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Guia de compra – Eclipse 2G

Leia aqui tudo o que você precisa saber para fazer uma boa compra deste esportivo!
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Alexandre Ramos
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- O Mitsubishi Eclipse andou voltando à moda. Se antes já contava com uma grande e fiel legião de admiradores, graças à primeira edição do filme Velozes e Furiosos, no qual esse modelo tem uma curta – mas marcante – carreira, ele se tornou um dos modelos mais populares entre os adeptos do tuning. Em razão disso, o preço dele, que andava meio em baixa, voltou a subir; hoje não é difícil achar um modelo 1995, o primeiro com a chamada carroceria nova, por até R$ 29 mil.

Os primeiros Eclipse começaram a desembarcar aqui em fins de 1990, pelas mãos dos importadores independentes. Ele era oferecido nas versões GS aspirada e GS-T turbo. Em 1991 começam a chegar as primeiras unidades importadas oficialmente pela Brabus, num processo que durou até o ano de 1994.

Os modelos importados até 1992 possuem faróis escamoteáveis. Os Eclipse 1993 e 1994 passam a ter faróis convencionais, com lente de policarbonato. Como curiosidade, vale ressaltar que a MMC chegou a apresentar o Spyder por aqui em fins de 1997, mas apenas uma unidade foi importada. E, da nova série do Eclipse, lançada em 2000, com motor V6 e totalmente redesenhada, apenas cerca de 100 unidades foram importadas.

Até 1994 apresentavam a mesma carroceria básica e, em 1995 chega a nova geração, totalmente redesenhada. Entre 1995, quando o Eclipse ganha nova carroceria, e 2000, os carros foram trazidos pela MMC, a licenciada da marca Mitsubishi no Brasil. E é justamente essa versão que é abordada nesta matéria. Equipado com motor 4G63, de quatro cilindros, 2,0 litros e quatro válvulas por cilindro, tem 213 cv de potência graças à presença de um turbo de baixa inércia Mitsubishi, que opera com pressão máxima de 1,0 bar. Esse motor também conta com intercooler, que está localizado logo atrás do pára-choque, abaixo do farol direito.

O Eclipse pode ser encontrado tanto com câmbio automático como com manual. Existem basicamente dois códigos de opcionais para ele. No caso do modelo 1995, havia as versões N12 e N13, que eram diferenciadas pela presença de um pacote de equipamentos composto por teto solar elétrico, freios ABS e bancos forrados em couro com regulagens elétricas.

Durante os anos de 1996 e 1997 os Eclipse não desembarcaram por aqui, mas esse fato foi não confirmado pela assessoria de imprensa da MMC. Em 1998 as importações voltaram, mas desta vez elas custavam bem mais caro do que os R$ 49 mil pedidos três anos antes. Além do dólar ficar mais caro, a alíquota para importados também subiu nesse período.

Em relação ao modelo 95, o Eclipse 98 trazia diferença nas rodas, com novo desenho, mas ainda de aro 16, pára-choques dianteiro e traseiro com desenho mais robusto, novos espelhos retrovisores externos maiores e faróis dianteiros com lentes escurecidas.

O Eclipse é um esportivo que não exige grandes concessões por parte do motorista. Além de ter um visual muito atual, é dócil, confortável e resistente. Apesar disso, não se pode esquecer seu caráter, o que implica numa certa dificuldade para se entrar e sair, além da posição um tanto “deitada” para condução. A visibilidade também não é o forte dele, principalmente por causa dos flancos abaulados e bem salientes.

Para quem deseja um carro desses para uso diário, um aviso: a embreagem é pesada e pode cansar um pouco. E apesar de o motor ser um quatro cilindros de dois litros, quando se “afunda o pé” com freqüência o consumo vai assustar. A mesma sensação aparece quando o negócio é manutenção. Nas concessionárias as peças realmente não saem baratas, mas a variedade de opções entre os importadores independentes de peças pode salvar o dia: um farol, que na concessionária fica entre R$ 800 e R$ 900, pode ser encomendado entre os importadores de peças por cerca de R$ 400.

O modelo da Mitsubishi não é dado a apresentar grandes problemas, mas alguns cuidados são necessários. Para começar, deve ser verificado o estado da correia dentada, por meio de uma pequena capa removível, localizada logo acima da correia e fixada à capa protetora principal por três parafusos.

Ainda falando do motor, a checagem quanto à possível queima demasiada de óleo é fundamental. Esse óleo pode vir tanto dos retentores como dos anéis causa pouco comum e da própria turbina. A conseqüência mais visível é a fumaça de cor cinza, expelida pelo escape. Mas a presença de uma espécie de borra nas ponteiras do escape também pode indicar esse defeito.

Fique de olho ainda no estado do turbo, quando houver. Esse item deve ser checado com cuidado. Carros muito maltratados ou sem manutenção preventiva podem apresentar problemas na turbina. Como os mancais do rotor do turbo são apoiados em filme de óleo, qualquer falha na lubrificação, ou ainda qualquer negligência com relação às trocas de óleo, pode causar falhas graves nesse componente. O efeito mais visível é a fumaça cinzenta no escape. E o reparo não sai barato...

Por ser relativamente baixo, a parte inferior do Eclipse também deve ser olhada com atenção. Há uma barra de apoio do conjunto motriz, que está fixada entre o assoalho e a suspensão dianteira. Veja se a barra não está amassada, pois ela acaba entrando em contato com a transmissão, anulando o efeito dos coxins e diminuindo a precisão dos engates das marchas. Atenção às buchas de suspensão traseira, que podem sofrer danos devido ao piso irregular encontrado na maior parte das cidades brasileiras; Na dianteira, as buchas também devem ser checadas, assim como o estado dos braços auxiliares do sistema multi-link.

Como já foi dito, a embreagem do Eclipse é pesada, pois tem o disco revestido em cerâmica e molas mais duras que as encontradas nos carros convencionais. Com acionamento mecânico, ela exige certo esforço, mas se estiver dura demais ou com trepidação, prepare-se: o kit de embreagem composto por disco, platô e rolamento deve ser trocado.

Embora possa haver ruídos nas portas e painel, a maior fonte de barulho no Eclipse está na traseira. Mas especificamente, no tampão que cobre o porta-malas e na cobertura do estepe, no assoalho. Mas um bom rolo de fita adesiva espuma pode resolver o problema. E por causa das irregularidades do piso, o teto solar encontrado no Eclipse tende a apresentar alguns defeitos de funcionamento, como pane no mecanismo de abertura ou ruídos. A lubrificação dos trilhos onde corre o teto ajuda, mas não evita os defeitos. Por isso, na hora de comprar um Eclipse, verifique o funcionamento do sistema, para evitar surpresas mais tarde. Boa sorte!

O WebMotors agradece aos integrantes do Mitsubishi Clube do Brasil que colaboraram com fotos para essa reportagem: José C. V. Trindade, Michael R. Queiroz, Vitor Jaeger, Renato Silva, Lauro Harris e Felipe. A todos, nosso muito obrigado!


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