Viva melhor no trânsito – confira 1ª reportagem da série

Guru indiano dá soluções para o caos
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Adriana Bernardino
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- A cada dia, 800 novos veículos entram em circulação em São Paulo. A malha viária continua a mesma. O rodízio não dá conta. Não há ciclovias. O transporte público não atende. A irreversível inflação de automóveis é preocupação também em outras capitais do Brasil. O que fazer? Enquanto a engenharia de trânsito pensa em milagres para administrar a escassez de espaço, resta ao motorista encontrar meios de lidar com a própria escassez de tolerância.

A preocupação com o comportamento ao volante ronda o planeta. Para tornar seus motoristas mais disciplinados, por exemplo, uma operadora de rádio táxi em Deli, na Índia, tornou obrigatório o treinamento de ioga entre os funcionários. Segundo o jornal The Economic Times, o estopim foi um acidente que deixou sete mortos.

Nesse caminho, o guru indiano Swami Atmatattwananda Saraswati, expoente do ioga no cenário mundial, falou com exclusividade ao site WebMotors sobre como resolver as angústias relacionadas ao trânsito.

Em novembro, o guru esteve no Brasil a convite das Associações de Yóga Brasileira e do Estado de São Paulo para o “5º Simpósio de Professores, Praticantes e Simpatizantes do Yóga - por um mundo saudável e melhor”.

Onde tudo começa

Vinte minutos de atraso podem transformar o mais tranqüilo dos mortais em uma metralhadora pronta a disparar agressividade por todas as vias. Culpa, medo e ansiedade estão no topo das motivações.

Para Atmatattwananda, os problemas estão dentro do motorista e não no carro. “O trânsito é algo que todos enfrentam, portanto, é algo normal. Não desejado, mas normal. É preciso encará-lo com naturalidade. Se você estiver dentro do mar e tentar reagir a uma onda, será derrubado. É preciso seguir com ela. Da mesma forma, não reaja ao trânsito”, aconselha.

Mudança de valores também é necessária quando o objetivo é viver melhor. “Ao semear uma semente de goiaba, não se pode esperar por um pé de limão”, diz o Swami ao ser interrogado sobre a melhor forma de agir ao volante. A prática do respeito e afabilidade ao próximo gerará a mesma reação.

“O que aconteceria se nos automóveis ao lado estivessem nossos parentes e amigos? Certamente, nossa atitude seria outra. A agressividade nasce de achar que o outro é diferente de mim, que não é meu irmão. Ao consideramos o outro como parte da família, a raiva se dissipará”, afirma.

Nos momentos em que somos vítimas da agressividade do outro, Atmatattwananda recomenda reagir como “quando alguém lhe oferece algo que você não deseja. Recuse, simplesmente. Você não precisa receber as emoções ruins que alguém quer lhe dar”.

Diante de um compromisso importante, pode-se evitar transtornos ao sair mais cedo de casa e procurar caminhos alternativos. Deixar para última hora e esperar que o tráfego colabore é certeza de estresse.

Aos que não conseguem administrar sozinhos comportamento e emoções negativas, o Swami recomenda práticas que ajudam no processo de autoconhecimento.

Embora um único exercício não seja a solução para o problema, Atmatattwananda recomenda o executado na foto ao lado pelo professor Tattwaratnananda. É excelente para relaxar e se livrar da raiva:

1- sente-se sobre os pés com a coluna reta.
2 - ainda com a coluna reta, incline-se para frente em direção ao chão.
3 - apoie os braços e a cabeça no chão. Permaneça por cinco minutos na posição.

Repita o exercício cinco vezes.

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