Localizado em um edifício em Turim que foi uma das primeiras instalações administrativas e fabris da companhia, o Centro Storico Fiat é o responsável pela preservação da memória da marca italiana, fundada em 1899.
E também é a oportunidade de conhecer produtos bem incomuns que já foram criados pela Fiat. Afinal, embora seja mais conhecida atualmente pelos automóveis populares e racionais, a empresa se envolve ou já se envolveu em várias outras áreas da mobilidade.
A Fiat é representada na roça pelas caminhonetes Strada, Titano e Toro. Mas, até o início dos anos 1990, o logotipo da marca italiana já esteve também nos tratores.
O primeiro dessas ferramentas agrícolas foi o modelo 702, de 1918, que era equipado com rodas de ferro - o padrão dos tratores na época - e o mesmo motor de quatro cilindros e 30 cv usado no caminhão militar 18BL.

Embora seja mais conhecida pelos automóveis generalistas, a Fiat já produziu - lá no início do século 20 - algo muito próximo dos carros superesportivos atuais.
E foi partindo de um desses carros de corrida da Fiat que um piloto britânico criou, em 1923, o Mefistofele. Equipado com um motor aeronáutico Fiat A.12, de 320 cv de potência, bateu o recorde de automóvel mais rápido do mundo ao atingir 234,98 km/h de velocidade máxima.
Você compraria um carro de luxo da Fiat? No período anterior à Segunda Guerra Mundial, a italiana tinha alguns modelos no mesmo nível de sofisticação de outras marcas de prestígio europeias da época.
Um desses carros era o 525 SS, do final dos anos 1920. Um modelo refinado e equipado com um propulsor 3.7 de seis cilindros, sobrealimentado com um compressor volumétrico mecânico para extrair 89 cv de potência. Uma belíssima marca para a época.
Sim, além de fazer automóveis a Fiat já teve envolvimento em outros setores da mobilidade. Como o ferroviário e o aeronáutico.
Até o final dos anos 1960, a marca italiana produziu de motores aeronáuticos até aeronaves civis e militares inteiras. Como o caça-bombardeiro a jato G.91.
Sabe aqueles motores gigantescos e maiores do que muitos edifícios residenciais? Pois é, a Fiat também já fabricou.
Mas, diferentemente dos braços ferroviário e aeronáutico, a marca italiana nunca abandonou de vez o setor naval e ainda fornece propulsores náuticos por meio da divisão Fiat Powertrain Technologies.
Além dos veículos, motores e até uma reprodução de linha de montagem, o Centro Storico Fiat também tem um arquivo imenso com documentos, peças publicitárias e até mesmo jornais e revistas de época.
Embora boa parte desse material documental possa ser acessado apenas com autorização especial, é possível comprar um ingresso para fazer uma visita guiada e conhecer de perto - ao menos - ao local.
Os preços, datas e outras informações podem ser consultadas no site do Museu Nazionale Dell'Automobile.