Quais são as diferenças entre correia e corrente?

Saiba para que servem e quais são as vantagens e desvantagens de cada uma das duas peças

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Marcus Celestino
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Correia ou corrente. As duas peças são importantíssimas para o funcionamento do motor e, claro, para o seu carro. Uma é de borracha e a outra é metálica, e não são exclusivas dentro de uma montadora. Fabricantes a utilizam em propulsores distintos dentro da linha. Mas afinal, você sabe quais são as diferenças entre elas? Sabe quais são suas vantagens e desvantagens? WM1 explica rapidinho.

O que fazem correia e corrente?

A correia e a corrente são as grandes responsáveis pela sincronização de virabrequim e eixo comando de válvulas do motor. Por isso, são fundamentais para o sistema de distribuição, encarregado da abertura e fechamento das válvulas de admissão e escape. Assim, o sistema garante a entrada misturada ar-combustível.

Diferenças entre correia e corrente

A correia é feita de borracha, enquanto a corrente é metálica. A correia, evidente, é mais elástica que a corrente. Por isso, pode ajudar a movimentar mais polias e a cuidar de outros periféricos do propulsor. As correntes, por sua vez, precisam de outras correntes para fazer o mesmo.

A corrente era muito comum nos motores até a década de 1980. A correia ficava em segundo plano. No entanto, estas passaram a ganhar espaço justamente por conta do custo tanto na produção quanto na manutenção. A peça metálica pode custar até cinco vezes mais que o componente emborrachado na hora da substituição.

Motor 1.5 Ford Correia Dentada corrente
Motor 1.5 Dragon usa correia banhada a óleo

A corrente foi desenvolvida, porém, de forma a durar muito mais que a correia, e geralmente não demanda troca por toda a vida útil do motor. A correia, por sua vez, tem de ser trocada conforme a recomendação do fabricante. Usualmente, esse prazo para a substituição é de 60 mil quilômetros. Todavia, há montadoras que já pedem 120 mil quilômetros para a reposição. Isso porque, atualmente, as borrachas são mais resistentes.

Manutenção

A recomendação é que seja feita inspeção na correia a cada 20 mil quilômetros em carros novos e a cada 10 mil quilômetros em veículos com sete anos ou mais de uso. É importante, no entanto, que você também dê uma olhada no componente de vez em quando. A peça não dá sinais de desgaste e, ao arrebentar, lhe dará uma bela dor de cabeça.

Ao checar a correia, veja se há sinais de ressecamento ou rachaduras. Neste caso, é importantíssimo que você leve seu veículo o quanto antes a um mecânico. Até porque, mesmo se você tiver uma correia reserva no carro,  a sincronização do comando com o virabrequim não é algo tão simples de se fazer sem conhecimento ou ferramentas necessárias.

Etorq correia corrente
Propulsor E.TorQ, da Stellantis, usa corrente para a sincronização
Crédito: Divulgação

Já a corrente apresenta sinais de problema. Ouvidos mais atentos poderão escutar ruídos caso ela tenha algum "galho". Isso é difícil de acontecer, mas não impossível. Então, também é importante dar aquela inspecionada vez ou outra no componente. Se você encontrar alguma das engrenagens dentadas desgastadas ou trincadas, não deixe de levar o carro no seu mecânico de confiança ou na autorizada.

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