O Citroën Basalt estreou em outubro de 2024 tendo como principal atrativo o fato de a versão de entrada Feel 1.0 custar menos de R$ 90 mil. Mas esse era um preço promocional de lançamento e, hoje, esse mesmo carro custa bem mais. Certo?
Sim e não. O valor de tabela desse SUV-cupê já está em R$ 102.490. Mas a boa notícia é que ainda é possível achar exemplares do modelo à venda por até menos que R$ 90 mil.
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Fiz uma busca rápida aqui na Webmotors e, além daqueles anúncios com preços exclusivos para taxistas ou PcD, encontrei algumas unidades disponíveis na capital paulista e na Grande São Paulo com preços de hatch compacto de entrada.
Mas aqui vale uma observação: são exemplares remanescentes da linha 2025, que têm como grande diferença em relação ao Basalt Feel 1.0 2026 a ausência do sensor de estacionamento traseiro.

De resto, é o mesmo carro que já testamos aqui no WM1, equipado com motor 1.0 aspirado de 75 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas.
A lista de equipamentos inclui ainda airbags laterais, painel digital configurável, multimídia de 10,25 polegadas, ar-condicionado e vidros, travas e retrovisores elétricos.
E aí? Abraça ou passa?
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Garantia de motor e câmbio: 36 meses
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1. Quanto custa o Citroën Basalt 1.0 manual?
O Basalt Feel 1.0 manual chegou ao mercado com preço sugerido de R$ 91.990, posicionando-se como o SUV 0 km mais barato do Brasil. Isso coloca o modelo na faixa de compactos como Onix e Polo Track, mas entregando porte e espaço de SUV.
2. O Basalt 1.0 manual vale a pena pelo custo-benefício?
Sim — e esse é justamente o principal apelo. O WM1 destaca que, por preço de hatch, você leva um SUV com muito espaço interno, porta‑malas de 490 litros, boa lista de equipamentos e consumo eficiente. É um modelo que se destaca para quem precisa de espaço, economia e preço baixo.
3. Ele é fraco? Como é o desempenho do motor 1.0 Firefly aspirado?
O desempenho é modesto, como esperado de um 1.0 aspirado. O Firefly entrega 75 cv e 10,7 kgfm, o que é suficiente para o uso urbano. Ele sobe giro com facilidade, responde bem em baixas velocidades e é ajudado pelo câmbio com marchas curtas. Mas na estrada, é preciso paciência: ultrapassagens exigem mais espaço, e subidas pedem reduções constantes.
4. Quanto o Basalt 1.0 manual consome?
Segundo o WM1, consumo é um dos pontos fortes. Com gasolina, fica na casa de:
Números acima da média para o porte do Basalt, especialmente considerando o espaço interno generoso.
5. O espaço interno é realmente bom?
Sim — e esse é outro destaque do WM1. O entre-eixos de 2,64 m garante bom espaço para as pernas, mesmo para passageiros mais altos. Na prática, ele acomoda a família com folga, e até quem vai no banco do meio só sofre um pouco com o túnel elevado.
6. O porta‑malas do Basalt 1.0 é realmente grande?
É enorme para a categoria: 490 litros, maior que a maioria dos SUVs compactos e até alguns médios. Para quem usa o carro em viagens ou precisa transportar carrinho de bebê, malas e compras, é um diferencial decisivo.
7. E os equipamentos? Ele é muito pelado?
Surpreendentemente, não. Mesmo sendo a versão mais barata, o WM1 destaca:
8. Como é o Basalt 1.0 na estrada?
No uso rodoviário, ele exige mais planejamento. O WM1 relata que, embora o carro seja confortável, estável e silencioso para seu porte, o motor 1.0 aspirado deixa claro seu limite em subidas, ultrapassagens e retomadas. É um SUV feito para andar sem pressa.
9. O câmbio manual é bom?
O escalonamento ajuda bastante o motor — quatro primeiras marchas curtas deixam o carro esperto na cidade. A 5ª é mais longa, reduzindo o giro e o ruído na estrada. Porém, algumas avaliações externas apontam que o engate poderia ser mais preciso e a manopla mais ergonômica.
10. O Basalt manual tem algum ponto fraco importante?
Sim. Os principais são:
Mesmo assim, o conjunto geral compensa para quem prioriza preço e espaço.
Um SUV de entrada é, em essência, um utilitário pensado para quem busca a experiência e a postura de um SUV, mas mantendo preço, manutenção e consumo próximos aos de carros compactos. Esses modelos costumam priorizar acessibilidade, espaço e economia, reduzindo itens sofisticados para manter o custo baixo.
Em geral, esse tipo de SUV oferece bom espaço interno, com entre-eixos parecido com o de compactos maiores, além de porta‑malas acima da média — alguns chegam perto ou superam os 450 litros, como ocorre com o Citroën Basalt 1.0 manual, que entrega 490 litros mesmo sendo o SUV mais barato do país.
A suspensão costuma ser mais alta e voltada ao conforto, ajudando no uso urbano e em pisos ruins. A posição de dirigir elevada é outra característica marcante, trazendo sensação de domínio do trânsito — algo bastante valorizado por quem migra de hatches e sedãs.
Por ser uma categoria focada em custo-benefício, esses SUVs geralmente usam motores pequenos, muitas vezes 1.0 aspirados ou turbinados, priorizando economia em vez de desempenho. É comum que versões de entrada tenham câmbio manual, como acontece no próprio Basalt 1.0, que usa o motor Firefly aspirado para entregar consumo de até 14,6 km/l na estrada com gasolina.
No pacote de equipamentos, o consumidor encontra o essencial: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas, central multimídia (muitas vezes com Android Auto/Apple CarPlay sem fio) e itens básicos de segurança, como airbags e freios ABS. Recursos avançados, como assistentes de condução, isolamento acústico superior ou acabamento refinado, geralmente ficam de fora para manter o preço competitivo.
No fim, um SUV de entrada se define pelo equilíbrio: visual de SUV, espaço de verdade e economia, sacrificando desempenho e refinamento para entregar preço baixo e uso prático no dia a dia.