Relembre a história da Volkswagen Variant II

A Variant II foi apresentada em dezembro de 1977 e vinha brigar com a Belina II, que tinha um desenho mais tradicional inspirado nas grandes peruas no
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Marcos Camargo
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A Variant II estreou em 1977 para renovar a proposta da station wagon da Vokswagen, lançada inicialmente em 1969. Ela era espaçosa, confortável e tinha tudo para fazer muito sucesso não fosse a crise econômica em que o Brasil vivia e um erro crucial da marca em não utilizar a mecânica do Passat (motor 1,6 litro de 65cv ou 80cv da versão TS, refrigerado a água). Alguns problemas de qualidade, a dificuldade de se obter o correto alinhamento da direção e a vulnerabilidade a corrosão aceleraram a vida curta dessa perua.


As linhas retas que estavam em voga e toda a proposta de um carro familiar pareciam se perder já que o motor era mesmo boxer refrigerado a ar de construção plana, mas com potência revista para 67cv. Além disso, suspensão independente do tipo Mc Pherson resultava num rodar bem mais macio. Mas o propósito da marca era não arriscar muito uma vez que a situação da economia não era das melhores e investir muito não era garantia de retorno em vendas. Entre um modelo mais caro com motor moderno e uma (velha) solução conhecida, os engenheiros da Volkswagen ficaram com a segunda opção. E foram para a briga.


Como ela se saía?

A Variant II foi apresentada em dezembro de 1977 e vinha brigar com a Belina II, que tinha um desenho mais tradicional inspirado nas grandes peruas norte-americanas. Para compor o trio, a Chevrolet Caravan já tinha um ano de mercado e reinava com soberania graças ao motor mais potente (80cv na versão quatro cilindros) e o status vindo da linha Opala.


Quando comparadas, não era nada fácil estabelecer um parâmetro para chegar a um veredicto. A Variant II tinha tração traseira e motor refrigerado a ar de 67cv posicionado na traseira. A Belina II tinha motor e tração dianteiros com 72cv enquanto a Caravan tinha motor dianteiro e tração traseira de 90cv com eixo cardã. Freio a disco na dianteira era comum às três peruas, assim como a suspensão dianteira independente. O resultado era a esperada vantagem da Caravan sobre as concorrentes, com velocidade máxima de 143Km/h enquanto as demais chegavam ao máximo de 134Km/h, conforme medições da época.


Para viajar com a família a Variant tinha um espaço modular, somando 604 litros do porta-malas traseiro com o compartimento de 137 litros na dianteira. Dessa forma ela rivalizava com a Caravan e seus 774 litros e a Belina com 768 litros de espaço para bagagem.


No comportamento dinâmico a Variant II também era diferente de suas concorrentes. A Belina era a mais estável das três, já que a Caravan (assim como toda a linha Opala) sofria com a falta de estabilidade em curvas e a Variant era bastante contida graças à tração e motor traseiros, com suspensão dianteira independente.


No entanto a Caravan só poderia ser comparada às peruas da Ford e VW na sua versão básica, que tinha banco inteiriço, câmbio de três marchas com acionamento na coluna (um item que era desprezado na época) e direção sem assistência. Em suas versões básicas, as três station wagons custavam cerca de Cr$ 100.000, o equivalente a R$ 60 mil.


Se é difícil comparar, basta dizer que cada carro tinha o seu próprio perfil. A Volkswagen era feita para os consumidores fieis à marca e que podiam pagar muito mais do que o preço de uma Brasília, para ter mais espaço e a mesma confiança atribuída aos produtos da marca naquela época. A Caravan era destinada a quem desejava o melhor desempenho com um conjunto mecânico igualmente robusto e boa média de consumo no motor quatro cilindros. A Belina era equivalente a Caravan com o motor usado no Corcel desde o seu lançamento, em 1969, mas se tornaria a mais vendida do mercado a partir de 1979, quando adotou o motor 1,6 litro de 73cv e o tão desejado câmbio de cinco marchas. Só perderia espaço a partir de 1982 com o lançamento da Parati, que tinha o motor 1,6 litro do Passat, esperado desde 1977.


Atualmente a Caravan é a mais valorizada no mercado de carros antigos, com modelos em bom estado de conservação com preço médio de R$ 15 mil conforme a versão. A Volkswagen Variant II embora seja mais rara, tem valor mais baixo e pode ser encontrada por R$ 10 mil ou menos. A Belina II curiosamente ainda não tem status de carro antigo, a não ser a da primeira geração, que é muito procurada por colecionadores e pode valer R$ 15 mil ou mais.


Marcos Camargo Jr. é jornalista, pós graduado em Comunicação Corporativa, colecionador de clássicos nacionais e escreve sobre carros antigos para diversos sites, revistas e programas de TV


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