Ford Escort XR3 Conversível 1988: Símbolo de status, modelo é a cara dos anos 1980

Representante da geração anos 80, o Ford Escort XR3 era moderno, esportivo e prático
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Antigo Motors
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- Representante da geração anos 80, o Ford Escort XR3 era moderno, esportivo e prático. Um conceito que chegou em 1984 para o público jovem e abastado. Rapidamente se tornou o sonho de consumo de muita gente. No ano seguinte surgiu o modelo sem capota. “Virou o símbolo do homem bem sucedido, especialmente o conversível. Era um grande status guiar um desses pelas praias”, explica o portal Antigo Motors.

Entre todos os predicados, deste que deverá ser um clássico dos carros antigos em poucos anos, destaca-se a vedação. Recebeu da filial brasileira todo o cuidado com acabamento, já que a fábrica estava disposta a limar uma falsa impressão quanto aos problemas em dias de chuva. Inclusive, na ocasião de lançamento, recebeu elogios nesse quesito de revistas especializadas, mesmo porque até alguns veículos fechados sofriam com as condições atmosféricas adversas.

O processo de produção passava por etapas. A Karmann Ghia, que tinha experiência com seu conversível homônimo de fábrica entre as décadas de 60 e 70, viabilizava o monobloco e a Ford se responsabilizava por todo o resto, incluindo o acabamento final. Foram trocadas cerca de 350 peças entre o Escort cupê e o conversível, com isso aumentou o preço e ganhou peso.

O Escort XR3 é um carro gostoso, de sensações esportivas, mas o motor parece mais forte do que é realmente. Trata-se de um propulsor CHT 1.6 a álcool, que não era ruim para a proposta, se não fosse a quase uma tonelada do conjunto. Inclusive, o motor dispunha de novidade: oferecer mistura mais homogênea em alta turbulência – ou seja, Compound High Turbulence que explica a sigla – melhorando a queima e o consumo de combustível. Tecnologia bacana. Mas no ano seguinte ao exemplar das fotos, em 1989, a linha Escort adota motor AP 1.8 S, oriundo da Autolatina, uma parceria Ford e Volks. “Mais coerente com a esportividade proposta”, segundo o parceiro.

Havia um diferencial que vinha de fora, o tratamento antifogo sobre o teto de lona, enquanto que por dentro, as ferragens do mecanismo de recolhimento eram escondidas por um forro. Na cabine a tocada esportiva estava no volante pequeno e o bom isolamento acústico, rompido apenas pelo ronco encorpado do escapamento. Os itens de época ajudavam a expressar a ousadia jovem que o modelo propunha: como os bancos esportivos Reccaro e pneus largos Série 60 mais baixos, diferente da Série 70 que eram usados na linha tradicional.

Mas nem “a emoção de dirigir ao ar livre” da campanha publicitária foi suficiente para convencer o público, principalmente diante do preço. “Era um carro caro, custava 2 ou 3 vezes mais do que um popular”, lembra o especialista do Antigo Motors. Não foi desta vez que um conversível tornou-se sucesso de vendas neste país tropical. Porém é um modelo que esbanja charme e tem público. Quem puder investir, o tempo retribuirá.

Agradecimentos a Automóveis do Brasil e Leandro Swoboda

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