Fiat Bravo pode ganhar versão sedã nos EUA sob emblema Chrysler

Plataforma FAT C-Evo, que também servirá ao Alfa Romeo Milano e ao novo Giulia, foi apresentada pela Chrysler a concessionários
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Gustavo Ruffo
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- Há poucos dias do fim do prazo dado à Chrysler pelo governo norte-americano, a empresa vem colecionando boas notícias. O acordo mais espinhoso, com os sindicatos, foi selado. Ele era um dos principais empecilhos à consolidação da aliança entre a marca norte-americana e a Fiat, algo que tem sido apontado como muito oportuno para as duas empresas. Para a Fiat, permitirá a entrada no mercado dos EUA, que vem sofrendo, mas ainda é muito importante para ser ignorado. Para a Chrysler, dará acesso a algo que o consumidor naquele mercado pede e não encontra facilmente: carros menores e mais econômicos. Um deles interessa ao Brasil: será um sedã com perfil esportivo, construído sobre a plataforma FAT C-Evo. Em outras palavras, a mesma que será usada no Fiat Bravo nacional.

Em outras palavras, isso pode apontar para uma inédita versão sedã do Bravo no mercado brasileiro e um modelo que seja reconhecido como médio, algo que o Linea, apesar de seu belo conjunto, não vem conseguindo pela associação umbilical que ele tem com o Punto. Como exercício, pedimos ao talentoso designer Rodrigo Bruno para criar o que poderia ser esse sedã e o resultado está nestas páginas. Projeção especulativa, se vocês preferirem, mas é sempre bom poder visualizar, de algum modo, o que vem por aí.

Além do Bravo, a plataforma FAT C-Evo também será usada no Alfa Romeo 149 e no futuro Milano, substituto do 159. Como já haverá um sedã médio criado sobre essa estrutura, não é nada difícil que o Bravo também tenha essa versão, especialmente em mercados em desenvolvimento, onde os Alfa Romeo ainda são restritos a uma parcela muito pequena da população. A mais rica. No Brasil, nem essa parcela anda conseguindo comprar os carros da marca do Cuore Sportivo.

A aliança entre Fiat e Chrysler não prevê investimentos da marca italiana na norte-americana. As ações irão para a Fiat apenas pelo compartilhamento de produtos e tecnologias para tornar a empresa mais competitiva, além da assistência gerencial que Sergio Marchionne pode dar à Chrysler. Marchionne foi o arquiteto da recuperação da Fiat e é bastante respeitado por isso.

A sinergia entre as empresas deve ocorrer tanto nos EUA quanto nos outros mercados do mundo em que a Fiat atua leia-se Brasil, principalmente. Mais do que isso, o grande ganho da Chrysler será apresentar ao governo norte-americano uma credencial de confiança para o empréstimo que está fazendo e que deve, se bem administrado, garantir sua sobrevivência no cenário automotivo mundial.

No final das contas, a Fiat será uma espécie de avalista do contrato, mas com muito menos responsabilidades. Para começar, a aliança não vincula as duas empresas. Qualquer desdobramento dependerá de auditorias pesadas e das necessárias aprovações do governo norte-americano, inclusive em relação ao empréstimo que pode salvar a Chrysler.

Para a Chrysler, isso é um negócio tão bom que é a Fiat que vai ganhar ações da montadora norte-americana, e não o contrário. Haverá benefícios para ambas em termos industriais, de distribuição e desenvolvimento de produtos.

No que se refere à produção, a Fiat pode viabilizar nos EUA a distribuição do 500, um carrinho que venderia como água, por lá, se chegasse a um preço competitivo. Basta ver como o Mini se deu bem naquele mercado. Para isso, a Fiat deve produzir o urbaninho em alguma planta da Chrysler. E não será difícil encontrar alguma fábrica com capacidade ociosa.

Isso porque a Chrysler foi vítima de uma riqueza sua: a quantidade de marcas sob seu chapéu. Ironicamente, ela também tem três cabeças, como Cérbero, o cachorro que, segundo a mitologia grega, guarda a porta do Hades, o reino subterrâneo dos mortos. São elas a Chrysler, a Dodge e a Jeep. Cerberus também é o nome do fundo de investimentos que controla a marca, atualmente.

Revendedores da Dodge, da Chrysler e da Jeep queriam um portfólio maior de produtos. O que a empresa fazia era pegar um modelo de uma marca e mudar seu emblema, criando um novo produto. Foi assim que nasceram o Chrysler Aspen um Jeep Grand Cherokee, o Dodge Magnum um Chrysler 300C e a Dodge Caravan uma Chrysler Town & Country, entre outros. A competição entre produtos da própria marca, uma estratégia usada por Alfred Sloan na GM, não deu certo em tempos modernos. Não para a Chrysler, pelo menos. Em vez de aumentar sua participação de mercado, ela apenas complicou seu processo industrial.

Agora, com a aliança com a Fiat, a Chrysler pode ter realmente produtos novos, em nichos que ela não explorava antes. As marcas Dodge e Jeep vão se especializar em determinados segmentos, não competindo mais com a Chrysler.

Produzindo o 500 nos EUA, a Fiat poderá vendê-lo nas revendas da Chrysler, assim como os veículos da Alfa Romeo, que já estão por lá. O primeiro a chegar ao mercado norte-americano foi o fantástico 8C Competizione, mas a ele devem se seguir o Mi.To, para enfrentar o Mini, e toda a nova linha da marca, que vai se renovar nos próximos anos, inclusive com a chegada de um utilitário, o Kamal.

A Chrysler tem a Jeep, especializada em veículos 4x4. A ajuda dela no desenvolvimento do Kamal pode ser importantíssima. Esse é só um exemplo de como as empresas podem se ajudar no desenvolvimento de novos produtos. O compartilhamento de peças, motores e plataformas deve trazer uma enorme economia de escala para ambas.

Aguardemos os desdobramentos dessa aliança. Se ela se concretizar, teremos muitas surpresas pela frente. Uma delas na forma de um sedã.

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