Cada carro tem seu cheiro

Técnicos da VW testam odores
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Redação WM1
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- O cheiro do carro novo é um dos maiores atrativos para quem compra um veículo zero quilômetro. Na
Europa, por exemplo, ele é capaz de influenciar o consumidor na escolha de um modelo. Na Volkswagen do Brasil, o Centro Tecnológico de Emissões ETC da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo SP, é o primeiro e único que emite laudos e coordena os testes de odores nos veículos produzidos pela VW América do Sul, conforme os padrões mundiais da empresa.
A equipe de químicos da Anchieta analisa cerca de 60 peças e cinco carros por mês para identificar, pelo olfato, as características de odor que podem influenciar na venda de um veículo. Desde o início dos anos 90, por exigência do consumidor, a indústria européia trata com rigor o cheiro do interior dos automóveis.
"Para o europeu, o carro novo deve ter um leve aroma de couro. Mas a tendência mundial é que no futuro o carro não possua cheiro algum", conta a química coordenadora dos testes na VW, Maria de Lourdes Feitosa Di Franco.
Apesar de não ser tão exigente, o cliente brasileiro também é influenciado pelo famoso "cheiro de carro novo", que lembra uma mistura de plástico e borracha.
Os químicos responsáveis pelos testes de odores na montadora seguem um verdadeiro ritual de preparação.
Antes de iniciar o trabalho, algumas recomendações importantes são observadas: evitam tomar café, chupar balas e usar perfumes fortes. "O aroma e o sabor do café e as essências usadas nas balas e perfumes alteram o paladar e também influenciam o olfato", explica Maria de Lourdes.
Ter bom olfato não é suficiente para fazer parte do time de avaliadores. É necessário "treinar" o nariz para distinguir o material, o tipo de odor e sua causa. Capacidade que é adquirida com a experiência de anos de trabalho com vários tipos de material.
A química Maria de Lourdes, por exemplo, desenvolveu essa sensibilidade após 18 anos testando e observando inúmeros materiais. Um estágio feito na VW da Alemanha ajudou no aprendizado. A intervenção de Maria de Lourdes foi decisiva para reduzir o cheiro provocado pelo revestimento do teto e parede interna dos Caminhões da Série 2000 e de isolantes acústicos e porta-pacotes do Gol, Parati e Golf. Além disso, seu trabalho previne o uso de materiais que possam causar odores não desejáveis em novos projetos.

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