Guia de compra – Fiat Uno Mille

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Alexandre Ramos
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- O ano é 1990, em plena “Era Collor”, quando a Fiat lança o modelo que seria responsável pelo surgimento de todo um segmento: dos carros populares. Estamos falando do Uno Mille, equipado com motor de 994 cm³ de cilindrada e potência de apenas 48 cv. A falta de equipamentos era o artifício principal para o baixo custo e o Uno Mille vinha com pneus mais finos em relação aos modelos melhor equipados, sem grades de ventilação nas extremidades do painel, tampa do porta-luvas, espelho retrovisor direito, servo-freio, lâmpadas halógenas nos faróis, encostos de cabeça e contava até mesmo com ignição por platinado. Pouco depois, em 1991, surge a versão Mille Brio, identificada por um filete adesivo na lateral e que contava com carburador de corpo duplo. A potência saltava para 54 cv, mas o modelo teve vida muito curta, sendo produzido apenas entre junho e dezembro de 1991.

Em 1993 chega a versão Electronic, com oferta de carroceria quatro-portas para os Mille. A grande novidade era o sistema de ignição eletrônica por isso o nome. Muita gente, no entanto, pensou que eletrônica fosse a injeção, um grande engano – permanecia o carburador. Aqui cabe uma curiosidade: até abril de 1993, o Mille era oficialmente Uno Mille Electronic. A partir dessa data passa a ser somente Mille Electronic, “aposentando” o nome Uno. Em 1994 é apresentada a versão ELX, mais luxuosa e que tinha como objetivo combater o então recém-lançado Corsa. Trazia como diferenciais a nova frente, que equipava os Uno mais potentes desde 1991, além de painel de instrumentos redesenhado.

Em julho de 1995 o Mille passa ser equipado com sistema de injeção eletrônica de combustível, adotando a denominação EP. A potência sobe para 58 cv. O Electronic ainda sobreviveu como a versão de entrada e passa a se chamar “i.e.”.

Com a chegada da linha Palio em 1996, todos pensavam que o fim do Uno era quase certo. Mas o que se viu foi um verdadeiro fenômeno, numa dança de siglas e equipamentos: para 1997 passa a existir apenas o SX e todas as outras versões do Uno deixam se ser produzidas; em 1998 torna-se “EX”, diferenciando-se por ter apenas uma luz de ré. No início do ano 2000 vira Smart com acabamento diferenciado, painel cinza com mostradores brancos, novas calotas, etc, que por sua vez – para o modelo 2002 – virou o Fire, com seu novo motor de 55 cv embora com a potência 3 cv menor, era mais eficiente em economia e oferecia desempenho superior. Ufa!

Para 2004 o Uno passa pela segunda cirurgia plástica, com efeito estético um tanto discutível, principalmente com relação à grade dianteira. Tanto que para 2005, além da motorização flexível em combustível roda com gasolina, álcool ou qualquer mistura de ambos, uma das novidades era a nova grade sem os elementos cromados. A traseira também foi modificada e a placa sai da tampa traseira – que também “perde” a maçaneta e só pode ser aberta com a chave – e vai para o pára-choque. Mas o Uno mantém as mesmas vantagens de seus primórdios: interior bem-resolvido, com muito espaço, economia, é ágil, barato de comprar e de manter e, na hora da venda, não dá dor de cabeça.

Comprando um Uno usado
O Uno é um carro robusto e seus defeitos são usualmente fáceis de solucionar, além de ter mecânica barata. Na hora de escolher um usado, olho vivo para a suspensão traseira que é independente, do tipo McPherson, com mola semi-elítica tranversal, na qual é muito comum a ocorrência de rangidos – frequentemente atribuídos ao acúmulo de sujeira entre as lâminas do feixe de molas. Mas na maior parte dos casos basta trocar os batentes dos amortecedores traseiros cerca de R$ 70 que os ruídos desaparecem.

Devido à má qualidade das peças, é freqüente encontrar alguns Uno com o volante e o pomo do câmbio desgastados, o que às vezes pode ser confundido com danos pelo uso excessivo. A Fiat chegou a trocar esses componentes para alguns proprietários, mesmo em carros fora da garantia.

Mecanicamente, o maior cuidado com a compra de um Uno, assim como de outros modelos da Fiat, está numa verificação cuidadosa da correia dentada. Ao adquirir um Uno usado, a menos que seja reconhecidamente um carro com a manutenção em dia ou com baixíssima quilometragem, não arrisque: troque logo a correia dentada e o tensor da correia. O preço desse serviço varia de R$ 220 oficinas particulares a R$ 500 concessionárias, mas vale a pena, pois em caso de quebra o estrago é grande e a despesa será muito maior.

Em algumas unidades, ocorre uma espécie de hesitação do motor após trocas de marcha, sem que haja uma explicação para isso. Ao acelerar o carro falha, mas logo responde. Houve muitos boletins de garantia abertos por essa razão, sem que a causa primária do defeito tenha sido descoberta. Boa sorte!

Velhinho de muito sucesso
Há 22 anos no mercado, o Mille é o terceiro carro mais velho do país perde apenas para o Gol e a Kombi, mas é um dos líderes de venda. É o terceiro colocado no ranking e faz parte do seleto grupo dos carros que vendem acima de 100 mil unidades por ano, os outros são: Gol, Palio, Fox e Celta.

Mesmo defasado, o Mille tem muitos pontos a seu favor. É o carro mais barato do mercado. Vendido apenas na versão 1.0 flex, ele custa R$ 21.610,00 com duas portas e R$ 23.180,00 com quatro portas. Mas o modelo é vendido com desconto de 9,5% sobre a tabela. A versão duas portas pode ser encontrada por R$ 20,5 mil, segundo cotação da Molicar.

Outro ponto forte do Mille é a sua baixa desvalorização. Estudo da Agência AutoInforme aponta depreciação de apenas 5,4% no primeiro ano de uso depois que sai da concessionária. Isso significa que mesmo depois de rodar um ano, o carro perderá pouco mais de R$ 1 mil do valor inicial. O resultado é um carro com ótimo valor de revenda. Mesmo depois de dois ou três anos de uso, a depreciação do carro continua baixa.

De janeiro a julho foram vendidas 67.118 unidades do Mille, uma média de quase 10 mil carros por mês.

Depreciação após o primeiro ano de uso

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