Anfavea aguarda posse de Obama para falar em perspectivas para 2009

Segundo entidade, pacote de estímulo à economia norte-americana deve afetar mercado nacional
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Gustavo Ruffo
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- O ano começa sem previsões. Foi assim que a Anfavea Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores deu início a sua reunião mensal em janeiro, além, é lógico, de expor os números de fechamento de 2008. A divulgação da meta para o ano, tradicional, ainda não saiu mais por conta do que está por acontecer do que pelo quadro de pessimismo que insiste em se instalar. E o fator chave para essa espera é a posse do novo presidente norte-americano, Barack Obama.

Isso porque se espera que Obama anuncie em sua posse um grande pacote de estímulo ao consumo e de restabelecimento da confiança dos consumidores. Se isso surtir efeito, o mercado norte-americano pode se recuperar e trazer a reboque os demais mercados do mundo, muitos dos quais dependem de suas exportações aos EUA para sobreviver. Segundo a Anfavea, qualquer previsão que fosse feita sem levar este pacote em conta poderia soar especulativo. E a Anfavea, como qualquer bom jornalista, construiu sua credibilidade com base em informações e dados que podem ser confirmados e que servem de balizamento para decisões importantes, como investimentos.

Na reunião, a apresentação dos resultados também mostrou que dezembro não foi tão ruim quanto muitos gostariam de acreditar. Ele foi um mês melhor do que novembro em vendas totais crescimento de 9,4%, o que ajudou 2008 a fechar com um crescimento de 14,5% em relação a 2007, que já foi um ano recorde.

O sinal amarelo acendeu para as exportações, que caíram 14,3% em relação a novembro, e em relação à produção, que caiu 47,1% em relação ao mesmo período. Se o número parece elevado demais, vale lembrar que ele se deve, em grande parte, às férias coletivas que foram concedidas a milhares de trabalhadores. A grande maioria deles vinha enfrentando uma rotina pesada de horas extras e trabalho nos finais de semana para atender à explosão de demanda que o Brasil viveu nos últimos anos.

Mais do que qualquer coisa, a reunião da Anfavea serviu para confirmar a constatação de um jornalista antigo e querido no setor, que, mesmo tendo dito isso em particular, merece ter sua frase divulgada tanto quanto possível. “A crise não chegou ao Brasil. O que chegou foi o medo da crise.” A autoria, como se poderá notar, não faria a menor diferença diante da força da mensagem.

Pontos importantes

A primeira reunião da Anfavea serviu, mais uma vez, à discussão de dois elementos fundamentais para o crescimento da indústria automobilística nacional: uma política industrial voltada a transformar o Brasil em um polo exportador de automóveis e um programa efetivo de renovação da frota nacional.

No que se refere ao primeiro ponto, a Anfavea ressaltou que há entraves competitivos à exportação de carros no país. Citou, também, o exemplo da Coréia do Sul, que é o quinto maior produtor de veículos do mundo, mas não figura entre os maiores mercados. A explicação, evidente, é que a indústria coreana atende a mercados externos, algo que a indústria brasileira faria muito bem, com a vantagem de ter um mercado interno expressivo para apoiá-la em momentos de crise.

Para que isso aconteça, é preciso que o governo fcaptional crie as condições necessárias para tornar o produto brasileiro competitivo, como a liberação rápida de créditos de impostos, uma reforma tributária que não onere a produção nem os consumidores brasileiros, que pagam de duas a três vezes mais por um carro do que os “pobres” europeus e norte-americanos.

Com relação à renovação de frota, é preciso que ela saia do papel. Discutida há anos, ela deve começar a tomar corpo com as inspeções veiculares obrigatórias. São Paulo implantou uma que vem sendo criticada por inspecionar veículo de produção recente. A Anfavea, de todo modo, louvou a iniciativa. Com razão, a entidade diz que é preciso começar por algum lugar. Mesmo que seja o errado, evidentemente escolhido por ser o menos impopular e menos propenso a afastar votos. Afinal de contas, a maior parte dos eleitores brasileiros dirige veículos antigos e em péssimo estado de conservação.

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