Vantagens que Maria leva

Para seguradoras, elas são mais cuidadosas e se envolvem menos em acidentes
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Adriana Bernardino
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- Eles podem até fazer piada numa roda de amigos e soltar um “vai pilotar fogão!” no meio do trânsito, mas quem tem moral de boa motorista e, por isso mesmo, leva a melhor na hora de fazer a apólice de seguro do veículo são elas.

Injustiça? Vejamos: diversos levantamentos e estudos comprovam que eles se envolvem mais em acidentes de trânsito do que elas. E tem mais. Preparados? Na opinião das seguradoras, elas são melhores motoristas do que eles.

Segundo último balanço feito pela Fcaptionação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização Fenaseg, em 2004, o sinistro pago a eles foi de R$ 3.513, mais que o dobro do sinistro pago a elas, R$ 1.750.

Baseado nessas e em outras comprovações, é prática das seguradoras fazer um descontinho especial para o sexo feminino. De acordo com balanço da Fenaseg, em 2004 elas gastaram R$ 2.702 com seguro de automóvel, enquanto eles tiveram de desembolsar R$ 5.427.

“Não é à toa que o seguro de automóvel para mulheres chega a ser 8% mais barato em relação ao carro cujo proprietário é um homem”, explica Wilton S. Montanari, Gerente de Produtos de Seguros do Banco Real. “As mulheres tendem a praticar a direção defensiva e a ter mais paciência no trânsito. Alguns estudos revelam que, para cada cinco acidentes de trânsito, apenas um é causado por mulheres e, ainda assim, os danos apurados são bem menores quando comparados aos de um evento causado por um homem. Essa disparidade pode ser atribuída à atenção e ao cuidado que a mulher faz questão de ter, inclusive ao dirigir”, diz Montanari.

Essa proporção não se deve ao número de motoristas habilitadas. Segundo a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo Prodesp, o Estado de São Paulo contava, em 8 de julho deste ano, com 10.678.124 de motoristas homens e 5.154.297 de motoristas mulheres, ou seja, elas representavam 33% das pessoas com carteira de motorista. Na capital, a proporção se mantém: são 3.208.830 homens para 1.634.206 mulheres, ou 34% de todos os habilitados. Para cada dois homens dirigindo, portanto, há uma mulher, o que mostra que eles se envolvem em acidentes numa proporção muito maior. Apesar de realmente serem em menor número, os dados a favor da mulher se devem ao seu cuidado ao dirigir.

Elas estão tão bem cotadas que o Bradesco Seguros e Previdência criou o Seguro Auto-Mulher, que oferece descontos que variam de acordo com o perfil da motorista, e um 0800 específico sem limite de chamadas.

A experiência da motorista Paula Ramos Calvoso foto 1, 30 anos e proprietária de um
Gol Special
, endossa o depoimento. “Dirijo há 12 anos e o único incidente que tive foi por responsabilidade de outro motorista”. A proeza se deve, segundo Calvoso, ao fato de ela ser muito cuidadosa e manter o máximo de atenção no trânsito. “Observo não apenas o primeiro carro que está imediatamente atrás ou a minha frente, mas todos os outros. Sempre olho no retrovisor antes de qualquer manobra. Nunca freio bruscamente, nem ‘colo’ na traseira de ninguém”, conta Calvoso, que antes dos 18 anos já pedia, na auto-escola, os panfletos com placas de carro para decorar.

Outro exemplo de boa direção dá Alessandra Macedo foto 2, 25 anos, executiva de contas, “Dirijo desde os 18 anos e nunca bati o carro. Sou cuidadosa, mas um pouco esquentada com motoristas homens que me desrespeitam no trânsito pelo fato de eu ser mulher”, confessa Macedo, que tem um Peugeot 206.

Esse cuidado se reflete também no número de mulheres cadastradas na Agenda do Carro, programa gratuito de manutenção preventiva oferecido pelo site WebMotors. Em um segmento até pouco tempo considerado masculino, elas já somam 32%, ou quase 400 mil mulheres cadastradas. Com o programa, elas recebem, nas datas ideais, um e-mail informando os principais itens a checar no veículo e oficinas de confiança grande drama das mulheres na hora de cuidar do carro.


Montanari conta que as apólices são feitas de acordo com o perfil de cada cliente, “que é basicamente definido pelo gênero, idade, filhos e quem utiliza o veículo”, diz. De acordo com a prática das seguradoras, a maior taxa de apólice de seguro de automóveis é paga por homens de 18 a 25 anos. Acima dos 26, os homens casados têm desconto. Depois, vêm as vantagens da maturidade e o desconto vai para os que chegaram aos 35, 45 e 55.

Na hora de fazer um seguro, entretanto, elas devem ficar atentas ao tipo cobertura que a seguradora oferece. “Um bom seguro deve incluir, para Montanari, “cobertura de colisão, incêndio e roubo do veículo. São indispensáveis também uma boa cobertura para danos causados a terceiros e serviços de assistência 24 horas, além de reparo e/ou substituição de vidros”.

Outros bons conselhos às mulheres que vão fazer o seguro do carro são:

  • ter certeza de que as informações fornecidas às seguradoras para sua cotação refletem a realidade da utilização do veículo, principalmente sobre quem o utiliza, idades, existência ou não de filhos ou outros que usam o carro, existência de dispositivos de segurado, rastreadores e afins;

  • confirmar qual será o critério de pagamento da indenização, em caso de eventual sinistro;

  • confirmar se o seguro abrange os serviços de reparo e/ou troca de vidros; se incluem nas situações emergenciais, além de socorro mecânico, chaveiro e guincho, serviços como táxi, troca de pneus, envio de combustível e serviço de despachante.

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