School Bus: Eles fazem parte da tradição. Veja como eles são no Panamá

Hoje, a maior parte dos ônibus coletivos de lá foram fabricados pela International na década de 1990, equipados com motor V8 de 7,3 litros
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Marcos Camargo
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- A Avenida Balboa é a principal via da capital panamenha, a Ciudad de Panamá. Logo ao chegar na cidade, salta à vista o estilo pitoresco dos ônibus que circulam pela cidade; são os Diablo Rojos, ou diabo vermelho.

Durante a década de 1970, com a falta de infra-estrutura do transporte local, a capital recebeu dezenas de ônibus escolares velhos vindos dos Estados Unidos, os famosos school bus, para remediar o problema. O mesmo caminho seguiram outros países como El Salvador e República Dominicana, que também reforçaram sua frota com ônibus usados.

Estes veículos, com sua tradicional combinação das cores amarela e preta, eram pintados de outras cores, para disfarçar a sua idade e os pontos de ferrugem, atualmente evidentes.
Com o tempo a moda pegou e a customização hoje não tem limites.

Encontramos diablo rojos de variadas combinações de cores e estilos; vão de simples faixas coloridas a composições psicodélicas, naturalistas, religiosas ou com estilo hip hop. Cometas, símbolos tribais, e até personalidades como políticos, cantores e jogadores de futebol. Um dos ônibus que passou pela avenida tinha uma homenagem a Ronaldinho Gaúcho, numa reprodução fiel. As frases, no melhor estilo “pára-choque de caminhão”, trazem mensagens de paz ou de sabedoria.

No lado de dentro, quase todos esses veículos têm luzes de neon vermelha, azul ou verde, além de equipamento de som onde se destacam os ritmos caribenhos ou o bom e velho rock. O som alto, às vezes ensurdecedor, não impede que seus passageiros conversem.
Mesmo sob o calor de quarenta graus e umidade relativa do ar em torno de 90%, os Diablo Rojos não contam com ar condicionado, e sua estrutura de aço torna a experiência de andar num destes, uma verdadeira “sauna ambulante”.

Hoje, a maior parte dos ônibus coletivos do Panamá é do modelo Amtram, fabricados pela International na década de 1990, equipados com motor V8 7.3 turbodiesel, mas ainda subsistem outros Ford e Mack, dos anos 1980, circulando em péssimo estado de conservação, mas circulando.

A História do School Bus

Pouca gente sabe, mas o lendário school bus não é de origem norte-americana. A idéia foi de George Shilibeer, que em 1827 desenvolveu uma carruagem com bancos menores para transportar até 25 crianças. O carro serviu Quaker School, nos arredores de Londres.
Com o tempo, esse tipo de transporte especial para crianças foi difundido na Inglaterra e de lá para os Estados Unidos, onde passaram a ser externamente pintados de amarelo e preto, principalmente nas comunidades rurais, para facilitar sua visualização nas estradas, tornando o transporte escolar mais seguro.

Em 1937, a Wayne Corporation foi a primeira encarroçadora de ônibus escolares fundada nos Estados Unidos, e popularizou seu estilo junto com outras companhias como Crown Coach e Gilig Bros.

Já na década seguinte, uma série de leis forçou os encarroçadores a incorporar itens de segurança obrigatórios como porta traseira de emergência, luzes de advertência, maior altura em relação ao solo, cintos de segurança para todos os ocupantes em tamanho especial, além da placa “stop”, que é acionada automaticamente quando o ônibus pára, avisando os demais motoristas sobre o embarque ou desembarque de crianças.

Os motores e chassis são produzidos por empresas como International a mais comum, Gênesis, Ford e Mack quase todos com propulsores V8 ou V6, nos veículos menores.
O resultado é um veículo relativamente leve, construído sob chassi tradicional, robusto e de fácil manutenção, condições imprescindíveis para quem roda dia e noite e exige acima de tudo, confiança e segurança acima de tudo.

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