Carros esportivos antigos: o futuro havia chegado!

Venha conhecer alguns dos automóveis clássicos mais arrojados que deixaram saudade e tornaram-se ícones históricos

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Redação WM1
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Além de um espetáculo à parte, carros esportivos antigos nos enchem de saudade. São modelos que carregaram todo um ideário de "juventude no controle". O título desta reportagem até parece uma contradição, não é mesmo? Só que principalmente nos anos 1970-1980, alguns desses carros entraram para a história justamente por isso: anunciavam uma nova era.

Carros esportivos no Brasil

Quem não lembra com saudade do comercial que Ayrton Senna protagonizou, em 1984, para lançar o Ford Escort XR3? Esses veículos permitiram nascer um novo estilo de vida – e, claro, um novo consumidor –, o mesmo que até hoje mantém essa paixão por automóvel e tudo ligado a esse mundo.

Escort Xr3 Ayrton Senna vermelho, conversível e visto de lado com Ayrton Senna apoiado no vidro
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Legenda: Propaganda do Escort XR3 com Ayrton Senna, um dos carros esportivos antigos mais lembrados
Crédito: Divulgação

Muitos outros produtos, que sequer imaginamos, foram inspirados em Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, só para citar os mais conhecidos. Roupas e acessórios, como óculos de sol e relógios, são alguns entre os mais representativos deste status.

Ou seja, eles fizeram parte não só da história do desenvolvimento do automobilismo nacional, como da paixão pelo esporte em geral e até de novos hábitos. Com Senna, por exemplo, popularizou-se a disciplina e o perfeccionismo!

Deixemos, contudo, esse papo de lado e vamos agora relembrar alguns carros esportivos antigos que mais deixaram saudade! E começaremos por este que já citamos, de nosso eterno herói.

Ford Escort XR3

O modelo da Ford foi lançado em 1983 e logo se tornou sonho de consumo dos jovens. O Escort usava motor CHT 1.6 de carburador duplo, comando esportivo e escape modificado.

O que enchia aos olhos era seu estilo, porque a parte mecânica era limitada. Um ano depois da versão apresentada por Senna, surgiu a variante conversível. Sonho de juventude.

Volkswagen Gol GTI

Volkswagen Gol Gti 1
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Legenda: Volkswagen Gol GTI foi sensação no fim dos anos 1980
Crédito: Divulgação

Podemos dizer que a Volkswagen marcou, nos anos 1980, três gols de placa. O primeiro, em 1984, quando lançou o Gol GT, primeira versão esportiva do compacto que foi líder por 27 anos. Já em 1987 chegaria o Gol GTS – se você não foi dono de um, com certeza conhece alguém que teve. E, por fim, em 1989, o Gol GTI: icônico, inesquecível e único.

O Gol GTI foi o primeiro carro brasileiro com injeção eletrônica. Hoje, virou item de colecionador! Dos três modelos, é o que tinha melhor performance. Nos anos 1990, ainda ganharia uma versão de 145 cv.

Dodge Charger R/T

O carro foi sucesso primeiro nos Estados Unidos. A criação da Chrysler chegou ao Brasil em 1968 com quatro portas e motor V8 de  205 cv. O câmbio de três marchas proporcionava engates macios.

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Legenda: Imponente, Dodge Charger R/T tinha porte robusto, capô abaulado e faixas na carroceria
Crédito: Reprodução

Dois anos mais tarde foi lançada a versão R/T. As faixas na carroceria eram o grande trunfo estético. E na parte de desempenho, os 215 cv cumpriam seu papel: alcançava 180 km/h e fazia o 0-100 em 11 segundos.

Desta lista, é um dos carros esportivos antigos mais caros. E ainda precisava de gasolina especial. Sobreviveu no mercado até 1981, depois que a Volkswagen assumiu o comando da Chrysler no Brasil.

Ford Maverick GT

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Legenda: Ford Maverick GT é uma das versões mais icônicas do esportivo da Ford
Crédito: Divulgação

O Ford Maverick foi lançado em junho de 1973 em três versões: Super, Super Luxo e GT. Já no fim daquele ano sairia uma versão de quatro portas. O motor era de seis cilindros.

O GT tinha cheiro de competição: precisava apenas de 11,6 segundos para chegar a 100 km/h e sua velocidade máxima era de 178 km/h. Era equipado com direção hidráulica, que, para a época e para o tipo do carro, deixava o volante até leve demais.

Volkswagen SP2

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Legenda: O clássico esportivo SP2 dos anos 1970
Crédito: Divulgação

Foi um carro feito em parceria com a Karmann-Ghia que utilizava chassi da Volkswagen Variant. A sigla SP foi uma homenagem ao estado de São Paulo. Até então, a única fábrica da Volks ficava em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Apesar do design de encher os olhos, o SP2 não tinha mecânica de alta performance. Por essa e outras razões, o modelo foi um dos que menos durou no mercado. Foram feitas apenas 11.123 unidades. Contudo, era bonito...

Chevrolet Opala SS

A versão SS do Opala foi apresentada em 1970. A sigla significava “Super Sport”, embora haja divergências. Tem gente que diz que era a representação de “Separated Seats” e outras, de “Super Star”. Faz alguma diferença para o carrão que foi?

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Legenda: Chevrolet Opala SS fez a cabeça de uma geração
Crédito: Divulgação

De modo algum! O que a Chevrolet queria era ter um modelo para competir no mercado de esportivos e fez por merecer: rendia 140 cv, tinha faixas pretas na carroceria, lindas rodas, bancos individuais e uma alavanca de câmbio no chão.

Deixava extasiado quem punha o pé no acelerador: chegava a 100 km/h em 13,6 segundos e a velocidade máxima era de 173 km/h. Apresentamos carros mais velozes? Sem dúvida. Mas esse é um Opala!

Puma GTE

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Legenda: Puma GTE: o mais esportivo dos esportivos da clássica marca
Crédito: Fabio Perrotta Junior/WM1

É característica da marca o estilo "diferentão". E foi com a Puma Veículos e Motores que surgiram alguns dos carros esportivos antigos mais estilosos.

O grande ícone foi o Puma GTE – evolução do GT –, lançado em 1973. O modelo foi tão representativo que conquistou o mercado estrangeiro: Europa, Américas e Ásia. Dizem até que o “E” do nome significa "exportação"... Com desenho de Rino Malzoni, o GTE foi o modelo da Puma que mais vendeu: 8.705 unidades.

Willys Interlagos

[caption id="" align="alignnone" width="940"]Willys Interlagos dando uma volta junto a outros carros de mesmo modelo Willys Interlagos lançado nos anos 1960[/caption]

O Willys Interlagos foi o primeiro carro esportivo fabricado no Brasil. Foi lançado em 1961, mas comercializado apenas em 1962. Tinha motor quatro cilindros localizado na parte traseira. A versão mais potente rendia 71 cv e atingia 160 km/h.

Foi dirigido pelo piloto Bird Clemente e pelos então novatos José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi. O nome Interlagos foi mesmo para homenagear o principal autódromo brasileiro.

Na verdade, o carro era a versão brasileira do Alpine A110, modelo consagrado da divisão de corrida da Renault, lançado na Europa em 1961. Era um automóvel de chamar a atenção por onde passava. Até 1966, vendeu 822 unidades, nas versões cupê e conversível.

Carros antigos esportivos na Webmotors!

E então: se tivesse tido a chance de dirigir um deles, qual seria? Também é um apaixonado por carros esportivos? Que tal conhecer alguns modelos poderosos como este? No nosso catálogo, é possível ver a ficha técnica de muitos deles e, se os olhos brilharem ainda mais, dê um pulo no nosso site e veja as ofertas!

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