É oficial: a Prefeitura de São Paulo determinou nesta semana que os donos de carros elétricos ou veículos movidos a hidrogênio (que ainda não são vendidos no Brasil) terão desconto total do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A informação foi divulgada pelo prefeito Ricardo Nunes.
Apesar da novidade, não foi divulgada a fórmula que explica como será feito o desconto para cada automóvel - só o teto máximo de R$ 3.292,21. O abatimento total vem de acordo com o valor de cada EV: quanto mais barato ele for, maior a oferta.
O WM1 relembra que desconto no IPTU para donos de carros elétricos existe desde junho do ano passado, embora o valor fosse para veículos de até R$ 150 mil, no máximo - curiosamente naquela data não existia EV que custasse menos que isso em nosso país.
Hoje existem duas opções com preço inferior a esse, mas a medida chega para contemplar donos de EVs de qualquer etiqueta.
O Renault Kwid, de R$ 146.990, e o Caoa Chery iCar, que custa R$ 149.990, portanto, seriam os modelos alcançados pela antiga proposta.
O desconto faz parte de um Decreto Municipal e entrará na lei 17.563/2021. A função é fazer com que parte do valor do IPVA se transforme em crédito para pagamento do IPTU – e vale lembrar que desde 2014 carros elétricos e híbridos pagam metade do imposto automotivo em São Paulo.
"Depende", de acordo com Thiago Garcia, dono de um carro elétrico e morador da capital paulista. "Se você é dono de um carro elétrico e mora em um imóvel em que o IPTU é superior a R$ 3.200, ok. Mas não é o meu caso. Nesse sentido, a proposta é boa, mas é mais vantajosa para a prefeitura em si do que para muitos proprietários de carros elétricos", pondera.
"Vamos usar por base o valor que eu tive de restituição do IPVA, de 40%, algo perto de R$ 1.600. É um valor muito maior do que o meu IPTU anual", explica. "Acho que para quem precisa de incentivo para comprar um carro elétrico, isso não faz tanta diferença", conclui.
De acordo com a Prefeitura, o objetivo da decisão foi justamente estimular a compra de EVs. A nova Lei entra em vigor já nas próximas semanas, segundo Ricardo Nunes, e será válida somente para quem morar na cidade de São Paulo.