Reatech 2004: feira gera R$ 500 milhões em negócios

Em sua IIIª edição, evento se confirma como o terceiro maior do mundo
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Redação WM1
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- A Reatech 2004 – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão, organizada pelo Grupo Cipa Congressos & Feiras Comerciais com patrocínio da Fundação Selma e promoção e promoção da Revista Nacional de Reabilitação, recebeu cerca de 20 mil visitantes e superou todas as expectativas de público, organizadores e expositores.

A IIIª edição da feira, que aconteceu entre os dias 25 a 28 de março, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, apresentou diversas novidades, entre elas o Multi Lift, elevador portátil de transferência da Cavenaghi, o Carony da Guidosimplex, o Harmony, prótese da Otto Bock com um sistema inédito de fixação à vácuo, a palmilha Dorsi Flex e o kit mobilidade da AACD. Os grandes destaques do evento foram os elevadores e plataformas de transferência da Basic Elevadores, da Montelle e da Thyssen Krupp Elevadores, além das revolucionárias adaptações em carros de passeio, entre muitas outras novidades.

A Reatech 2004 teve 15 mil metros quadrados e gerou cerca de R$ 500 milhões de negócios. A próxima edição, em 2005, de 14 a 17 de abril, deverá crescer 30% em relação ao número de expositores e geração de negócios. O local será o mesmo: Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Dados do Setor
No Brasil, mais de 500 pessoas se tornam portadoras de algum tipo de deficiência por dia segundo dados da ONU e da OMS. Dados do censo do IBGE realizado em 2001 revelam que 24 milhões de pessoas ou 15,9% da população do país são portadoras de alguma deficiência.

O setor de produtos e serviços fatura anualmente no país mais de R$ 1 bilhão, sendo que R$ 100 milhões só com cadeiras de rodas e mais de R$ 175 milhões com a venda de automóveis com isenção de impostos e adaptações veiculares.

A estimativa para 2004 é de crescimento nas vendas de automóveis, impulsionadas pela “reforma” feita na lei que isenta de IPI não só portadores de deficiências físicas, mas também pessoas com deficiência mental, visual e autistas, que antes não tinham direito. Além disso, portadores de deficiência física, mesmo não condutores, também ganharam o direito de comprar um veículo com isenção.

Prova dessa expectativa de crescimento é o investimento de novas montadoras, como a Audi, que apresentou o A3 adaptado na Reatech – em dois dias de evento, 04 veículos haviam sido comercializados. Segundo Rodrigo Rosso, diretor e editor da Revista Nacional de Reabilitação, publicação especializada, 30% dos PPD’s são das classes A e B, indivíduos que buscam produtos ‘de luxo’.

No entanto, de acordo com Rosso, o Brasil ainda está muito distante do ideal. “O problema é a legislação nacional, que impede a utilização de tecnologias já disponíveis no exterior, como joystick em vez de volante e outros recursos de ponta”, afirma Rosso.

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