Monza USA: o nome não tem a ver com o automóvel criado para cá

O Monza americano era um cupê de pretensões esportivas, lançado pela GM nos Estados Unidos em 1975
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Marcos Camargo
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- Na década de 1970, o mercado norte-americano foi invadido por modelos pequenos, econômicos e de baixo custo. Poucos desses automóveis como o Ford Pinto e AMC Gremlim tão feio quanto os monstrinhos do filme sobreviveram ao tempo mas sua história é muito interessante como a do Chevrolet Monza, o americano. Vale a pena explicar pois o leitor não deve confundir com o modelo brasileiro, que tanto fez sucesso principalmente na década de 1980, com seu possante motor 2.0 litros.

O Monza americano era um cupê de pretensões esportivas, lançado pela GM nos Estados Unidos em 1975. Em resumo, era um carro compacto, simples, de motor pequeno, mas que atendia às expectativas do consumidor. Afinal, era confortável, muito bem acabado, e tinha ar congelante e câmbio automático.

A versão mais simples era equipada com motor quatro cilindros de 78 cavalos, 2.3 litros, que podia ter 87 cavalos com um carburador modificado, opcional. Havia também uma apimentada versão com motor V8 de 262 polegadas e 4.3 litros, que rendia parcos 110 cv. Exclusivamente na Califórnia, o Monza podia ser equipado com um V8 350, muito forte para a estrutura compacta do carrinho.

O design fez muito sucesso na época por conta dos duplos faróis retangulares, pára-choques e painel plástico para absorver impactos, e diversos itens que tornavam o Monza um dos carros mais seguros do seu tempo, em oposição aos gigantescos carros de outros segmentos, que ainda reinavam. A atualidade do projeto rendeu o título de Carro do Ano pela revista Motor Trend, em 1975.

Um dos maiores entusiastas da linha Monza e também dos seus irmãos Oldsmobile Starfire, Buick Skyhawk e Pontiac Sunbird é Marco Giglio, que mantém uma coleção com 21 modelos em Rochester, Nova York. Nos Estados Unidos o Monza é um carro que não tem valor comercial algum, mesmo em excelente estado de conservação. Em sua página da internet, Giglio conta a história e ocasião em que comprou cada um dos automóveis.

As vendas do Monza ajudaram a Chevrolet a se posicionar no mercado de carros subcompactos, que nunca foi tão forte nos Estados Unidos como no final da década de 1970. Com isso, a marca apostou em diversas versões como a Towne, que era um cupê de três volumes com teto de vinil e pneus faixa branca e a station wagon, de relativo sucesso.

Outra versão especial era o kit Spyder, sensação entre os mais jovens. O pacote de acabamento trazia spoilers, rodas com tala larga, relógios e volante esportivos, painel e acabamento diferenciados, farol com máscara negra e uma série de itens interessantes como a silhueta de uma aranha vermelha em tom vermelho fluorescente. Para não ficar só na embalagem, a versão Spyder poderia ter o motor V8 5.0 litros de 145 cavalos.

No final dos anos 1970, a novidade já perdia força, em um mercado sempre ávido por novos produtos. A linha Monza já perdia em índices de vendas e por isso a GM melhorou as opções de motores. Na versão básica, incorporou o motor “Iron Duke” 2.5 litros e 151 cavalos, e também trouxe duas opções de propulsor seis cilindros, um de 90 cv e outro, o 3.8 litros de 105 cavalos, que equipou o Omega desta vez me refiro ao modelo australiano vendido no Brasil, sem alterações para o motor V8.

DERRAPAMOS: ao contrário do que dissemos na matéria, o Omega brasileiro nunca teve motor V6 de 3,8 litros, só o modelo australiano vendido no Brasil. O texto já foi devidamente corrigido.


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