ABS: mercado já está respondendo à futura obrigatoriedade em 2014?

Disponibilidade do ABS na categoria hatch compacto ainda é modesta: 17% de série, mais 38% como opcional
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Cesvi Brasil
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Pela quinta vez, o CESVI está lançando um levantamento que aponta a presença dos sistemas de frenagem ABS e ESP nos veículos oferecido no mercado brasileiro – sejam nacionais ou importados. Além disso, o estudo faz um comparativo entre a oferta dos sistemas no Brasil e na Argentina. A intenção é acompanhar a evolução dessa oferta, já que o CESVI entende que os sistemas em questão são recursos muito importantes para evitar acidentes no trânsito.

O mercado já está respondendo à futura obrigatoriedade da instalação dos sistemas em 2014? Que montadoras oferecem mais opções de segurança para seus clientes? Os modelos mais simples também têm ABS? Essas são algumas das questões que o levantamento procura responder.

Os dados foram coletados nos sites das montadoras, em centrais de atendimento, concessionárias e catálogos. As informações correspondem à situação dos veículos comercializados até novembro de 2011; versões lançadas a partir de dezembro não foram consideradas.

O QUE É?

ABS

A sigla deriva do termo inglês “Antilock Braking System”, que quer dizer “sistema de frenagem antibloqueio”. Em resumo, o sistema impede o travamento das rodas em frenagens de emergência, evitando a perda da aderência entre elas e o solo, fazendo com que o espaço até a parada seja reduzido, e o motorista mantenha o controle direcional do veículo.

O processo funciona por um sistema eletroeletrônico que monitora as velocidades das rodas e as compara com a do veículo. Caso haja a detecção do travamento de uma delas, o sistema irá, durante frações de segundo, liberá-la da força de frenagem, resgatando a sua aderência com o solo, até que a velocidade da roda corresponda à do veículo.

ESP

A tecnologia ABS deu base para o desenvolvimento de uma nova aplicação antibloqueio: o ESP (“Electronic Stability Program” ou “sistema eletrônico de estabilidade”). O funcionamento é caracterizado pela aplicação seletiva dos freios, em situação de perda repentina de trajetória, para restabelecer o controle do veículo. O diferencial do ESP em relação à estrutura do sistema ABS é a adoção de sensores que monitoram as solicitações feitas ao volante, acelerações da carroceria e solicitação do motor.

O estudo

A equipe de Pesquisa & Desenvolvimento do CESVI colheu informações de 767 versões de veículos. Desde a edição anterior do levantamento, o País viu a chegada de mais montadoras, como Aston Martin, JAC Motors e Chery. Em 2008, entre as 323 versões estudadas, apenas 90 veículos tinham ABS de série: 27,8% do total. Três anos depois, a quantidade de versões de veículos com o sistema instalado de fábrica subiu para 518, 67,% do total que há nas concessionárias. Em dois anos, esses quase 70% terão de saltar para 100%, por força de lei. Desses 67%, 41% possuem também o sistema ESP.Nos populares

A disponibilidade do ABS na categoria hatch compacto ainda é modesta: 17% de série, mais 38% como opcional. Lembrando: mesmo os hatches terão de sair de fábrica com ABS em 100% de sua totalidade a partir de 2014.

Clássico sul-americano

O levantamento do CESVI ainda identificou que, entre os veículos importados de Estados Unidos e Europa, a oferta de ABS é geral, evidenciando que, nesses países, o consumidor faz questão da presença do sistema.

A Argentina está na nossa frente quando o assunto é sistema antibloqueio das rodas: 69% dos veículos argentinos têm ABS de série, sendo 50% com sistema ESP. Mas, levando em conta a quantidade de veículos em que o sistema pode ser incorporado como opcional, apenas 20% dos brasileiros não têm ABS disponível de jeito nenhum, enquanto na Argentina esse índice é de 23%.

Luta histórica contra a derrapagem

Na década de 1950, quatro em cada dez acidentes de trânsito eram provocados por uma derrapagem. Esse tipo de situação acontece quando há uma redução drástica da aderência do veículo à pista, tão grave a ponto do veículo não responder mais aos comandos do motorista. O problema gerou um alerta na indústria, que decidiu se mexer atrás de uma solução.

Começaram os estudos, e logo uma descoberta chamou a atenção dos engenheiros. Durante as simulações de derrapagem, alguns motoristas, mais hábeis e experientes, conseguiam recuperar o controle do veículo com uma sequência rápida de pressões no freio – desta forma, conseguiam desviar de obstáculos até a parada do veículo. Foi dessa observação que surgiu a ideia de um sistema de freio que não travasse as rodas numa frenagem de emergência.

Os aviões já tinham sistemas antibloqueio desde 1929. Para os carros, o sistema só passou a ser instalado em série em 1971, no Chrysler Imperial. Em 1978, a Bosch desenvolveu uma versão antibloqueio para quatro rodas, que seria usada pelo Mercedes-Benz classe S. E, dez anos depois, o ABS chegava às motocicletas, com a BMW K100.

As campeãs de segurança

O levantamento do CESVI também permitiu identificar como a presença do ABS e do ESP se dão em cada montadora. Confira, nas tabelas a seguir, as marcas que têm 100% dos veículos com ABS de série, e quais não oferecem o sistema nem como opcional.

Marcas com ABS em 100% dos modelos

Aston Martin, Audi, BMW, Chery, Chrysler, Dodge, JAC Motors, Jaguar, Jeep, Lexus, Lifan, Mahindra, Maserati, MINI, Porsche,Smart,Subaru e Volvo

Marcas sem ABS nenhum no Brasil

Chana, Effa, Lobini, Tac e Troller

Tendências para o futuro

O aumento do uso da eletrônica é a principal tendência para onde a frenagem deve evoluir. Confira.

Freio magnético

Não é tão novidade assim, porque já existe em alguns modelos de caminhões e ônibus, mas a tendência é que chegue aos veículos de passeio. A grande vantagem é dispensar materiais de abrasão, que se desgastam, como pastilhas e lonas. Além de ser um sistema completamente livre de manutenção, permitindo ainda uma precisão muito maior na preservação da aderência do pneu com o solo. Outro benefício é que o freio magnético aproveita a energia cinética do veículo em desacelerações, armazenando-a e poupando combustível.

Freio de pânico ou emergência

Mais conhecido pela sigla BAS (“Brake Assist System” ou “sistema de assistência à frenagem”). Já existe, mas deve virar tendência, já que, agregado à tecnologia do ABS, garante a aplicação de força máxima no pedal do freio, independentemente da aplicação correta do pedal e sua constância.

Freio de mão do futuro

Uma variação para o freio de estacionamento é a sua aplicação com acionamento elétrico e liberação inteligente, ou seja, sensível ao movimento do veículo.

Sistemas inteligentes

Já existem sistemas de assistência à condução que podem explorar a aplicação dos freios, detectando a aproximação de obstáculos que ofereçam risco de colisão ao veículo, compensando um eventual lapso de atenção por parte do motorista.

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