Após quatro dias de prova, favoritismos se confirmam

Jean Azevedo segue na frente entre motos e Édio Füchter lidera Carros
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Redação WM1
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- O piloto paulista Jean Azevedo 125/Petrobrás/Lubrax foi o vencedor da categoria motos no quarto dia do Rally dos Sertões 2002 – no percurso de 300km entre Diamantina e Janaúba. Em segundo lugar ficou o português Paulo Marques 122/Bike Box, e em terceiro o francês Alain Perez 161.

A dupla Édio Fuchter/Milton Pereira 201/Chevrolet, vencedora do ano passado, está confirmando o favoritismo e venceu também essa especial, mantendo a liderança na classificação geral. Guilherme Spinelli/Andrey 202/Mitsubishi ficaram em segundo e Edu Piano/Nilo de Paula 236 em terceiro.

Entre os caminhões, com a especial reduzida para 206 km – pois o trecho já havia sido fechado para o trânsito por mais de 10 horas –, a dupla vencedora foi Alfredo Andrade/João Hermann 301/Yahn Racing, seguida por Carlos Salvini/Mario M Penha 302 e André Azevedo/Robson de Oliveira 303/Petrobrás/Lubrax.

Grave acidente

O piloto da categoria motos Andres Marcondes, da equipe UOL/Real Food/Super Rider, sofreu um grave acidente no domingo, quase no final da especial. O piloto se chocou contra uma cerca e acabou fraturando o braço esquerdo, um dedo da mão direita e está com suspeita de fratura na clavícula esquerda.

O piloto Tiago Fantozzi, que compete em uma Honda XR 650R, foi prejudicado com o acidente de Marcondes. Ao parar para ajuda-lo, Fantozzi perdeu muito tempo e acabou chegando em último lugar na especial, comprometendo todo seu desempenho.

Fim de prova também para Beto Macedo e Carlos Martinatti. A dupla ocupava a vice-liderança desde o fim da segunda etapa, e havia largado da oitava posição em que terminaram no sábado. “Eu tinha passado pelo Klever Kolberg, pelo Guilherme Spinelli, pelo Varela, que estava caído fora da estrada, e pelo Riamburgo Ximenes. Comecei a ver o Riamburgo chegando e chamei pelo rádio. Ele havia confundido meu carro com o do Varela. Comecei então a procurar um lugar para encostar e deixá-lo passar. Era uma baixada para atravessar um riacho. Aí apareceu uma curva bem fechada, bati no paredão e capotei”, conta Beto Macedo, ouvido na manhã desta segunda-feira, pelo telefone do posto de combustíveis onde passou a noite na cidade mineira de Cabo Verde.

“O problema é que ali é uma curva fechada, numa descida, mas com laterais de morros altos dos dois lados, e se você sair um nada da trilha, bate e capota mesmo”, explica Edgar Fabre, navegador de Varela. Tanto que nesse ponto aconteceram pelos menos cinco capotagens no domingo, incluindo da dupla Amabile Barrasa e José Neto, que tiveram seu carro - uma picape Mitsubishi L200 Evolution - totalmente queimado. Depois de sair de dentro do jipe, enquanto Martinatti tirava o pára-choque de cima do pneu para poder virá-lo, Beto sinalizava perigo para os outros competidores que vinham chegando. Quando se juntou ao seu navegador, virou o carro, começou a andar para sair da posição perigosa e parou de sinalizar, os outros acidentes começaram a acontecer. “Eu ouvi quatro capotagens. A quinta foi a do Amabile. Aí, com a fumaça do fogo que pegou no carro dele, e ele sinalizando, os que vinham atrás começaram a tirar o pé”, lembra Beto Macedo.

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