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Troca do óleo não é ditada só pela quilometragem

Após colocar o lubrificante novo no motor, ele tem prazo de validade, geralmente de 6 meses. Vale o que vencer primeiro

por Redação WM1

Tem gente que roda pouco e pensa que a troca do óleo lubrificante do motor é ditada apenas pela quilometragem, indicada no manual do fabricante do veículo. Ou seja, se a recomendação é trocar a cada 15 mil km e você leva mais de um ano para rodar tudo isso, acaba fazendo o serviço nesse prazo. Porém, saiba que existe um limite máximo de tempo para usar o óleo depois de colocá-lo no motor.

De acordo com o engenheiro Henrique Pereira, membro da comissão técnica de motores Otto da SAE Brasil, com o passar dos meses o óleo vai naturalmente oxidando, além de ser contaminado por combustível e resíduos resultantes da sua queima. Isso compromete as propriedades de lubrificação originais e acaba gerando mais atrito - além de aquecimento excessivo e desgaste - de peças internas, como pistões, anéis e cilindros.
Segundo a Mobil, óleo "velho" reduz a vida útil do motor e ainda, por conta do maior atrito, eleva o consumo de combustível. "Não respeitar a indicação da montadora ou colocar um lubrificante de procedência duvidosa é um 'tiro no pé', uma vez que os motores foram projetados para exigir um padrão específico de lubrificação de suas partes internas", diz a fabricante de lubrificantes automotivos.
Por conta disso, vale o que vencer primeiro: a quilometragem ou o tempo de uso, que são incados no manual do carro. Em geral, o prazo máximo de utilização recomendado é de seis meses, independentemente do quanto você rodar.

Pereira alerta que também é preciso atentar para as condições de uso, que podem ser normais ou severas, como rodar em estradas de terra ou com baixa quilometragem diária, em condições de congestionamento, o famoso "para e anda". Em geral, nesses casos a quilometragem indicada para substituição do óleo cai para a metade - mas continua valendo a regra do tempo de uso.
Ao fazer a troca, não esqueça de substituir também o filtro de óleo, para que o lubrificante novo não seja contaminado pelo velho, e respeite as especificações de viscosidade e base (mineral, sintética ou semissintética) indicadas pela montadora. Aí é rodar tranquilo.

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