Como funciona o freio de estacionamento eletrônico

Dispositivo entra em ação ao pressionar um botão no console central, geralmente próximo à alavanca do câmbio

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Guilherme Silva
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O freio de estacionamento (popularmente conhecido como freio de mão) é o dispositivo que bloqueia o veículo para evitar que se mova involuntariamente. Na maioria dos modelos, é acionado por uma alavanca ligada a cabos que ativam os freios das rodas traseiras e, consequentemente, trava o carro no lugar onde foi estacionado. Mas como funciona o freio de estacionamento eletrônico?

O sistema tem se tornado cada vez mais popular nos carros mais modernos e sofisticados lançados nos últimos anos. Diferentemente do sistema convencional, que pode exigir algum esforço físico por parte do motorista, o dispositivo eletrônico entra em ação ao pressionar um botão no console central, geralmente localizado próximo à alavanca do câmbio.

Em alguns modelos, no entanto (como os da Mercedes-Benz, por exemplo), o interruptor do freio de estacionamento fica no painel, próximo à coluna de direção.

Como funciona

O sistema utiliza um módulo eletrônico próprio ou separado (funciona como uma função do controle de estabilidade), que atua nas pinças dos freios das rodas traseiras por meio de um sistema eletro-hidráulico, no lugar do método hidráulico ou mecânico do freio de estacionamento convencional.

Para acionar o dispositivo basta o motorista apertar o botão (ou puxar, de acordo com o modelo) logo após parar o veículo. Esse procedimento envia um sinal para a unidade de controle do sistema, que ativa os motores elétricos nas pinças de freio traseiras.

Freio Honda
O botão de acionamento do freio eletrônico geralmente fica próximo a alavanca do câmbio
Crédito: Divulgação

Na maioria dos carros, o freio de estacionamento eletrônico só funciona se o condutor pisar no pedal de freio enquanto pressiona o interruptor. Em alguns modelos automáticos, o sistema entra em ação assim que o motorista coloca o câmbio na posição P (Park), de estacionamento.

Vantagens do freio de estacionamento eletrônico

1. Espaço: ocupa menos espaço no console central, o que permite a instalação de porta-objetos e outros equipamentos, como carregador de celular por indução, por exemplo.

2. Partida automática: se a porta do motorista estiver fechada, o cinto de segurança afivelado e o câmbio automático na posição D (Drive), basta o condutor pressionar levemente o pedal do acelerador para liberar o freio de estacionamento eletrônico.

3. Possibilidade de programação: caso o motorista esqueça de acionar o freio de estacionamento, o sistema pode entrar em ação, caso a alavanca do câmbio automático seja colocada nas posições P (Park) ou N (Neutro), e o cinto de segurança do motorista seja desafivelado quando a porta for aberta.

4. Assistente de partida em rampas: o freio eletrônico também pode ser utilizado para segurar o carro em subidas íngremes, ao travar as rodas traseiras durante alguns segundos, tempo suficiente para o motorista tirar o pé do freio e começar a acelerar, o que impede que o veículo desça.

5. Auto Hold: nos carros dotados com essa função, o freio eletrônico mantém o carro parado mesmo se o motorista tirar o pé do freio com o câmbio estiver na posição D (Drive). O recurso, bastante útil em congestionamentos, libera o veículo ao pressionar o acelerador e volta a entrar em ação assim que o condutor freia o carro.

6. Freio de emergência: em alguns modelos, o sistema eletrônico pode ser acionado em uma situação emergencial, quando atua nas quatro rodas para frear o veículo.

Freio Autohold
Com o Auto Hold, o motorista pode utilizar o freio eletrônico nos congestionamentos do dia a dia
Crédito: Divulgação

Desvantagens do freio de estacionamento eletrônico

1. O freio de estacionamento eletrônico bloqueia o veículo em caso de pane elétrica ou falta de carga na bateria.

2. Maior custo de manutenção: embora seja um sistema confiável, o freio eletrônico exige um tipo específico de bateria do veículo, que é mais cara. Além disso, o seu reparo é mais complexo por possuir componentes eletrônicos, diferentemente do sistema convencional acionado por alavanca e cabos.

O que fazer em caso de pane elétrica ou na bateria?

Conforme citado anteriormente, o veículo fica com as rodas traseiras travadas se faltar energia para alimentar o sistema. Portanto, se um carro equipado com o freio eletrônico tiver a bateria descarregada ou retirada, ele não poderá nem ser empurrado.

Utilizar um cabo para transferir a energia de um veículo para outro (popularmente conhecido como chupeta) pode ser a solução para acionar o freio eletrônico e, finalmente, liberar as rodas do carro.

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