Guia de compra – Citroën Xantia

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Alexandre Ramos
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- Ao contrário do que muita gente imagina, os principais problemas do Citroën Xantia não estão relacionados ao carro em si, mas à falta de manutenção adequada dele. Seu sistema de suspensão, tido como complexo, na verdade é mais simples que as suspensões tradicionais, baseada num conceito de esferas com fluido LHM e nitrogênio em seu interior. Mas como muitos mecânicos simplesmente não sabem mexer nele, o carro francês recebeu a pecha de “problemático”.

O Xantia foi apresentado no Salão de Genebra em 1993. Ganhou trinta prêmios em 15 países logo de cara e colocou a Citroën sob os holofotes na época. No Brasil surgiu em 1994, na versão 16S S de soupapes, ou válvulas em francês, custando pouco mais de US$ 50 mil numa época de paridade entre dólar e real. Havia ainda a versão topo-de-linha VSX, com acabamento mais aprimorado e o mesmo motor – um quatro-cilindros de 2 litros de cilindrada e 4 válvulas por cilindro, com potência de 157 cv e torque de 19 kgfm a 3.500 rpm. Sua velocidade máxima passa dos 200 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 11 segundos nas versões 2-litros; o V6 vai a R$ 220 km/h e chega aos 100 km/h em 9,7 s.

Havia muitos destaques no Xantia, podendo ser apontado como principal, sem dúvida, a já citada suspensão hidráulica Hidractiva, que engloba também a direção e o servo-freio. Grande trunfo e ao mesmo tempo detrator do modelo, o sistema – que tem ainda o eixo traseiro direcional, com buchas deformáveis – torna a dirigibilidade do Xantia muito prazerosa. Essa característica é notada por exemplo na excelente aderência lateral demonstrada pelo veículo.

A grande quantidade de equipamentos de série também era muito apreciada. O sedã trazia de fábrica trio elétrico, computador de bordo, luzes de neblina, ar-condicionado automático, controle remoto de som no volante, regulagem de altura do banco do motorista e da coluna de direção, além de um interessante dispositivo de segurança alfa-numérico para ligar o veículo. Colaborava para o conforto a bordo a distância entre eixos de 2,74 metros o Xantia tem 4,45 m de comprimento.

Em 1995 a linha trouxe mudanças, como adoção de airbag e o surgimento da versão Activa. A suspensão Hidractiva agora estava em sua segunda geração e às seis esferas encontradas no Xantia 16S foram acrescentadas mais quatro, totalizando dez esferas. O sistema era controlado por uma central eletrônica, que se encarregava de eliminar quase por completo a rolagem do veículo inclinação da carroceria em curvas. Havia ainda um outro recurso: quando o motorista parava e permanecia com o pé no freio, a frente automaticamente se levantava, para evitar o afundamento da traseira em uma aceleração brusca.

Existem várias versões que foram comercializadas no Brasil e que hoje fazem parte do mercado de usados, algumas mais raras e outras nem tanto. A 16S, por exemplo, veio de 1994 a 1997; Activa 2.0, 1997; Activa 2.0 Turbo, 1996 a 1997; Activa 3.0 V6, de 1998 a 1999; Exclusive, de 1998 a 2.000; GLX 2.0 16V, de 1998 a 2001; SX, de 1996 a 1998 e VSX, de 1994 a 1998. O valor de revenda está muito mais ligado ao estado do carro e à manutenção em dia do que propriamente à versão. Então, na hora de comprar um Xantia usado, não tenha medo de proccaption a uma vistoria rigorosa, se possível acompanhado de alguém que realmente conheça o carro. Quando está em ordem, é um investimento que vale a pena.

Comprando um Xantia usado
As esferas, que de uma certa forma desempenham a função doa amortecedores, apresentam vida útil de 50 mil km. Mas esse período pode variar dependendo do modo como o carro é utilizado, além da manutenção estar em dia. Elas tendem a perder a flexibilidade, deixando o veículo com rodar mais duro, mas a boa notícia é que podem ser encontradas por cerca de R$ 200,00 cada.

Ainda no quesito suspensão, as bieletas da suspensão dianteira se constituem no ponto mais frágil do conjunto de suspensão dianteiro, mas isso não significa que dê problemas constantemente. Na hora de comprar um Xantia usado, fique atento para ruídos provenientes da dianteira e cheque todos os componentes.

Quanto ao sistema de ventilação interna, existem dois pontos a serem observados: o aquecimento deixa de funcionar por problemas nas tubulações e o cabo positivo do ventilador esquenta e também impede a corrente elétrica de passar. As pastilhas traseiras podem vir a apresentar ruídos no funcionamento, mesmo que sejam novas. Isso é causado pelo atrito das mesmas com o disco, por questões de assentamento. Retirá-las e dar uma lixada nas pastilhas pode ajudar a resolver, mas na maior parte dos casos o chiado volta.

O fluido LHM, desconhecido por muitos, é o “sangue” do Xantia, pois é responsável pelo funcionamento da suspensão, dos freios, direção hidráulica etc. De cor verde, muitas vezes é substituído pelo fluido vermelho ATF, que tem diferentes propriedades e pode provocar desgaste prematuro das esferas e mangueiras. E esse fluido LHM deve ser trocado anualmente, numa operação muito simples.

Finalmente, evite a compra de modelos com a suspensão arriada ou levantada demais e que não voltam à posição original com o motor em funcionamento. Isso denota problemas na suspensão e a brincadeira pode sair cara. Boa sorte!

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