8.0 versões masculinas

Carro e mulheres, encontro de duas paixões rende histórias
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Adriana Bernardino
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- A primeira reportagem sobre revelações femininas de sexo no carro fez tanto sucesso que resolvemos fazer uma segunda versão; desta vez, para ouvir as histórias deles.

Muitos homens são loucos por carro. Nessa categoria, encontram-se também os aficionados pelo sexo feminino. Quando essas duas paixões se encontram, algo próximo da felicidade acontece.

Não é pra menos. Em muitos casos, carro e sexo dançam no imaginário masculino como um ritual de passagem para a vida adulta. A descoberta da sexualidade mistura-se à potência dos motores e do desejo de ir, vir e traçar os próprios caminhos.

Paixão antiga, carro antigo, depois de quatro anos de atração contida por uma amiga, o assessor de imprensa MC realizou seu desejo, mas no carro dos seus sonhos, um Ford Landau 1980. “Ofereci carona no meu possante clássico, que esbanja potência do motor V8 e muito conforto. Era carnaval e passamos por uma movimentada avenida cheia de foliões e a inspiração da festa, totalmente carnal, terminou numa experiência maravilhosa”, conta.

Para o jornalista JCP, o Fusca representou mais que uma experiência romântica, mas o veículo de entrada para sua vida sexual. “Era início da década de 70. Tinha quinze para dezesseis anos. Era raro um adolescente fazer sexo. Um amigo, que acabara de completar 18 anos e tirado carteira de motorista, chamou-me um dia para tentarmos fazer o nosso batismo sexual. Naquela época os homens iniciavam sua vida sexual com prostitutas. Ele pegou o carro do pai, um Fusca branco, e passou em casa. Rodamos com o coração na mão. Imagine o que é saber que poderia ter a minha primeira relação sexual?”, recorda-se.

A experiência dividida com o amigo ainda é prática comum entre os rapazes, nem sempre com o consentimento das partes. Foi o caso do analista de sistemas SF. “Minha carteira de motorista havia vencido. Convenci meu amigo a dirigir meu querido carro. Era apenas ele, eu e a Tina, que estava no banco de trás. Ela insistia em fazer algumas provocações, me puxando. Tudo que resisti veio como uma tremenda vontade que me fez pular para o banco de trás. Meu amigo, que continuava dirigindo, estava inconformado. Começou a pedir que parássemos. Ele estava cada vez mais nervoso e atropelou alguns cones. Depois, fomos parados por um comando policial”, conta.

Saia justa, literalmente, foi vivida também pelo publicitário JKS, que no calor do banco de trás nem notou que seu celular havia feito uma ligação. “Percebi que a última ligação no meu celular tinha sido para o celular do meu pai... opa! Eu não liguei pro meu pai. E agora? Será que ele ouviu tudo? O desespero dela se misturou com uma cena cômica”, disse ele, achando graça da situação.

Mineiro do interior, LJZ desenvolveu até algumas técnicas infalíveis para garantir uma cena romântica sobre rodas. “Alguns carros possuem ajuste do encosto dos bancos dianteiros por alavanca. Isso no dia-a-dia é um saco, bem mais difícil de achar a posição do que os ajustes milimétricos. Mas na hora do ‘vamos ver’ os por alavanca são sensacionais. A menina dificilmente consegue escapar. Lá está você no meio do mato, debaixo das estrelas. Aí é só fazer a coisa certa”, aconselha.

Enquanto o mineiro revela perspicácia com as mulheres, o jovem designer JHG escorregou numa fala que quase o comprometeu com a namorada. “Falei que conhecia um lugar que era ideal. Aí sabe como é mulher. Começou a questionar: você conhece? Já levou alguém lá?”. Mas como o sentimento era verdadeiro, tudo acabou bem. “Muitos homens já querem ir para os ‘finalmentes’, acho que sou diferente. Gosto do jogo de sedução, das trocas de olhares que transmitem todos ou quase todos os pensamentos.”

Intimista, o carro pode despertar até o mais imprevisto dos climas. O farmacêutico HFB, conta que viveu uma cena inesperada com uma amiga homossexual. “Ela deixou a namorada na faculdade e foi para o shopping. Não tínhamos muito tempo, eu deixaria a cidade à noite. Estava garoando, ela me convidou para entrar no carro. O que eu não imaginava era que a coisa esquentaria ali mesmo”, revela.

O gerente SACJ viveu no carro uma experiência que mudaria seu trajeto de vida. “Nosso primeiro beijo foi no carro, no estacionamento do Pão de Açúcar, lugar que se tornaria o favorito para conversar e namorar. Sexo mesmo só aconteceu algum tempo depois. Ela estava de vestido e coturno. Depois, só de coturno. Uma cena que dispensa fantasias”, conta. “Estamos juntos há quatro anos e planejo comemorar o aniversário de nosso encontro no aconchego apertado do meu Palio”.

Efêmeras, intensas, apaixonadas. Um encontro tórrido no carro pode levar a muitas direções. Não faltarão versões, modelos ou noites estreladas para vivenciá-las.


Leia na íntegra as histórias contadas por estes e outros entrevistados:

Amor de Landau
A conversa e os olhares eram antigos. Há quatro anos, a ocasião certa e o desejo contido terminaram com uma bela aventura amorosa a bordo do meu Landau 1980. Tudo começou com um filme despretensioso, um beijo, pouca conversa e muitos olhares.... Ofereci carona no meu possante clássico, que esbanja potência do motor V8 e muito conforto. Era carnaval e passamos por uma movimentada avenida cheia de foliões e a inspiração da festa, totalmente carnal, terminou numa experiência maravilhosa.
Passamos por um bairro nobre de SP, tranqüilo, e já era perto das duas da manhã. Diminuí a velocidade e acionei a alavanca do câmbio automático para a posição “1”, para deixar o carro ir devagar. O nevoeiro era muito forte e criou uma atmosfera perfeita. Subi na calçada com o pneu do carro e sentimos um leve solavanco do carrão na guia. Avancei alguns metros e parei, e só víamos as lâmpadas amarelas dos postes, de longe. O banco inteiriço só permite um movimento único para frente e para trás. Afastei ao máximo. O espaço do Landau permite inúmeras experiências incríveis. Hora ela se agachava no piso do carro, hora deitava-se sobre o banco se apoiando no descansa-braços. Às vezes, um ou outro carro passava, porque percebíamos o movimento dos faróis de longe. O vapor da respiração deixou todos os vidros embaçados. Por isso e por outros motivos, adoro o Ford Landau.
MC – assessor de imprensa

Saia justa
O que me deixa mais predisposto é quando ela usa saia acima do joelho. Quando se senta no carro, a saia parece que é ainda mais curta. Aí, sem querer, a mão escorrega do câmbio e vai parar na perna dela. Muitos homens já querem ir para os “finalmentes”, acho que sou diferente, gosto desse jogo de sedução, as trocas de olhares que transmitem todos ou quase todos os pensamentos.
Minha experiência mais engraçada aconteceu num dia em que eu estava levando minha namorada para casa, logo no início do namoro. No meio do caminho, beijinhos pra cá e pra lá. Falei que conhecia um lugar que era ideal. Aí sabe como é mulher, né? Começou a questionar: é você conhece? Já levou alguém lá?
Chegamos ao local. Ela ficou com muito medo, dizendo que era escuro, perigoso. Então eu a acalmei com alguns beijos.
Quando estávamos no bem bom, começou a subir um carro da segurança. Ela se vestiu muito rápido, já que estava de saia. Para mim, foi mais difícil, estava de bermuda. Liguei o carro ainda com a bermuda no meio das pernas e fui saindo com o carro. Eu estava um pouco apavorado, e, pior, tentando acalmá-la.
Foi muito engraçado, logo depois estávamos rindo do ocorrido. Voltamos lá algumas vezes depois de tudo isso.
JHG – designer

Filha proibida
A mais inesquecível das inesquecíveis foi com a filha de uma amiga de uma ex-namorada calma, a moça tinha 24 anos na época.. Foi uma pulada de cerca, confesso. Começou com olhares, conversas, comentários. E, uma noite, estávamos em bando quando consegui o número do celular dela sem ninguém perceber. Vieram as conversas tarde da noite, confissões, visitas ao emprego dela. Era questão de tempo para rolar.
E rolou numa sexta à noite. Antes de tudo, tomei um tremendo susto porque a mãe dela pediu uma carona. Já achei que a mulher iria segurar o castiçal inteiro! Felizmente, ainda não haviam proibido os bingos. Lá foi ela para os caça-níqueis da vida, enquanto eu tomava conta da filha dela no Guarujá.
Foi uma transa prefeita em todos os sentidos. Não só pela vontade represada, mas pelas circunstâncias. Foi o dia que Deus olhou pra mim e disse: "aproveita que hoje eu tô de bom humor". Achei que não íamos caber, mas o 206 é um hangar por dentro! No fim, ficamos deitados nos bancos, ambos nus, por horas, só olhando o céu estreladíssimo e a lua no topo do Morro do Maluf.
Ainda saímos por mais uns quatro meses, mas essa transa ficou na história.
LB – assessorEla gostava de meninas, mas...
Conheci uma garota na internet, por intermédio de uma amiga. Conversávamos com freqüência, tínhamos a música em comum, mas como ela morava relativamente longe, nunca tive muitas esperanças de conhecê-la. Ainda mais quando descobri que ela jogava no mesmo time que eu.
Certo dia, fui trabalhar na cidade dela e, pela internet, trocamos telefones e combinamos de tomar um suco no final do dia num shopping da região, sem segundas intenções. Ela deixaria a namorada na faculdade e iria para lá. Não tínhamos muito tempo, eu deixaria a cidade à noite.
Esperei um pouco e logo ela chegou, a troca de sorrisos denunciava que a aprovação era recíproca. Andamos até a lanchonete e pedimos o tal suco. Conversa vai, conversa vem, acabou pintando um clima. Opa, mas ela não é do outro time? Pois é... era. Ela estava afim e eu com muita sorte. No meio do shopping não rolaria nada, ela e a namorada eram conhecidas por lá. Ofereci acompanhá-la até o carro, que estava no estacionamento descoberto, fora do shopping.
Estava garoando, ela me convidou para entrar no carro. O que eu não imaginava era que a coisa esquentaria ali mesmo. O beijo dela era diferente, de quem não está acostumada a beijar barbados, tinha uma feminilidade explicita, sem pudores. Não demorou muito para nos esquecermos dos seguranças, das câmeras do estacionamento, dos estereótipos.
Foi uma dessas experiências que poucos acreditam, e, menos ainda, têm a sorte grande de participar. Depois disso, conversamos ocasionalmente pela internet, mas nunca mais nos vimos. Uma pena.
HFB - farmacêutico

Barrados nos cones
“Éramos quatro amigos e trabalhávamos em uma empresa de internet. Era uma daquelas épocas em que procurávamos noitadas que terminavam apenas a poucas horas de entrarmos no trabalho. Em uma dessas, conheci uma bela garota que me surpreendeu. Nos conhecíamos há menos de uma semana e o relacionamento já estava bem quente. Ela se dava muito bem com esses amigos e saímos todos juntos. Na volta da balada, lembrei que minha carteira de motorista havia vencido e convenci um de meus amigos a dirigir meu querido carro enquanto seguíamos os outros que estavam todos no carro da frente.
Era apenas ele, eu e a Tina, que estava no banco de trás. Ela insistia em fazer algumas provocações, me puxando. Tudo que resisti veio como uma tremenda vontade que me fez pular para o banco de trás. No momento em que estava sem calça, tive a confirmação que ela era louca. Meu amigo, que continuava dirigindo, estava inconformado e, depois de pouco tempo, começou a pedir que parássemos.
Eu, sinceramente, durante toda aquela loucura, cheguei a questionar a nossa amizade, afinal, estava tão bom e era apenas ele continuar dirigindo. Depois senti que ele estava cada vez mais nervoso e, de repente, vi que ele atropelou alguns cones. Percebi que estávamos em um bloqueio policial. Senti meu coração quase pulando pela boca. Foi quando imediatamente um guarda nos mandou sair do carro. Pedi para ele uns minutos, mas ele foi implacável e nos mandou sair imediatamente. Saí de cuecas, mas quando consegui ficar em pé, vesti a calça e fiquei sem camisa e meias. Foi realmente uma cena ridícula, ainda mais porque eu estava com aquele medo e aquela cara de coitado. Tina, que estava de vestido, saiu apenas descalça. O guarda pediu nossos documentos e a Tina não os tinha trazido, para complicar mais ainda mais a situação. Por sorte, acho que os guardas procuravam criminosos, pois deram apenas um pequeno sermão e nos liberaram. Senti medo e uma adrenalina incrível, pois achei que teríamos problemas. Mesmo assim, acho que valeu a pena, pois aquele momento no carro rendeu vontade para o fim da noite inteira.
SF – analista

Celular ingrato
Certa vez, com uma ex-namorada, estacionei numa ruazinha escura, daquelas que você sabe que são perigosas, mas que na hora isso não importa tanto. Meu Corsa era um pouco pequeno, mas na hora serviu muito bem. Bancos pra baixo, pernas pra lá, vidros mais que embaçados, muito contorcionismo. Os pés aumentavam o volume do som e mudavam a música do CD.
Assunto resolvido, percebi que a última ligação no meu celular tinha sido para o celular do meu pai. Opa! Eu não liguei para o meu pai. Pois é, meu celular me sacaneou. Ligou pro meu pai no meio do rala e rola. Será que ele ouviu tudo? O desespero dela se misturou com uma cena cômica.Cheguei em casa e, por sorte, o celular dele estava na sala. Meu pai, no quarto. A ligação não tinha sido atendida, caiu na caixa postal. Ouvi o recado e caí na gargalhada sozinho. Eu sabia a senha dele e pude apagar a mensagem a tempo.
JKS - publicitário Fuscão branco
Era início da década de 70. Tinha quinze para dezesseis anos. Naquela época os homens iniciavam sua vida sexual com prostitutas e normalmente quando alcançavam os 18 anos. Era raro um adolescente fazer sexo.
Eu tive um pouco de sorte. Um amigo, que acabara de completar 18 anos e tirado carteira de motorista, chamou-me um dia para tentarmos fazer o nosso batismo sexual. Nós dois éramos virgens.
Ele pegou o carro do pai, um Fusca branco, e passou em casa. Fomos para um bairro onde havia iniciado ali a zona de meretrício de Votuporanga. Não era mais zona, mas havia um bom número de prostitutas que morava na região.
Não havia motel na cidade. Pegamos o Fusca e fomos para lá. Rodamos, rodamos, com o coração na mão. Imagine o que é saber que poderia ter a minha primeira relação sexual? Depois de passar várias vezes pelas ruas de terra do bairro, deparamos com uma garota. Paramos e perguntamos se ela queria fazer um programa. Ela disse que sim, mas era preciso encontrar outra mulher. A irmã dela até que poderia ir, mas ela estava na Exposição Agropecuária da cidade.
Andamos, andamos e andamos. Nada de encontrar uma companheira para satisfazer um de nós. Na verdade, procurávamos uma mulher pra mim, já que o ele estava com a dele garantida, afinal ele era o dono do carro. Depois de muito tempo ela disse que não ia ter jeito. Meu amigo então propôs:
“E se fôssemos os dois?”
Ela falou que por ela tudo bem, desde que fosse um de cada vez. Fiquei meio sem saber, mas não podia perder aquela oportunidade. Ia ter a minha primeira relação sexual.
Paramos o carro na garagem da casa que o pai dele estava construindo, num bairro ainda em formação. Ele, como dono do carro, foi primeiro. Depois, eu.
No banco de trás ela ficava imóvel. Não me lembro direito, mas acho que ela nem tirava toda a roupa. Depois que transamos, ela pegou o nosso dinheiro. Não me lembro qual era a moeda, mas lembro que pagamos dez cada um. Talvez dez cruzeiros.
JCP - jornalista


De quebrar o banco
No meio da Radial Leste ela começou a me provocar com olhares e cruzadas de perna. Ela era bem mais velha do que eu, sabia exatamente o que queria. Ela não pensou duas vezes e mesmo eu dirigindo deitou no meu colo de tal forma que eu mal podia trocar as marchas. Durante o percurso, ela beijava meu pescoço e passava a mão no meu corpo todo, me deixando muito excitado. As caricias só davam uma trégua quando algum ônibus ou carro mais alto parava ao nosso lado.
Chegando em frente a casa dela, o que fazer? Procuramos algum lugar mais escondido e seguro. Resolvemos então entrar no prédio onde ela morava. Escolhemos uma vaga bem nas costas do prédio onde poucas janelas davam para o carro. Carro estacionado, faróis apagados, nos certificamos de que ninguém passava no local. Ela pulou para o banco do motorista e arrancou minha roupa. Escutamos um barulho na garagem, nosso coração foi a mil. Era o carro do pai dela que estava passando, nos escondemos embaixo do painel do carro para que ele não nos visse. Ufa! Não foi dessa vez que nos pegaram! Continuamos a transa com o maior medo de sermos flagrados. De repente, no calor do momento “PLAFT”, o banco do motorista onde estávamos quebrou, mas mesmo assim não paramos.
No, final fazendo o balanço, um percurso longo dirigindo com uma mulher deitada no colo, um pai que quase nos pega no flagra e um banco de carro quebrado. Até hoje me perguntam como consegui quebrar o banco do carro, claro que a resposta é sempre a mesma: “sei lá, já comprei o carro assim!”
DD - analista de sistemas

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