Empurrãozinho na história do automóvel

Eles tiveram a ideia, mas adivinha quem colocou em movimento?
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Adriana Bernardino
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(Março, Mês Internacional da Mulher) – Das estrelas à roda. O Universo e tudo que existe nele, segundo a filosofia oriental, é resultado da união de dois princípios inseparáveis: Shiva (masculino) e Shakti (feminino). Shiva é consciência absoluta; Shakti, poder, movimento. Um bom exemplo para ilustrar esse fenômeno é a história do surgimento do automóvel.

Conta-se que Bertha Benz, então esposa do Karl, não se conformava com o perfeccionismo do marido, especialmente depois da reação pública a sua invenção sobre rodas. O motor monocilíndrico que soltava fumaça e fazia muito barulho gerou reclamação e indignação por onde passava, inclusive da polícia. Por considerá-los ainda inacabados, os três modelos concebidos por Karl entre 1886 a 1888 não ultrapassaram 20 km.

Foi Bertha que, indiferente às críticas e à opinião do marido, em 1888 colocou o Benz Motorwagen de 2,5 cv de potência e câmbio de duas marchas em movimento. Enquanto Karl dormia, Bertha e os filhos Eugene, de 15 anos, e Richard, de 14, tiraram o triciclo da oficina. Só deram a partida a uma distância suficientemente segura para não interromper o sono do inventor. A esposa teria deixado apenas um bilhete, avisando que ela e os filhos estavam indo “visitar a vovó”. De uma só vez, Bertha estava prestes a se tornar pioneira em fazer um test-drive e em pegar o carro “emprestado” do marido.

Os três fizeram uma viagem de ida e volta de Mannhein a Pforzheim, na Alemanha, totalizando cerca de 200 km, a uma velocidade de 13 km/h. No percurso, a senhora Benz teve uma série de problemas mecânicos – entre eles, o desgaste das sapatas de freio, resolvido por um sapateiro, que os recobriu com couro. Outros problemas foram resolvidos por ela. O conhecimento, claro, não veio por intuição. Em um exemplo de companheirismo (alguns, hoje, talvez chamassem de “pegação de pé”) Bertha não desgrudou de Karl durante todo o projeto e construção dos veículos.

Depois da bem sucedida empreitada, Bertha finalmente conseguiu provar a Karl que a invenção poderia ser comercializada. Ele melhorou o sistema de freios, acrescentou uma marcha a mais ao câmbio e seguiu o conselho da esposa. Parece que ela tinha toda a razão...

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Fonte: site Antyqua

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