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Duelo: Audi e-tron Sportback x Mercedes-Benz EQC

Os dois SUVs são ágeis, luxuosos e têm boa autonomia, mas são antagonistas entre pegada moderna e conservadora


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Lukas Kenji
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Se a oferta de carros elétricos no Brasil era escassa há poucos anos, hoje já é possível fazer um comparativo entre dois oponentes repletos de tecnologia, requinte e nível relevante de autonomia. Aliás, este não é um duelo qualquer. Estamos falando da rivalidade entre Mercedes-Benz EQC e Audi e-tron Sportback.

O primeiro, vendido em versão única, custa R$ 648.900, nesta que é a linha 2021. Mas já dá para encontrar a versão 2022 do modelo no site da marca, que tem preço de R$ 670 mil e vem com o pacote esportivo AMG Line.

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Mercedes Benz EQC 400 4matic ou Audi e-tron Sportback Performance Black? Qual levar para casa?
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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É um valor muito parecido com o do Audi e-tron Sportback, que custa R$ 673 mil nesta na versão Performance Black. Justamente por essa paridade de preços que trouxemos para esse embate a variante Sportback, caracterizada pela carroceria no estilo cupê, em detrimento do e-tron convencional que também é concorrente do EQC.

Já que estamos falando sobre estilo, por que não começar esse comparativo falando sobre design? Você deve ter notado que, embora tenham visual moderno, os dois modelos descartam uma pegada futurista. Deixaram essa filosofia para o BMW iX, o mais novo lançamento da categoria de SUVs elétricos de luxo e que tem jeitão de conceito.

 

Estilos opostos

O EQC já segue uma identidade própria dos elétricos da Mercedes-Benz, com uma grade mais arredondada e um “bigodão” preto abaixo da grade. Todos os elementos são volumosos e têm como destaque os faróis de LED interligados por um fio de LED.

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O e-tron parece um SUV da linha Q, só que menor e com um caimento de teto de estilo cupê
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Já o e-tron parece um SUV da linha Q, mas com elementos aerodinâmicos próprios de elétricos, como a grade com abertura ativa e apliques no para-choque.

Ambos têm faróis full-LED, mas o Audi tem como opcionais os projetores de LED Matrix, por R$ 25 mil. Outro item opcional de destaque do e-tron Sportback são os retrovisores virtuais, que funcionam por meio de câmeras. É o componente que faz geral entortar o pescoço para tentar entender que bicho é esse.

Em relação às rodas, o conjunto do modelo das quatro argolas é um pouco maior - tem 21 polegadas - e visual mais esportivo, assinado pela Audi Sport. Já os pisantes do EQC têm apelo mais lúdico à propulsão elétrica, com destaque para gravuras em azul, que fazem parte da identidade visual da linha EQ.

Uma coisa comum entre ambos são as lanternas interligadas em apenas um componente, e que seguem o visual dos faróis frontais.

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Identidade Mercedes: O EQC tem grade mais arredondada e um “bigodão” preto abaixo da grade
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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O e-tron, é claro, chama atenção ainda pelo caimento de teto, enquanto o EQC também tem uma pequena caidinha, mas com visual mais conservador. Aliás, o SUV da Mercedes é como um todo mais contido, enquanto o Audi tem linhas mais agressivas e esportivas.

Quando o assunto é interior, os elétricos também apostam em pegadas diferentes. O EQC tem habitáculo bastante confortável e transmite a sensação de se sentir abraçado tanto por conta de uma estrutura circular do painel quanto pela disposição do console um pouco mais inclinada para o motorista.

Os materiais são de ótima qualidade ao toque, mas é tudo muito parecido com o interior de outros modelos da Mercedes. O elemento que sobressai é uma base que sustenta as telas digitais. Central multimídia e cluster são acoplados em uma só peça, algo implementado pela marca desde o atual Classe A.

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A traseira com caimento acentuado e estilo agressivo mostra que o e-tron tem uma pegada visual mais esportiva
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Os problemas em relação à conectividade são a ausência de carregador de celular por indução e de pareamento sem fio de Android Auto e Apple CarPlay. Em relação a itens avançados, só o EQC traz head-up display de série, airbags de joelho, sistema de estacionamento automático, detector de fadiga e piloto automático adaptativo que também interfere no volante.

Já no e-tron, há disposição de três telas digitais, sendo uma dedicada à climatização, com 8,6 polegadas. Já o cluster tem pouco mais de 10 polegadas e a central é de 12 polegadas. Todo esse esquema é muito semelhante ao do Audi Q8. Na real, todo o habitáculo remete bastante ao do SUV cupê.

O EQC tem jeitão de SUV mais familiar. Os dois carros têm lanterna conectadas por uma lente coimprida
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Assim como no EQC, a montagem e o acabamento são primorosos. Mas a impressão é que enquanto o Mercedes parece apostar em um visual mais ameno e confortável, o Audi tem componentes mais agressivos.

Em relação a equipamentos, as exclusividades do e-tron são os retrovisores digitais, o sistema de visão noturna e a suspensão a ar. Ambos têm controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem de emergência e teto solar.

 

Diferença relevante

Já uma diferença importante está no porte. Pode não parecer, mas o e-tron Sportback, de 4,90 m, é 14 cm mais comprido e tem entre-eixos 10 cm maior em relação ao EQC. São 2,93 m, ante 2,83 m.

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Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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O SUV da Audi comporta apenas dois adultos de boa, mas por um bom motivo: só ele tem tela digital para regular a temperatura do ar-condicionado para os passageiros traseiros. Já na Meca, há somente saídas de ar e duas portas USB-C. Note ainda que o túnel central é bastante elevado.

Embora seja menor, o EQC de 4,76 m de comprimento ainda é bastante confortável. Mas ainda leva desvantagem contra o rival na capacidade do porta-malas. São 500 litros, mas há um espaço embaixo do tampão, onde ficam os carregadores e é possível de transportar mais algumas coisinhas.

 

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Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Já o e-tron tem bagageiro para 555 litros e tem outro compartimento embaixo do capô, com 60 litros, onde ficam os carregadores.

Ambos vêm com dois tipos de plugues. Um conecta na rede doméstica, da famosa tomada de três pinos, e o outro conecta com o sistema de wallbox. No EQC, a portinhola fica em uma posição mais convencional, como nos carros à combustão. Segundo a Mercedes, é possível recarregar a bateria em 11 horas.

Os espelhos com câmeras são um dos baratos do Audi, mas é preciso se habituar com o sistema para estacionar sem dificuldades
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Mas o modelo da marca da estrela também é compatível com sistemas mais rápidos de 300 kW. Nessa rede, é possível restabelecer o nível da bateria de 10% a 80% em 40 minutos. A autonomia é de até 417 quilômetros, segundo o padrão WLTP, que é o mais usado pelas montadoras.

Já a portinhola do e-tron tem um charme à parte. Fica na primeira coluna e abre com um simples toque. É preciso de oito a nove horas para recarregar a bateria completamente em sistemas domésticos. Já em redes de 150 kW, 80% da carga é restabelecida em meia hora.

Os dois modelos vêm com dois tipos de tomada - um para tomadas comuns e outro para wallbox. Mas só o EQC aceita sistemas rápidos, de 300 kWh
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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É possível dizer que as baterias do e-tron são mais eficientes, porque são de 95 kWh, enquanto o conjunto da Mercedes é de 80 kWh. A autonomia do Audi também é um pouco superior: pode rodar até 446 quilômetros no ciclo WLTP.

Torque de esportivo

Depois de trazer a ficha corrida dos protagonistas desta avaliação, finalmente é hora de acelerar. Começamos pelo representante mais rápido. O EQC sai da inércia rumo aos 100 km/h em 5,1 segundos. São seis décimos a menos em relação ao e-tron.

Para tanto, o carro usa dois motores elétricos, um em cada eixo, que somam 408 cv de potência e 77,3 kgf.m de torque. É mais força do que a do atual C 63 AMG, de 71,4 kgf.m.

Mas, na prática, a tocada aqui é o conforto. O EQC é um modelo sólido, que prima pela tranquilidade. Tem quatro modos de condução, do mais econômico ao mais esportivo.

Na parte dianteira o e-tron tem uma espécie de mini-porta malas com capacidade para 60 litros. Mas ali vão os carregadores
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Uma coisa que chama atenção são as aletas atrás do volante que alteram a regeneração da força de frenagem. Então, o borboleta da esquerda permite dirigir usando só o pedal do acelerador. Ao tirar o pé, o carro já perde aceleração em uma dinâmica que recupera mais energia.

Embora o EQC seja mais rápido, o e-tron Sportback tem mais final. Pode chegar a 200 km/h, enquanto o Mercedes não passa de 180 km/h. Tudo isso limitado eletronicamente.

O Audi tem os mesmíssimos 408 cv de potência do rival com overboost. Mas o torque é quase 10 kgf.m inferior. São 67,7 kgf.m no modo arrancada.

Outro ponto que tira um pouco do desempenho do Audi é o peso. O modelo tem 2.730 quilos, contra 2.405 quilos do concorrente. São 300 quilos que fazem muita diferença.

O diferencial do e-tron são os sete modos de condução. Tem até opção off-road se você quiser levar seu elétrico para comer poeira e lama. Outro recurso especial é a suspensão pneumática. Dá para ver na central multimídia como ela muda conforme a troca de modo de guiar.

O conjunto motriz do EQC rende o equivalente a 408 cv de potência e 77,3 kgf.m de torque
Crédito: Ricardo Rollo / Webmotors
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Mas o que mais chama atenção sob o volante não tem a ver com desempenho: são os retrovisores digitais. Aos poucos você pega o jeito quando o carro está em movimento, mas o problema é na hora de manobrar. Perde-se um pouco da noção de espaço e profundidade mesmo com o auxílio de diversas câmeras espalhadas pela carroceria.

Mas são justamente as nuances e particularidades que tornam a experiência de guiar o Audi e-tron Sportback mais rica. O carro tem soluções mais avançadas de tecnologia e design, além de um habitáculo impecável e boa experiência de guiar.

Nem parece que perde na aceleração de zero a 100 km/h para o Mercedes-Benz EQC. Este tem uma pegada mais conservadora, simbolizada pelo visual, mas que também se justifica na menor entrega de elementos futuristas. Ainda assim, o primeiro modelo da linha EQ é uma opção sólida e de destaque.

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