Chamonix Super 90, um clássico repaginado

Empresa brasileira faz réplicas de Porsche antigos admiradas no mundo todo
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Renato Bellote
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- Durante a semana do carnaval, a cidade de São Paulo ficou vazia. Não havia quase ninguém nas ruas e avenidas da metrópole. Algo visto somente nesses dias e em alguns feriados prolongados.

Na quinta-feira passei em frente à Auto Class Motors que, além de vender carros usados e seminovos, ainda tem um escritório da Chamonix e aceita encomendas para os quatro produtos da marca: Spyder 550, Spyder 550 S, Speedster 356 e o Super 90 Cabriolet. Sobre este último, vou falar um pouco a partir de agora.

O Super 90 é um dos modelos mais carismáticos da Porsche. Ele representou uma nova fase da empresa, no início dos anos 1960. Com 90 cv de potência – justificando o logotipo – o esportivo também era equipado com pneus radiais e maior conforto.

No Brasil, durante a década de 80, a Envemo produziu réplicas do carro, que se tornaram mais e mais valorizadas com o passar do tempo. A qualidade foi reconhecida pela própria fábrica de Stuttgart.

Um pouco depois dessa época, a Chamonix começou a fabricar as réplicas com seu aval de qualidade. A empresa, situada em Jarinu, exporta seus carros para Europa, Japão e Estados Unidos, como me contou o gerente comercial da fábrica, Antônio De Gennaro.

“Cada unidade demora por volta de 120 dias para ficar pronta”, diz. O Super 90 Cabriolet desta reportagem foi o primeiro exemplar da nova safra de réplicas. “A fábrica voltou a produzi-lo no final de 2005”, conta. A única opção de motorização é o boxer, de 1,6 litro, equipado com injeção eletrônica.

Melhor do que admirar o clássico, só mesmo sair pra dar uma voltinha. A combinação da carroceria vermelha com estofamento marrom ficou perfeita. Na loja, inclusive, há um exemplar da Envemo à venda. Curiosamente, estava estacionado ao lado do carro desta reportagem no showroom.

Fernando – filho do sr. Gennaro – me fez companhia para sentir o carro e tirar algumas fotos. As portas pequenas dão acesso a um interior bem acabado. O modelo é baixo e o motorista deve se ajeitar por ali. Como os pedais são levemente deslocados para a direita, a melhor coisa é se posicionar confortavelmente, de modo que eles possam ser pressionados até o fundo.

Os três grandes mostradores do painel – velocímetro, conta-giros e o terceiro, que mostra temperatura do motor e nível do combustível – dão ao condutor todas as informações necessárias. O volante está a uma boa altura e a posição de dirigir é bem agradável.

Hora de sair. Liguei o carro e o motor de 1,6 litro, boxer, se manifestou logo de cara. O esportivo tem um ronco gostoso de ouvir. Algumas bombadas no acelerador e ele já estava pronto para ganhar a rua.
De dentro do cockpit, confesso que a sensação é das melhores. Ele é baixo e “veste” o motorista. De preferência, alguém que não seja muito alto. A visão através dos pequenos retrovisores também é boa. O mesmo se aplica ao plástico do vigia traseiro, que não chega a prejudicar a visibilidade.

Saindo da loja foi o momento de notar como o carrinho – no bom sentido, é claro – chama a atenção. Aposto que os manobristas do barzinho em frente à loja ficam com água na boca quando ele passa por ali. Não há quem não note o conversível.

Como todo automóvel, é necessário um pouco de prática para aproveitar tudo que o Super 90 pode oferecer. As marchas – quem dirige Fusca conhece – têm lá suas manhas e trejeitos. Mas é um grande prazer. O motor roncando até estimula uma tocada mais forte. Mas não havia espaço para isso.

Por outro lado, ele também pode ser apreciado em um passeio mais calmo, com vento nos cabelos em um dia de sol e céu azul. Alguns quarteirões à frente, estacionei para tirar as fotos, com e sem capota. Esta última pode ser facilmente abaixada, soltando-se três pequenas travas acima do pára-brisa.

A conclusão é de que o esportivo é uma boa pedida. Ele vale cada centavo para quem aprecia uma réplica bem feita. Pode ser usado tanto para uma viagem ao litoral como também para comprar o pãozinho no final de tarde. E, afinal, não é todo dia que se pode adquirir um clássico zero-quilômetro.

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* Renato Bellote, 27 anos, é bacharel em Direito e assina seis colunas sobre antigomobilismo na internet. O autor tem textos publicados em doze países de língua espanhola e é correspondente do site português Lusomotores

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