Oldsmobile foi o primeiro a oferecer o motor Rocket V8

Os carros da marca são conhecidos até hoje, eles foram os primeiros a adotar um opcional que teria vida longa no mercado
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Marcos Camargo
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- “Mais cavalos de força por dólar do que qualquer outro carro”. Com esta frase de impacto chegava ao mercado, em 1949, o Oldsmobile Ninety Eight, um modelo que marcou época com sua imponência, força e ótima relação custo-benefício.

Lançado no mercado norte americano, este foi um dos primeiros modelos da subsidiária GM exportado para outros países. O modelo também foi sucesso na América Central e na Europa. O logotipo da marca ganhou até uma versão global, com o planeta terra circundado por um grande e largo anel cromado.

O modelo desta reportagem se resume ao conceito de automóvel ideal da década de 1950, com quase seis metros de comprimento, câmbio hidramático e o característico estilo inspirado na corrida espacial. A cor preta e o teto branco também é fruto de sua época, onde era comum a oferta de veículos de duas cores e incontáveis combinações de interior e exterior. O 98 sucedeu o antigo modelo 88, em 1949, oferecendo novidades como itens elétricos e o novo motor.

Na dianteira, o estilo característico sugere força com imensos pára-choques e faróis redondos. Visto de perfil, dá para entender melhor o significado da palavra Rocket, foguete em inglês, alusiva ao motor e também ao desenho do carro que inspira velocidade.

O Oldsmobile 98 é equipado com o motor Rocket V8, a primeira geração moderna de motores oito cilindros de alta compressão e o câmbio hidramático, lançado pela marca em 1941. O propulsor de série era o V8 303 de 5,0 litros, mas havia a opção pelo 5,3 litros, um pouco mais potente, ou se preferir mais “rocket”.

O motor de 5,0 litros era alimentado por um carburador quadrijet, de grande eficiência principalmente em termos de consumo de combustível. Por dentro o carro oferecia o mesmo que os veículos do seu tempo em termos de conforto e espaço. Alguns dos diferenciais eram: a bússola com uma fita imantada na horizontal, para auxiliar os motoristas nas grandes highways norte-americanas, e um relógio de quartz preso ao volante. Difícil é enxergar as horas durante uma manobra. Pois, todos os mostradores com fartos cromados dificultam a leitura em um dia de sol.

Marca era inovadora mesmo com traços comuns

Os carros da marca Oldsmobile, ou simplesmente Olds, como são conhecidos até hoje, foram os primeiros a adotar um opcional que teria vida longa no mercado, o câmbio hidramático, em 1941.

Os reclames da época, exibidos na televisão e nos encartes de jornais e revista, destacavam que a embreagem cansava o motorista e que tudo seria mais fácil com apenas dois pedais e uma alavanca na coluna. Era a força do marketing para convencer os americanos que a transmissão automática era superior a convencional, manual.

O modelo Ninety eight evoluiu do jeito que o americano gosta, sempre com a receita de conforto, potência e claro, toda a tecnologia. O carrão também tinha fama de ser muito seguro, o que foi provado em vários testes no Campo de Prova da GM. Em 1974, após uma série de novas medidas do governo que visavam tornar os automóveis mais seguros, o Olds estrelou um longo comercial onde eram exibidas imagens de crash tests, provando a força do modelo.

Também nesta época um slogan popular dizia que o Olds era um carro para fugir da rotina sempre de maneira bem-humorada com comparações simples e inteligentes. Na mesma época, a Ford brasileira usaria esta frase traduzida para vender o então inovador Maverick.

Ao longo dos anos foram várias gerações do Olds 98 sempre com muito sucesso. Na maioria dos lançamentos o carro cresceu ou encolheu. A sua produção só terminou em 1996, quando o carro abriu espaço para modelos mais compactos e modernos, fora da linha full size.

Mesmo produzido há 56 anos, este modelo aprova a durabilidade e o charme da linha Oldsmobile, charme, aliás, que não sai de moda.

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