Superaquecimento dos freios: o que é e como evitar

Equipamento perde eficiência ao atingir temperaturas muito elevadas, e coloca em risco a condução do veículo

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Guilherme Silva
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Muitos motoristas já perceberam que os freios do carro perdem a eficiência após serem acionados consecutivas vezes em uma descida de serra. Esse efeito é provocado pelo superaquecimento dos componentes do sistema responsável pela frenagem do veículo.

Para reduzirem a velocidade ou pararem o carro com eficiência, os freios dependem do atrito entre os discos e pastilhas ou das lonas nos tambores. E esse atrito gera calor, que pode prejudicar o funcionamento do sistema se atingir temperaturas muito elevadas.

Outro problema que o superaquecimento dos freios pode provocar ocorre quando o fluido que aciona o sistema não é trocado periodicamente (geralmente a cada dois anos). Como o fluido absorve umidade, ele acumula gotículas de água, que podem ferver com o excesso de temperatura, o que ocasiona a perda de eficiência de frenagem.

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Carros de competição usam freios de materiais cerâmicos, que suportam melhor as temperaturas elevadas
Crédito: Speed Hunters

Nos modelos mais antigos, equipados com freios a tambor nas rodas dianteiras e traseiras, a perda de eficiência é ainda mais perceptível. Nesses carros existe o risco considerável de ficar totalmente sem freios por curtos períodos, até o sistema resfriar e restabelecer a sua capacidade de operação.

Já os carros mais modernos são mais confiáveis nesse aspecto devido à evolução dos sistemas de freios e dos materiais empregados nos componentes. Nesse caso, a frenagem fica comprometida em situações mais extremas, como a condução inadequada em descidas de serra ou na pilotagem em autódromos.

Como evitar (ou reduzir) o superaquecimento dos freios

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Risco de superaquecimento dos freios é maior em trechos de descida de serra
Crédito: Reprodução internet

Evite acionar os freios consecutivas vezes ou por mais de cinco minutos continuamente em longas descidas. Mantenha uma distância segura do veículo da frente e engate uma marcha de relação mais curta para aproveitar o freio-motor a fim de evitar o ganho de velocidade em declives.

Ao usar a força do motor para “segurar” o carro em descidas, se reduz pela metade o esforço dos freios, que aproveitam o fluxo de ar provocado pelo movimento do veículo para resfriar seus componentes.

Dirigir de maneira suave, com aceleração e frenagem do veículo progressiva, também é um comportamento que ajuda a preservar os freios, além de economizar combustível.

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