Chapada Diamantina

um agreste brasileiro, com pantanal e cachoeiras
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Redação WM1
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- Quando se olha o mapa da Bahia, ela está bem alí, meio que no centro
do baianidade, bem alí naquela região onde você espera o agreste,
o seco. As formações rochosas que formam a Chapada Diamantina erguem-se
abruptamente do solo queimado pelo sol forte, pelo vento ardente.


Mas não espere apenas pelo óbvio. É sertão, sim, mas repleto de
cachoeiras, olhos d água e, pasmem, jacarés! São centenas de cânions,
cavernas, lapões, lagos, cascatas, riozinhos e um pantanal, primo-irmão
do outro, o famoso, em Mato Grosso. Entre aquelas imensas torres
de pedras que se erguem poderosas, vales repletos de animais, flores
e pequenas matas.










A Chapada Diamantina é sem dúvida uma das mais belas paisagens
brasileiras. Belíssimas e cristalinas cachoeiras, tobogãs e piscinas
naturais de um azul intenso, morros esculpidos na rocha recortando
o horizonte, cavernas de amplos salões e galerias e rios e riachos
que serpenteiam por seus vales e montanhas.


Caminhadas, descidas de cachoeiras, piscinas naturais, espaço para
esportes mais radicais como canioning descida de grandes paredões
verticais por meio de cordas, rafting descida de corredeiras em
botes de borracha - tudo isso está à disposição dos felizes aventureiros
da Chapada!


Conforto








Mas não se imagine no meio de um sáfari. A região é rica em possibilidades
de bem atender os turistas. Lençóis, Palmeiras, Andaraí
e Xique-Xique do Igatu são as quatro cidades mais envolvidas com
o turismo na região - que recebe o nome de Diamantina porque, claro,
por alí se explorou e retirou da terra o diamante, alvo ainda de
muitas lendas sobre minas e garimpos perdidos.


Lençóis
fica localizada a pouco mais de 400 km de Salvador, no coração do
Parque Nacional da Chapada Diamantina. É, desta região, a cidade
que mais recebe visitas no ano, devido à sua estrutura e beleza
natural acessíveis ao turismo.


































São pessoas das mais variadas partes do mundo que vêm para apreciar
a paisagem natural, praticar esportes, como ciclismo, trekking,
rapel, ou até mesmo para conhecer a história de Lençóis.


Dentre os pontos turísticos de Lençóis e do restante da Chapada,
alguns são mais conhecidos, tais como as cachoeiras da Fumaça, do
Sossego, da Primavera, do Poço do Diabo, do Riachinho, a Cachoeirinha,
entre outras; morros, como o Morro do Pai Inácio, Morro do Camelo,
Morrão ou Monte Tambor etc.; e grutas - Lapa Doce, Lapão, o Poço
Encantado, Torrinha, Poço Azul, Gruta Pratinha, entre outras.








Entre esses espaços, são muitos os caminhos que podem ser percorridos
por veículos 4x4, que adicionam ainda mais emoção a um lugar belissímo
veja mapa, e clique
aqui
para saber mais.








Também a escravidão, horror dos horrores, deixou suas marcas. Remanescentes
de antigos quilombos ainda vivem por alí. Um exemplo é Leôncio.


"E se o jacaré resolver atacar o nosso barco?", pergunta Marina,
olhinhos assustados e fantasiosos, de apenas 7 anos de idade. "Não
tem perigo, não. Eles têm bons motivos para ter medo da gente",
responde Leôncio, num tom amistoso, do alto de seus quase 2 metros
de altura e 19 anos de idade. Ele já ouviu inúmeras perguntas parecidas
com a de Marina nos mais de oito anos em que trabalha como remador
e guia dos labirintos aquáticos de Marimbus - um complexo ecossistema
pantaneiro no meio da Chapada Diamantina. Leôncio é negro retinto,
de feições bem africanas, como todos os moradores da minúscula vila
de Remanso, composta por cerca de 40 casas.






























O povoado teve origem em um quilombo composto por ex-escravos trazidos
para a região na época áurea do garimpo de diamantes. Atualmente,
alguns moradores dessa pobre comunidade têm se beneficiado do incremento
do turismo no local - pois é daqui que partem os barcos rumo às
negras águas do pantanal. Leôncio e seu irmão Getúlio, de 16 anos,
por exemplo, são os remadores oficiais das canoas que levam os grupos.
Tão boa quanto sua destreza nos remos é a habilidade de Leôncio
em contar histórias saborosas do folclore local e reconhecer pelo
nome todos os bichos e plantas da região para saber mais sobre
a Chapada e esportes de aventura, clique
aqui


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