem automática, controlador adaptativo de velocidade, monitor de pontos cegos, sistema de estacionamento automático e assistentes de manutenção e centralização em faixa.
O único deslize dessa lista de equipamentos é a ausência de um sistema de câmera 360 graus. Para compensar, a câmera traseira tem boa resolução e é complementada por sensores de estacionamento também na dianteira.
Custos e garantia
O plano de manutenção do Tiguan prevê paradas a cada 10.000 quilômetros ou um ano de uso. Para fazer as cinco primeiras revisões, o proprietário vai desembolsar R$ 7.315,02. Valor até abaixo do cobrado pelos mesmos cinco serviços nos SUVs híbridos chineses na mesma faixa de preço. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem.Fiz a simulação do seguro completo no Auto Compara. Para o perfil masculino, 39 anos, casado e morador da capital paulista, o valor oscilou entre R$ 4.762,50 e R$ 5.844, com franquia entre R$ 12.829,71 e R$ 20.140.
No perfil feminino, 41 anos, casada e moradora da capital paulista, o preço da cobertura completa variou de R$ 6.846,15 a R$ 9.623,91, com franquia entre R$ 15.563 e R$ 17.445,79.
Valores sem bônus ou possíveis descontos adicionais.
Para quem o Tiguan faz sentido?
O Tiguan faz bastante sentido para quem não quer abraçar a eletrificação.Justamente por combinar várias características comuns aos concorrentes híbridos de origem chinesa - como o bom espaço interno para passageiros, cabine bem acabada e farta lista de equipamentos - com algo em que os adversários ainda não conseguiram atingir: uma dinâmica afiadíssima, que combina o desempenho - um pouco - menos empolgante em linha reta.
Inclusive, fico imaginando o estrago que esse modelo poderia fazer se tivesse uma motorização híbrida como quase todo mundo. Fica a dica, Volkswagen!
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Perguntas frequentes sobre o Volkswagen Tiguan R-Line
1. Quanto custa o Volkswagen Tiguan R-Line?
O Volkswagen Tiguan R-Line é vendido por R$ 299.990. O modelo é um SUV de terceira geração sem eletrificação, produzido na fábrica de Puebla, no México.
2. Qual é o motor do Tiguan R-Line e qual a potência?
O Tiguan R-Line é equipado com motor 2.0 turbo a gasolina, de quatro cilindros, com 272 cv de potência e 35,7 mkgf de torque. O SUV acelera de zero a 100 km/h em 7,4 segundos e tem tração integral.
3. Quais são as dimensões do Tiguan R-Line?
O Tiguan R-Line tem 4,69 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,66 metro de altura e entre-eixos de 2,79 metros. O porta-malas tem capacidade de 423 litros.
4. Qual é o consumo de combustível do Tiguan R-Line?
Segundo o Inmetro, o Tiguan R-Line registra 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. O câmbio automático de oito marchas conta com os modos de condução Eco, Comfort e Sport.
5. Quanto custa a manutenção e qual é a garantia do Tiguan R-Line?
O plano de revisões do Tiguan R-Line prevê manutenções a cada 10.000 quilômetros ou um ano de uso. As cinco primeiras revisões custam R$ 7.315,02 ao proprietário, e a garantia do veículo é de três anos, sem limite de quilometragem.
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