Dodge Charger enfrenta Dodge Polara. Qual você compraria?

O Doginho era indicado para os consumidores que procuravam um ar jovial, despojado e sem muito dinheiro para investir
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O olho grande sobre o consumidor jovem existe há décadas. Diversos setores da economia tentam conquistar o comprador de espírito livre, cada vez mais endinheirado, com hábitos de comportamento e consumo distintos. A Chrysler foi das primeiras a investir no seguimento de muscle cars e carros esportes acessíveis, “de uma ponta à outra a marca queria atrair esse perfil de comprador”, analisa o portal Antigo Motors.


O Dodge Charger R/T foi tido em sua época, lançado em 1966, como musculoso e agressivo. Sonho de consumo de muitos rapazes em busca de velocidade e desempenho nas estradas e pistas, como dizia sua publicidade. Este carro antigo em seus anos de vida esbanjou robustez e status, mas infelizmente a crise do petróleo acabou com a brincadeira. Mesmo quem pudesse pagar pelo automóvel e suas despesas, como o consumo elevado de combustível, não teve opção dentro da marca e foi obrigado a procurar outros meios.


Enquanto isso, os jovens menos abastados podiam contar com o Doginho Polara. Versão prática e econômica lançado em 1973, que teve uns primeiros anos conturbados. Primeiro porque o público acostumado com a agressiva linha Dodge agora recebia um leão, digamos, manso. Mesmo que fosse o mais potente em sua categoria com 82 cavalos, enquanto os concorrentes não chegavam nem aos 80, o público não entendia o conceito. Foi preciso trabalhar o produto e outra abordagem junto ao público.


Tanto o Charger quanto o Polara 1800 chegaram a coexistir num determinado período de tempo. “Mesmo voltados para o público jovem, apresentavam propostas totalmente diferentes”, ressalta especialista do portal Antigo Motors.


O Doginho era indicado para os consumidores que procuravam um ar jovial, despojado e sem muito dinheiro para investir. Era um veículo simples e funcional. “De certa forma, o conceito foi mal interpretado”, diz o especialista. Para ele é preciso entender que carro esportivo é diferente de esporte: “O esportivo é aquele que oferece desempenho realmente arisco. Já o esporte tem adornos que remetem ao primeiro, mas o motor não é o destaque”.


O visual esporte do Polara 1800 encanta até hoje, com suas faixas pretas que percorrem a lateral inferior do carro. Sem contar as rodas de desenhos exclusivos, enquanto o interior fazia uma composição com o lado externo, usando o xadrez como base, tão na moda em quase tudo nos anos 70.


Já o Charger, apesar de ser considerado esportivo, era dos veículos mais caros do Brasil. Procurado por quem buscava status, além de desempenho, e tinha condições de pagar seu preço diferenciado. “O modelo tinha um pacote de melhorias em relação à sua família: bancos dianteiros individuais com console central, câmbio de 4 marchas com alavanca no assoalho, direção assistida, freios dianteiros a disco e conta giros” comenta o especialista Antigo Motors. Por fora, rodas e acabamentos esportivos, com faixas pretas, faróis duplos atrás da grade preta, colunas traseiras alongadas e teto revestido de vinil.


Tanto o Polara quanto o Charger deixaram a linha de montagem brasileira em 1980, momento em que a Volkswagen compra a Chrysler do Brasil. Em 1981 a empresa alemã para de fabricar qualquer produto da marca americana, a qual vendeu alguns anos mais tarde. Hoje pertence ao grupo Fiat e tenta abordar o mesmo público, com as devidas atualizações e proporções. Vamos ver no que vai dar.




Para baixar mais fotos exclusivas deste incrível exemplar, acesse a página do Antigo Motors:antigomotors.com.br.


As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors

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