Carro novo, seguro mais barato

Levantamento do Cesvi aponta: consertar carros mais antigos pode ser mais caro - e aumentar preço do seguro
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Cesvi Brasil
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- O Centro de Experimentação e Segurança Viária Cesvi tem como uma das principais atividades realizar estudos sobre os estragos causados por colisões e os custos de conserto dos modelos vendidos no mercado nacional. Para tanto são realizados testes de colisão crash-teste de baixa velocidade - 15 km/h, segundo a entidade a média dos acidentes ocorridos no trânsito urbano.

De acordo com comparativos realizados pelo Cesvi, os modelos mais novos têm seguros 40% mais baratos que veículos dos anos 90 - tudo graças à evolução nas carrocerias dos veículos. Com isso, os novos carros tiveram redução significativa nos custos de reparo, o que implica, por conseguinte, em redução nos preços dos seguros. Através de um ranking, o Car Group, o consumidor pode comparar modelos do mesmo segmento na hora da compra.

Para demonstrar essa redução, o Cesvi Brasil comparou modelos da mesma marca, de idades de produção diferentes. São projetos do início dos anos 1990 "contra" outros feitos a partir de 2000. O estudo apontou diferenças no número de peças substituídas, no custo das peças, de mão-de-obra e do valor total do reparo.

Um exemplo apresentado foi Fiat Brava SX 1.616V 4P 2003 plataforma da década passada versus um Fiat Stilo 1.8 16V 5P 2003 plataforma recente. No teste de colisão para calcular o IRC - Índice de Reparabilidade Cesvi leia texto abaixo - dos veículos verificou-se que o Brava teria que substituir 25 peças enquanto o Stilo apenas 10 peças. O valor do custo de mão-de-obra mais o custo das peças foi 77% menor para o Stilo.

O mesmo comparativo foi realizado entre Ford Escort GLX 1.8i 16V 4P 2001 plataforma da década de 1990 e Ford Focus 2.0 16V 5P 2003 plataforma 2000. A diferença foi menor para o modelo mais moderno.
O Cesvi utiliza a norma internacional RCAR para avaliar o comportamento de veículos em impactos de baixa velocidade. Segundo a norma, para o teste de colisão dianteiro, o veículo bate a uma velocidade de 15 km/h velocidade média estimada nos grande centros urbanos na hora do rush contra uma barreira indeformável de 32 toneladas, num ângulo de 40% da parte frontal esquerda - ou seja, a batida será concentrada na parte frontal esquerda do carro.

Na traseira, a colisão também é realizada 40% off-set e a 15 km/h, mas desta vez em uma barreira móvel de 1 tonelada. As fábricas recorrem a essa avaliação cerca de 4 a 6 meses antes do lançamento do produto no mercado. Já as seguradoras utilizam essa informação para cálculos de valores de seguro.

A partir de então, é estabelecido o Índice de Reparabilidade Cesvi IRC, calculado através do tempo de reparo do veículo, peças substituídas e mão-de-obra, dividido pelos coeficientes de cada carro, como peso e tamanho, entre outros.

Medições externas e da estrutura do veículo são realizadas pré e pós-impacto plataforma, direção, vão entre as portas, compartimento do motor e tampa traseira. Soma-se, ainda, as peças substituídas ou reparadas, custo e tempo total desse processo.

A partir dessas informações é elaborado o Car Group: um ranking que aponta para cada categoria de veículo os modelos que têm mais condições de proporcionar um reparo fácil e mais barato para as oficinas.

Depois, os resultados são apresentados para os fabricantes e são sugeridas alterações do projeto, quando necessárias. Também são apresentadas sugestões às seguradoras.

Os veículos atuais são construídos de forma que, numa eventual colisão, os danos sejam menores possíveis - exatamente por isso não se recomenda o uso de engates como forma de "prevenir" danos; o resultado pode ser muito pior do que o esperado. O Cesvi destaca entre os novos desenvolvimentos os absorvedores de impacto, elementos que minimizam o impacto para as partes estruturais do veículo, diminuindo os danos.
O Cesvi realiza diversas análises técnicas dentre os quais manutenção, custos e mão-de-obra para cada veículo e o grau de reparo nos veículos após acidentes. Atualmente, apenas fabricantes e seguradoras têm acesso ao Índice de Reparabilidade Cesvi, calculado através do tempo de reparo do veículo, peças substituídas e mão-de-obra, dividido pelos coeficientes de cada carro, como peso, tamanho, etc.

"Através dessas análises técnicas podemos avaliar os custos de reparação no caso de um acidente, avaliar as peças danificadas e o quanto a estrutura do veículo foi abalada. Com esses dados, os fabricantes podem solucionar problemas simples, mas que somente através de crash-tests podem ser identificados. O Cesvi também tem o papel de sugerir possíveis soluções que afetam o veículo em menor escala e a manutenção ficam mais simples e mais baratas", explica Sérgio Ricardo, gerente técnico do Cesvi. As seguradoras utilizam esse índice para compor o valor do prêmio de cada modelo. "Quanto maior o IRC, maior o gasto de conserto e, conseqüentemente, mais caro o seguro", explica Sérgio, que ainda enfatiza: "o IRC é apenas mais um dos fatores que as seguradoras utilizam para calcular o prêmio do seguro. Diversas outras variáveis são calculadas".


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