Acompanhe os primeiros passos do Chevrolet Volt

Testado na Califórnia, modelo é a estratégia "verde" para reerguer General Motors
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Quando a General Motors mostrou o Volt pela primeira vez, no Salão de Detroit, em 2007, ainda como carro-conceito, já anunciava que o modelo seria uma espécie de "boa nova" da montadora, especialmente por conta dos números negativos mês após mês. E a "salvação" que a GM tanto anunciava passou a ser um pouco mais crível.

A recente aparição do Volt, durante o Salão de Los Angeles, no início de dezembro, foi estratégica e confirmou que o elétrico entrará mesmo em produção. E a GM promete não enrolar mais um ano para que o carro esteja nas ruas.

Segundo o vice-presidente executivo da GM, Bob Lutz, a expectativa é de que sejam produzidas entre 4 mil a 5 mil unidades por ano do Volt, na fábrica de Hamtramck, em Detroit, nos Estados Unidos. A planta chegou a receber investimento de US$ 336 milhões, o equivalente a R$ 531 milhões, para viabilizar a produção, que começa a partir de janeiro de 2010.

Os 60 km de autonomia com energia elétrica são suficientes para servir muitos norte-americanos que participam de uma espécie de "corrente verde" e que têm a intenção de aderir um modelo amigo do meio ambiente. O Chevrolet Volt, que funciona com baterias de íon-lítio de aproximadamente 200 quilos, tem também um motor a gasolina 1.0 litro de três cilindros turbo flex, que atua como auxiliar na fabricação de eletricidade. Ele estende a autonomia em até 160 km com uma só carga. O motor a combustão E85 – que roda com até 15% de etanol misturado à gasolina –, fornece a eletricidade que alimenta a unidade de tração elétrica. As baterias podem ser carregadas tanto em tensões de 110 volts quanto de 220 volts. São necessárias apenas três horas para que o carro complete a carga e possa voltar a circular com total autonomia.

Mas a grande novidade do Volt é utilizar a plataforma E-Flex, que combina métodos diferentes de propulsão a eletricidade. A fabricante norte-americana afirma, aliás, que o propulsor tem adaptação especial para utilizar gasolina, etanol ou diesel. Com 150 cv de potência e 37,7 kgfm de torque, o Volt chega a 160 km/h. Com ares de veículo futurista, o Volt impõe respeito com os faróis bastante angulosos e bem marcados que sobem pelas laterais. No capô, dois vincos formam uma faixa em baixo-relevo na área central e dão um ar mais robusto à parte frontal do modelo. Na parte traseira, um spoiler empresta uma cara esportiva ao sedã. As lanternas bastante finas e extensas saem pelas laterais do Volt. O primeiro elétrico que será produzido em grande escala pela General Motors mostra que está armado para conquistar seu lugar no mercado.

Primeiras impressões

O coração se eletrizou após a apresentação do Chevrolet Volt durante o Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos. O motivo é simples: uma unidade pré-produzida do modelo já estava à espera para ser avaliada no estacionamento. O design moderno do Volt é o que chama atenção de início. Na parte interna, que preza por um projeto futurista, assentos feitos com uma espuma ecológica e um quadro de instrumentos que lembra o de um iPod. O console central é feito de material plástico, onde são encontrados os botões do áudio, o computador de bordo com tela sensível ao toque e uma estranha alavanca de velocidades. Essa alavanca se coloca em "D" como um automóvel automático convencional. E pronto. O Volt oferece torque sem ruídos ou hesitação. O volante também utiliza material plástico e não é muito diferente de um veículo convencional.
Em termos de motorização, o Volt possui um sistema de entrega de torque bastante suave e que não causa surpresas. Mas sem dúvidas, uma das preocupações mais graves são os pedestres. Na ausência de emissão de ruído, o Volt será como um fantasma no meio da noite e, obviamente, se torna uma ameaça para os mais distraídos. A sensação de um bom passeio sem vibração ou ruído, é estranha, mas agradável. Com seus 4,40 m de comprimento,
1,79 m de largura e 301 litros no porta-malas, é um carro que pode representar uma boa alternativa, mesmo ainda sem os preços revelados.

Carlos González Arizmendi/ AutoCosmos/ México exclusivo para Auto Press Los Angeles/ Estados Unidos


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