Antigos no X-Treme

Apesar de não curtir originais, personalização ama os velhinhos
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Gustavo Ruffo
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- Os antigomobilistas e a turma da personalização de automóveis nem sempre concorda no que se refere a carros. Os colecionadores abominam quando um carro raro, como o PAG Nick, sofre alterações que o descaracterizam, assim como os preparadores acham exagerada a mania de querer um carro exatamente como ele saiu de fábrica. Extremos à parte, o X-Treme Motorsports mostrou que, pelo menos, uma coisa esses dois grupos têm em comum: a paixão por carros antigos.

Vale lembrar que, se não fosse esse trabalho de adaptação e recuperação, muitos dos automóveis antigos que aparecem em exposições como esta morreriam em ferros-velhos, corroídos pelo descaso e pela ferrugem, sem contar as plantas que resolvem se alojar aqui e ali, havendo casos de árvores que nasceram no meio de uma carroceria preciosa.

Para a personalização, mesmo carros aparentemente baratos demais, como o VW TL e a Brasília, recebem rodões, escape diferenciado e pinturas de dar inveja a carros bem mais novos. Ainda mais considerando que eles são baratos hoje, como já aconteceu com diversos outros carros nacionais que, atualmente, valem tanto ou mais do que modelos novos.

Até a Chevrolet Marajó, a peruazinha do Chevette, recebeu atenções especiais no X-Treme. Pintura saia-e-blusa e as rodas e pneus de boas proporções transfomam esse pacato carrinho em um chamariz no estande onde estava. A suspensão, convenientemente rebaixada, torna este nacional, um dos últimos mais baratos a conservar a tração traseira, ainda melhor de ser dirigido do que a versão original, já bastante melhor que o Chevette por ter mais peso na traseira.

Mas não foram apenas os modelos nacionais antigos mais simples que sofreram modificações e aperfeiçoamentos. Os modelos de sonho, como os Dodge Dart e Charger, também fizeram diversas aparições. Com pintura reluzente e chamativa, trajado de carro de corrida ou simplesmente mostrando o poder de seu motorzão na arena do evento, “borrachando” o chão, esse carro deve ter despertado em muitos lembranças agradáveis e a vontade de tirar o sonho da cabeça e colocá-lo na garagem.

Outro ídolo de uma geração era o Chevrolet Opala, durante anos o carro mais potente e luxuoso do mercado brasileiro. Pois toda a sua força não impediu que pelo menos um deles recebesse preparação de motor pesada, com dois turbos enormes, tão grandes que o capô teve de ser retirado. Ou foi apenas para mostrar os dutos cromados e inspirar ainda mais respeito pela máquina, que não pode rodar nas ruas brasileiras devido à legislação nacional.

Mais comportado, mas não menos especial, era o Golden Six, Opala preparado pela Batistinha Garage e exibido no X-Treme de modo a mostrar todo o cuidado que teve em sua preparação. Levantado, o carro tinha espelhos que mostravam seu assoalho pintado na mesma cor do carro, um dourado bem brilhante, e os elementos mecânicos cromados. O proprietário de um Golden Six dificilmente deve andar com ele, por pena de submetê-lo aos horrores do asfalto da Terra de Vera Cruz.

Abaixo do Golden Six, o que se vê é um carro que, de nacional, pode não ter aparentemente nada, mas o Willys 41 Coupé, criado pela WW Travis, é uma réplica bastante interessante e chamativa. Para quem quer um carro de aparência antiga, mas com mecânica moderna e potente, ele é uma das melhores opções do mercado.

Há carros, evidentemente, que não têm nenhuma pretensão que não seja a de mostrar tecnologia. Curioso é que ela seja exibida justamente em um carro antigo, como esse, que foi totalmente transformado para exibir telas gigantescas nas portas e um sistema de som exagerado na traseira.

Low-riders

Uma das vertentes da personalização, que conta em sua maioria com carros antigos de porta-malas gigantesco, é a dos low-riders, carros cuja suspensão pode ser regulada ao gosto do motorista, o que faz com que o carro pule, abaixe a frente, abaixe a traseira, ande com uma roda para o alto e todo tipo de contorcionismo que o dono do controle remoto queira inventar e que a estrutura do carro agüente.

Dentro do estande de exposições estava um Impala, que em determinadas horas do dia mostrava aos visitantes tudo que podia fazer. O porta-malas gigante serve para guardar a enorme quantidade de baterias necessárias a fazer o carro subir e descer.

Mas não é só de carros importados que essa moda é feita. No X-Treme, o grupo Carbritos mostrava alguns Galaxie e Landau equipados com o mesmo sistema de regulagem de suspensão. De qualquer forma, considerando que foram poucos os carros em estilo americano produzidos no Brasil, o mais certo será encontrar low-riders importados, mesmo.

Estrangeiros

Dentre os antigos importados havia um belíssimo exemplar do Chevrolet Bel-Air com blower para fora do capô, mostrando o quanto um clássico norte-americano pode ser forte. O blower também é um equipamento com o qual os policiais tendem a encrespar, o que o torna virtualmente impossível de ver nas ruas. É pena, já que o Bel-Air pode ser visto apenas em eventos como o X-Treme.

O Chevrolet Impala dourado com rodas gigantes já parecia mais manso e legalizado para andar pelas ruas. O efeito da pintura e das rodas cromadas seria o bastante para fazer qualquer carro chamar a atenção, mas isso se torna especialmente fácil em um carro que já é bonito e grande por natureza.

Um dos maiores mitos da indústria norte-americana, o Ford Mustang, esteve presente em diversas versões e estilos, inclusive vestido de carro de corrida, com direito a um enorme blower, mas o mais interessante entre todos era um em processo de recuperação, mostrando o cuidado que a oficina tem com sua pintura e reconstrução.

Fora os americanos, havia espaço também para os europeus, como alguns BMW e um Mini, preparado por Herrera. No caso deste pequenino, o motor original, obra do gênio Alec Issigonis, deu lugar a um motor não menos genial, o 1,6-litro do Honda Civic VTi, com 160 cv, ou seja, 100 cv por litro. Visto com o capô fechado, esse respeitável senhor inglês pode não meter medo em ninguém, mas, se você vir um parecido no retrovisor, é recomendável sair da frente.

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Chevrolet Impala

Chevrolet Opala

Chevrolet Bel-AirFord Galaxie 500

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Ford Galaxie 500

Ford Mustang

Mini

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