Dicas para comprar um carro blindado usado

Preste atenção em cinco pontos para não transformar em pesadelo o sonho de ter um carro mais seguro

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Redação WM1
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De acordo com pesquisa anual da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), em 2017 o custo médio para blindar um automóvel foi de R$ 53,6 mil, valor aproximado para colocar a proteção balística em um Corolla, por exemplo. Somando o preço a ser pago pelo veículo zero-quilômetro, você pode facilmente desembolsar R$ 150 mil, no caso do sedã da Toyota, o carro mais blindado do país no ano passado. Quem não tem ou não está disposto a gastar tanto pela segurança de um blindado novo pode optar recorrer ao mercado de usados, gastando muito menos.

"Hoje, é possível encontrar blindados usados com cerca de cinco anos de uso e até 80 mil km rodados por cerca de R$ 50 mil. Com esse dinheiro dá para comprar um Corolla ou um SUV compacto com blindagem em perfeitas condições", afirma Marcelo Christiansen, presidente da Abrablin e sócio da blindadora BSS.

 Comparativo Honda Civic Toyota Corolla
Legenda: Comparativo Honda Civic Toyota Corolla
Crédito: Fábio Aro

Em 2017, o Brasil se tornou o país com a maior frota de blindados do planeta, com aproximadamente 200 mil veículos em circulação. De acordo com ele, em média a blindagem desvaloriza cerca de 50% após dois anos de uso, enquanto o veículo em si perde aproximadamente 30% do seu valor original, tornando os blindados de segunda mão bem mais acessíveis. Christiansen explica que essa desvalorização acentuada da proteção balística se deve ao fato de os vidros terem um prazo de validade e corresponderem a cerca de 40% do valor total da blindagem.

"Com o passar do tempo, os vidros sofrem a chamada delaminação, que é o desprendimento das diferentes camadas que os compõem, comprometendo a proteção. Isso é acelerado por conta da exposição ao calor do sol e, dependendo do estado, o vidro precisa ser substituído. Um lateral custa cerca de R$ 4.000 para trocar", diz Marcelo Christiansen. Em geral, as blindadoras dão entre três e cinco anos de garantia para o serviço, mas, de acordo com o especialista, vidros balísticos bem cuidados podem durar até dez anos em bom estado.

Imagem Assalto
Imagem Assalto
Crédito: Car Hijack

Além das condições da blindagem, é preciso ter cuidados com documentação e outros aspectos envolvendo o blindado de segunda mão para evitar problemas ao fechar negócio. Veja cinco dicas essenciais para não errar na compra.

1 - Habilite-se para ser dono de um blindado

Desde agosto do ano passado, a Portaria 55 do Exército determinou regras mais rígidas para o setor de blindagem. Uma das novidades é que todo interessado precisa solicitar ao Exército o CR (Certificado de Registro) antes de adquirir o veículo blindado, seja novo ou usado. Esse documento precisa ser renovado a cada três anos e é pessoal. Ou seja, se você ficar mais de três anos com o carro, terá de renovar o documento para continuar a utilizá-lo. O processo pode ser feito via despachante e é necessári apresentar RG, comprovante de residência e certidão negativa de antecedentes criminais. Quanto à documentação do veículo, deve constar a palavra "blindado" no ddocumento de porte obrigatório.

2 - Verifique se o serviço foi feito por blindadora ativa

Esse detalhe é importante, pois a blindagem de muitos carros em circulação foi feita por empresas que não estão mais em atividade. Isso pode trazer problemas em eventual necessidade de manutenção, como a troca de um vidro delaminado, por exemplo, conforme destaca o presidente da Abrablin.

3 - Veja se a blindagem está em boas condições

Faça uma inspeção no veículo, com atenção especial para o estado dos vidros, que podem apresentar a chamada delaminação, que é o desprendimento de uma ou mais camadas que formam o vidro, com formação de bolhas de ar. A delaminação não significa necessariamente que a peça está comprometida e o ideal é que um especialista avalie a extensão do dano - capaz de prejudicar a proteção balística e a visibilidade. Se um ou mais vidros estiver em más condições, o indicado é substituí-lo. Existem serviços de recuperação por autoclave, com valor bem mais em conta e utilizando calor e vácuo, mas há risco de a peça trincar e ser condenada. Também verifique se os vidros estão bem encaixados, correndo direitinho pelos trilhos. "Por conta do peso maior, os vidros podem ficar desalinhados com o tempo", destaca Christiansen.

4 - Confira o estado dos acabamentos internos e suspensão

Para ser blindado, todo o veículo precisa ser literalmente desmontado por dentro, de forma que a empresa instale a proteção balística sob a lataria, feita predominantemente de manta de aramida. Portanto, tenha atenção especial com os encaixes dos painéis das portas, painel e outros revestimentos, em busca de folgas e eventuais ruídos. Também dê uma olhada nas condições das suspensões, que são mais exigidas por conta do peso da blindagem, que hoje acrescenta entre 120 kg e 200 kg, dependendo do modelo.

5 - Cheque as garantias

As blindadoras em geral oferecem de três a cinco anos de garantia para o serviço de proteção balística, portanto, verifique se o blindado que você pretende adquirir ainda tem a cobertura. Além disso, por lei o veículo usado adquirido de estabelecimento comercial, seja blindado ou não, deve ser vendido com 90 dias de

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