Guia de compra - Conheça melhor o Renault Clio

Modelo que inaugurou a linha popular da empresa no Brasil oferece bom custo-benefício, porém peca na hora da oficina
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Rodrigo Samy
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- O primeiro Renault Clio chegaria ao Brasil, por meio da Argentina, em 1996. Na época, o carro se preparava para enfrentar uma árdua missão: concorrer no segmento dos compactos nacionais equipados com motor de 1,6 litro.

Com um desenho quadrado, havia duas opções de acabamento para o franco-argentino, uma básica denominada de RL e outra mais completa chamada de RT. O diferencial desta última perante a concorrência era a lista de equipamentos.

O motor do Clio de primeira geração é um quatro-cilindros em linha de 8 válvulas com 74 cv de potência máxima. Com um porta-malas pequeno, 240 l, o carro se sobressaía pela robustez, apesar de causar mal-estar quando parava nas oficinas. Como o carro era fabricado no país vizinho, havia poucas peças de reposição. A fama do automóvel foi se deteriorando e poucos apostaram no ingresso da fábrica francesa no mercado de compactos.

A segunda fase do Clio começa em 1999, quando a segunda geração do carro começou a ser produzida na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná. O novo Clio, além da fabricação 100% nacional, trazia o motor 1-litro que no futuro equiparia, também, o Peugeot 206. A versão sedã não demorou muito para chegar e estreou nas concessionárias em 2000, com a opção de motorização 1.6 de 16 válvulas.

O modelo lançado recebeu o apelido de “boca de sapo” e durou até 2003, quando foi reestilizado. A versão duas portas, inédita, também chegou com a nova cara do carro.

Atualmente, o Clio está em crise de identidade. Desatualizado perante o modelo lançado lá fora e enfrentando um concorrente dentro de casa, o Sandero, ele vem vendendo cada vez menos. O valor do modelo de entrada, equipado com motor 1-litro de 16 válvulas, é de cerca de R$ 28 mil. A opção com motor 1,6-litro não existe mais. Já uma das primeiras versões, a RT fabricada em 1996, pode ser encontrada por R$ 10 mil.

Cronologia

2008 Renault Clio Campus com motor 1.0 16V
2005 Reestilização do Renault Clio hatch e sedan
2005 Renault Clio ganha motor 1.0 16V bicombustível
2004 Em novembro é lançada a versão 1.6 16V bicombustível
2004 Relançamento do motor 1.0 8V de 58 cv
2003 Reestilização e nascimento da versão duas portas
2001 Novo motor 1.0 16V
2000 Surge o Clio Sedan com motor 1.6 16V
1999 Lançamento do Clio no Brasil com motores 1.0 e 1.6
1996 Renault Clio chega ao Brasil por meio do acordo de Mercosul

Recall

Um dos primeiros registros de rechamada deste carro ocorreu para os modelos fabricados entre 1999 e 2001. De acordo com o comunicado, todos os automóveis fabricados neste período devem substituir a mangueira de alimentação de combustível, pois ela pode causar vazamento.

Em 2003, a Renault convocou os proprietários dos veículos fabricados entre 2002 e 2003 para verificar possíveis quebras na balança da suspensão dianteira. Em 2003, o fabricante francês tornou a chamar os proprietários para verificar o sistema de freio, com possibilidades de troca do disco e da pastilha. Todos os modelos fabricados no ano da convocação foram envolvidos.

Na hora de comprar um Clio

O modelo compacto da Renault tem dois problemas recorrentes sérios que exigem manutenção preventiva. Um deles é na suspensão dianteira. Antes de levar o carro para casa, coloque-o em um elevador de troca de óleo, aqueles dos postos de gasolina, e repare se existe alguma folga na bandeja ou nos braços. Lembre-se de que os Clio fabricados em 2003 tiveram uma convocação neste item.

O segundo problema mais comum envolve a parte elétrica. De acordo com os reparadores consultados, o Clio apresenta muitos problemas no sensor de rotação e no chicote. O sintoma mais comum desse problema é a demora para que se consiga dar a partida ou até mesmo o não-funcionamento do motor.

Para corrigir esta irregularidade, o reparador deve substituir o sensor de rotação e seu conector com o chicote. É também comum neste caso haver falhas nos cabos de vela do hatch da Renault. Para não deixar esse problema passar, o futuro comprador deve levar o automóvel para verificar se há fuga de faísca.

Comprando um Clio zero

O Clio é uma boa opção se você está procurando um automóvel barato e que ofereça boa relação custo-benefício. O compacto tem boa dirigibilidade e desempenho acima da média para o segmento popular. Seu seguro é barato e a manutenção de um zero quilômetro também é.

O “lado escuro da força” é que o Clio está com a mesma cara desde 2003. Na Europa, a terceira geração chegou em 2005. Já a geração comercializada no Brasil foi lançada lá em 1998. Outro ponto negativo é a sua vida nas oficinas independentes. Os mecânicos que trabalham fora das concessionárias encontram algumas dificuldades para manter o carro de pé. Faltam informações e peças.

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