Datsun Fairlady, o roadster japonês de bolso

Modelo pequeno, leve, econômico e esportivo encantou até os norte-americanos, fanáticos por carros grandes
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Marcos Camargo
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- Em 1960 a Datsun, divisão da marca Nissan no Japão, mostrou ao mundo pela primeira vez seu grande potencial para a indústria automobilística mundial. A marca nipônica vivia um momento de franca recuperação. A linha Fairlady, produzida pela Datsun entre 1959 e 1970, é raríssima, pois representa o pioneirismo da indústria japonesa no segmento de carros esportivos com apelo racional e ao mesmo tempo marcado pela jovialidade e tecnologia de ponta.

Em 1952, a Datsun desenvolveu e lançou no Tokyo Motor Show um veículo esportivo pequeno, o DC3, desenvolvido por Yuichi Ohta. Com desenho um pouco ultrapassado para a década de 1950 o carro parecia um roadster da década de 1930, o motor de apenas 860 cm³ desenvolvia 25 cv e velocidade máxima de 70 km/h.

Ainda assim o sucesso foi muito grande e serviu para provar que a Datsun tinha potencial para conquistar outros mercados no Ocidente. Com esse projeto, a marca contratou Yutaka Katayama, um conhecido designer, para aprimorar o projeto do DC3 e oferecê-lo na Europa. Ousadia pura, mas racional.

Longe da Ásia, os esportivos europeus da Austin, MG e Triumph nem esperavam tamanha ousadia. Os americanos, por sua vez, tinham nas pranchetas os seus esportivos puro-sangue e também o Corvette, lançado em 1953. Ainda assim, os japoneses surpreenderam ao mostrar o Datsun Sports 1000, um carro com desenho moderno, construído em fibra de vidro e motor de 988 cm³ que desenvolvia 37 cv, muito mais “arisco” que o DC3.

Seu visual simpático inspirado nos modelos Austin parecia ter saído de um desenho do Mickey ou do Pato Donald e dava mostras de que a pretensão da marca era justamente o mercado dos Estados Unidos.

Assim, em 1960, a Datsun lançava na América do Norte o SPL212, um esportivo redesenhado com motor de 1.189 cm³ e 48 cv, câmbio de quatro marchas manual e um desenho bastante atrativo para a época, combinando duas cores e alguns frisos, com certo exagero.

Ainda assim, a construção perfeita do carro surpreendeu os americanos, que embora preferissem o Corvette ou o Thunderbird, também deixaram os pocket roadsters da Datsun ganhar espaço.

Em poucos anos a marca aprimorou o projeto com a rapidez e disciplina típica dos japoneses. Em 1964 lançou o SP311 com motor 1,5-litro e 96 cv, de grande rendimento, com baixo consumo. Em 1967 foi a vez do SR311, conhecido como Datsun 2000, referência ao motor 2-litros 1.982 cm³, 135 cv e câmbio de cinco marchas manual único no mercado, combinados com um carburador Mikuni/Solex de corpo duplo ou Hitachi, de corpo simples.

O carro foi pilotado nas pistas por John Morton e Paul Newman, que atestaram sua qualidade e já naquela época fizeram menção ao consumo ínfimo de gasolina, superior a 10 km/l.

No entanto, o consumidor norte americano queria carros cada vez maiores e os concorrentes Corvette, Thunderbird, Camaro e Mustang cresciam bem ao gosto do seu público. Os japoneses foram perdendo mercado pouco a pouco. Ainda assim, a marca Datsun tentou remodelar a linha Fairlady no final da década de 1960, deixando as linhas mais modernas, sem abrir mão do estilo racional, herança dos esportivos europeus. No total, mais de 40 mil veículos foram montados em dez anos.

Com o crescimento dos modelos esportivos americanos, os carros japoneses viram sua participação no mercado minguar. Era hora de modificar o projeto. Com isso, a Datsun trouxe para o mercado norte-americano o modelo 240Z, um cupê moderno, com motor 2,4-litros, nova estrutura monobloco, mais segura, e tecnologia suficiente para concorrer com os modelos ianques.

Para não perder o vínculo com os modelos anteriores, a Datsun manteve no 240Z o sobrenome Fairlady, apesar de a versão mais moderna ser outro carro, desde a estrutura. Mas essa já uma outra história...

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