WebMotors roda com VW Saveiro Cross por trecho da Estrada Real

Utilitária cumpre o papel de aventureira, mas não deixa de lado a pegada do conforto e da economia durante viagem teste
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Rodrigo Samy
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- O WebMotors aproveitou um feriadão prolongado e embarcou em direção à região de Ouro Preto, Minas Gerais. Saímos da área central do município de São Paulo, por volta das 6 horas, e seguimos em direção a principal ligação entre os dois Estados, a Rodovia Fernão Dias.

Com a temperatura baixa e com o trânsito bem livre conseguimos rodar por duas horas e meia sem parar a uma velocidade média de 80 km/h. Vale lembrar que o aconselhável é parar para o motorista descansar a cada hora rodada. Aproveitamos para tomar um café reforçado, abastecer a Volkswagen Saveiro Cross e seguir viagem. A primeira média de consumo foi maravilhosa, 9 km/l de álcool. O combustível proveniente da cana de açúcar foi o escolhido pelo fato de o litro estar mais em conta no Estado Paulista. Um pouco antes do meio dia estávamos atravessando a divisa dos Estados. O caminho escolhido para chegar a Ouro Preto foi o por meio da capital mineira, Belo Horizonte. Total do percurso de ida: 682 km.

A rodovia Fernão Dias melhorou a beça depois da privatização. Não vamos entrar na discussão sobre quem a construiu e quem está recebendo a taxa do contribuinte, mas o fato é que ela melhorou e muito. Pistas recapeadas e sinalização quase inteira. Para ter o benefício das estradas em ordem o motorista paga oito vezes o valor de R$ 1,30, total de R$ 10,40.

Na segunda abastecida, a VW Saveiro mostrou que a sua transmissão mais acertada para o favorecimento do torque não influenciou no consumo, média de 12 km/l com a mistura de combustível. Logo depois que o tanque foi cheio com cerca de 40 litros de gasolina, aproveitamos também e enchemos as nossas energias.

Por volta das 16h estávamos em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, e avistamos os segredos relatados na reportagem que fizemos aqui no WebMotors com o título de: SEGREDO - Sedã na base do novo Palio já roda em Minas Gerais. Incrível, passaram por nós vários modelos camuflados, todos sendo testados pelos engenheiros da Fiat. Não podia ser diferente, afinal, estávamos na casa da Fabrica Italiana aqui no Brasil.

O trecho de chegada a Belo Horizonte é um dos piores da Fernão Dias, pouco acostamento, asfalto com degraus, buracos e rachaduras, faixas apagas e placas de sinalização inexistentes. O acesso para Ouro Preto fica bem escondido e quase não há placas indicativas. Depois de muita cautela conseguimos acessar o anel viário e seguir à cidade que fora conhecida como Vila Rica. [De Belo Horizonte, o caminho mais prático é pela BR-040, sentido Rio de Janeiro. Rode por cerca de 20 km e depois entre no trevo da BR-356, sentido Ouro Preto] .

Fim da linha: chegamos a Ouro Preto por volta das 17h. Tanque pela metade, folga para a Saveiro Cross e o início de uma boa noite de sono. Pela manhã, fotos à frente da igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia. Já a localizada no horizonte, próximo da caçamba da Volkswagen Saveiro Cross é a Igreja São Francisco de Paula. Ambas as igrejas estavam fechadas para reforma. A imagem noturna mostra o Museu dos Inconfidentes, que fica no centro de Ouro Preto. Recém-reformado pelo governo fcaptional ele oferece uma forma atrativa e criativa para o conhecimento da nossa cultura, o valor do ingresso é de R$ 6 estudantes pagam metade. Na rua dos bancos, a agência do banco Santander usa a mesma linha de estilo colonial que o comércio local segue.

Serra do Caraça
Depois de um bom descanso, chega a hora de voltar, mas com uma escala no Santuário do Caraça. Localizado entre as cidades de Santa Bárbara e Barão de Cocais, o local é um lugar para recuperar todas as energias. Na imagem ao lado a mensagem que se recebe ao chegar. Mais adiante, a visita do lobo guará e um pôr-do-sol. O Santuário do Caraça consegue reunir em um único lugar o acesso aos seguintes canais: natureza, cultura, história e religião. Considerado um dos principais atrativos turísticos da Estrada Real, pelo local passaram Dom Pedro I e Dom Pedro II.

Desmatamento
É triste rodar pela Serra do Caraça e encontrar regiões devastadas pelas mineradoras. Acompanhado de terrenos desérticos estão as plaquinhas ingênuas dizendo: “somos amigas do meio ambiente”. Uma simples olhada no Google dá para notar o tamanho do estrago na região. No Santuário do Caraça há um abaixo-assinado em defesa do local. Ajude a proteger a Serra do Caraça, preenchendo o formulário online.

Serviço:
- Gasto com pedágios: R$ 20,40
- Total de combustível: três tanques de 55 litros, sendo que o primeiro foi abastecido com álcool. Ressaltando também que o combustível no Estado mineiro é quase R$ 1 mais caro que no paulista. R$ 495,30.
- Hospedagem para o casal durante três dias com café da manhã – R$ 300
- Alimentação durante a semana viajada: R$ 142 por pessoa jantar e almoço
TOTAL – R$ 937,30

Hospedagem:

Brumas Hostel - Melhor vista panorâmica da cidade de Ouro Preto.

Santuário do Caraça - Reserva natural localizada a 1.297 metros de altitude. Além das atrações históricas e religiosas, o local recebe a visita do extinto lobo guará.

Saveiro Cross
O modelo gentilmente cedido pela Volkswagen para a avaliação do WebMotors marcou uma boa média de consumo, algo em torno de 8,7 km/l. Nos trechos de ida e volta, sem contar as pernoites, conseguimos manter a média de 80 km/h. Equipada com o mesmo volante dos outros irmãos maiores da VW, o modelo se demonstrou seguro para as ultrapassagens e estável nas curvas mais fechadas. Faltou um pouco de fôlego para algumas retomadas, pois cá entre nós 104 cv de potência máxima com álcool em um motor de 1,6L é coisa de “pônei”. Como a ideia da nossa reportagem era viajar sem gastar combustível e por um período curto, o modelo foi propício para a situação. Mais ainda na hora de enfrentar as ruas íngremes de Ouro Preto e o treco sinuoso da antiga Estrada Real. Os pneus mistos foram fundamentais para absorver as ondulações e impactos.

O compartimento de carga embutido na cabine é uma boa saída para quem pretende fazer uma viagem curta. Já a capota marítima é legal, apenas, para aqueles usuários que ficarão sem utilizar a caçamba por um longo tempo. Incomodo de retirá-la e de colocá-lo, o acessório não ajuda quase em nada na aerodinâmica e ainda ocasiona barulho em velocidades um pouco acima de 100 km/h.

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