Fim da Kombi em 2014?

Sessentona da VW não teria como se adequar à lei do airbag e ABS

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Adriana Bernardino
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- Ainda é mistério: como a Kombi se adequará à obrigatoriedade de sair de fábrica com airbag e ABS a partir de 2014? De acordo com reportagem publicada ontem no site da revista Época Negócios, fontes próximas à Volkswagen revelaram que essa ilustre senhora de 62 anos está com os dias contados. A fabricante nega: “a Volkswagen do Brasil informa que não há nenhuma definição sobre o assunto e que a Kombi continua a ser produzida normalmente”.

Líder há mais de cinco décadas, a Kombi, sozinha, ultrapassou 24.805 unidades as vendas da JAC. Em 25 de novembro de 2011, o utilitário atingiu a marca de 1.500.000 de unidades produzidas na fábrica da Volks, em São Bernardo do Campo-SP. Primeiro modelo feito pela marca no mercado nacional, a Kombi vendeu mais de 1.400.000 unidades desde 1957.

Com números tão atraentes, é possível imaginar que a Volks irá se esforçar para dar um final feliz ao veículo. Em 2010, Dietmar Schmitz,  diretor de desenvolvimento de veículos comerciais da VW, foi incumbido de um desafio que ele próprio classificou como “um dos pedidos mais estranhos em toda a sua longa carreira de engenheiro”: desenvolver o sistema ABS para a perua. Não deu certo.

A Kombi  veja história do modelo, cujo nome é uma redução do termo “Kombinationfahrzeug” do alemão, veículo combinado, foi projetada em 1947 pelo holandês Ben Pon. Quando chegou ao Brasil nos anos 1950, o modelo tinha apenas 30 cavalos, sistema elétrico de 6v com dínamo e quatro marchas não sincronizadas.

Querida em diversos países – em alguns deles com nomes bem curiosos, como Pão de Forma, em Portugal – a perua já sobreviveu a muitas ameaças. Será diferente desta vez?

Nostalgia: comercial da Kombi de 1967

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