Elegância sobre quatro rodas

Ford Galaxie e Ford Landau
  1. Home
  2. Bolso
  3. Elegância sobre quatro rodas
Renato Bellote
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- O Salão do Automóvel de 1966 trouxe uma grande novidade para o consumidor brasileiro: o Ford Galaxie. Disponível para o público a partir do ano seguinte, o carro rapidamente se tornou uma referência nacional em conforto e elegância. Com mais de cinco metros de comprimento e dois de largura, o Galaxie inaugurava uma nova era na indústria automobilística brasileira.

O interior merece um comentário especial. O carro trouxe ao país um novo conceito em conforto, com bancos inteiriços e extremamente confortáveis, que levavam com folga seis passageiros. A suspensão com molas helicoidais proporcionava uma sensação única de maciez, até hoje sem paralelo na indústria nacional.

O sedã era inicialmente puxado por um confiável motor de 4.457 cm³ e potência de 164 cv, que o levava à máxima de 150 km/h. Mas esses números nem de longe incomodavam quem buscava conforto e elegância e o carro virou sinônimo de status e sofisticação.

Dois anos mais tarde surgiu o modelo LTD, que trazia um pacote mais requintado de opcionais, entre eles: teto de vinil, apoio de braço no banco traseiro e conjunto de grade e faróis diferenciados. O novo modelo trazia um motor com cilindros de maior diâmetro e um aumento sutil de potência, que aliado ao câmbio automático de três velocidades, deixava a condução bastante agradável. A direção hidráulica contribuiu também para consagração do LTD, por sua excelente dirigibilidade.
A década de 70 trouxe muitas novidades para a linha. A primeira delas foi o lançamento de um modelo mais despojado e econômico. Em 1971, a Ford lançou outro grande trunfo - o Landau - que conquistou o posto de carro presidencial e um lugar definitivo no coração dos fãs. O modelo tinha como diferencial os bancos de couro opcionais, vidro traseiro reduzido e dois alto-falantes. O carro inovou ainda com a adoção de freios a disco no ano seguinte.

A primeira e grande reestilização no carro ocorreu em 1976, com uma mudança estética significativa. O novo motor adotado, de 4.949 cm³ e potência de 199 cv, deixou o modelo mais veloz e com um torque generoso, calçado por pneus radiais de aro 15, que aumentaram o conforto ao rodar.

O grande carro ainda foi coadjuvante no cinema. No filme Beto Rockefeller 1970, o personagem vivido pelo ator Luiz Gustavo participa de uma disputa - do Guarujá a São Paulo - a bordo de um Galaxie branco, contra dois clássicos norte-americanos: Mustang e Mercury Cougar.

A década seguinte trouxe a última novidade da linha, o Landau a álcool. Em 1983 o carro saiu de linha, depois de 16 anos de produção no Brasil, incluindo todas as suas versões. Em suma, o modelo deixou saudades no país, e pode ser definido por três palavras: conforto, elegância e silêncio.
_______________________________
E-mail: Comente esta matéria

Renato Bellote Gomes, 26 anos, é bacharel em Direito e assina quatro colunas sobre antigomobilismo na internet. O autor tem textos publicados em nove países de língua espanhola e é correspondente do site português Lusomotores

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors