Kombi Export: uma van com acabamento de luxo

Mesmo depois de encerrar a produção do modelo a diesel em 1985, a Volkswagen tentou retomar a fabricação do utilitário
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Rodrigo Samy
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- A primeira Kombi a diesel foi lançada no Brasil em 1981. Ela possuía o mesmo motor de 1,5 litro e 50 cv que equipava o Passat tipo exportação. Sua produção terminou em 1985. Só que um apaixonado pelo veículo, Ernest Martin Scherwits, mantém em sua garagem um modelo exclusivo da utilitária. Trata-se de uma Kombi movida a diesel com motor 1,6-litro, fabricada exclusivamente para o mercado mexicano.

O grande diferencial deste automóvel é que há componentes exclusivos e à frente da evolução da Kombi. Por exemplo, a suspensão dianteira é composta por quatro braços e o painel tem o mesmo jeitão do Santana.

Tudo funciona como em um carro de passeio. Ponteiro de temperatura, ar quente com quatro velocidades, luzes espias, velocímetro que marca até 200 km/h. Scherwits fala que mantém o carro projetado exclusivamente para exportação para passear. Ele ainda coloca que não existe nada melhor do que uma Kombi feita para clientes seletos. A vedação diferenciada deixa o carro bem silencioso e os amortecedores são mais firmes e confortáveis.

O grande achado ocorreu por meio de um leilão feito pela Volkswagen do Brasil. Scherwits trabalhou na Volkswagen de São Bernardo durante 33 anos na área de usinagem. Foi por lá que começou a sua paixão pelo automóvel. O que corre é que a empresa chegou a pensar em fabricar este modelo por aqui com o objetivo de exportá-lo, mas apenas poucas unidades foram montadas. Porém, a controvérsia era: como a VW poderia fabricar uma Kombi confortável, equipada e com motor a diesel e manter a Kombi nacional com a mesma configuração utilizada desde o seu lançamento?

Scherwits é realmente um fissurado por Kombi. Além desta jóia rara, ele tem uma equipada com tração nas quatro rodas, da qual falaremos amanhã, e outra em que ele pretende colocar um motor de Golf de 1,9 litro a diesel e com injeção direta. “Vai ficar um avião”, sonha ele.

História

Em setembro de 1957 a Kombi iniciava oficialmente a produção de veículos “nacionais” da Volkswagen. Já na estréia, ela apresentava 50% de peças e componentes produzidos no país. O motor era o 1,2-litro refrigerado a ar que desenvolvia 36 cv de potência. Em 1967 surgia a motorização de 1.493 cm³, com 52 cv de potência.

A Kombi a diesel foi lançada em 1981. Ela possuía o mesmo motor de 1,5 litro e 50 cv que equipava o Passat tipo exportação. O consumo declarado na época era de 16,95 km/l e a sua velocidade máxima era de 111,3 km/h.

Com uma capacidade de carga quase igual a seu peso, uma marca que poucos veículos conseguiram atingir, e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 30,2 s, a Kombi a diesel vendia em média 1.500 veículos ao mês. Sua produção terminou em 1985. O valor de mercado para a Kombi movida a diesel é de apenas R$ 5 mil. São duas opções de carroceria para o motor a diesel: uma van e outra picape.

Porém o principal percalço da Kombi a diesel estava no sistema de arrefecimento. O radiador dianteiro não conseguia manter a temperatura ideal de funcionamento para o propulsor traseiro.

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