Guia de compra – Honda CG 125 - Parte II

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Alexandre Ramos
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- Em 1983, a CG 125 recebe as primeiras alterações visuais profundas, que a tornaram mais encorpada. O tanque de combustível de 12 l, por exemplo, passa a ter linhas mais retas. O carburador recebe o sistema Ecco de injeção de combustível, visando maior economia de combustível. No quadro, é aumentado o comprimento da balança traseira, crescendo a distância entre os eixos para aumentar a estabilidade direcional. O sistema elétrico passa de 6 V para 12 V. O diâmetro do freio dianteiro, ainda a tambor, aumenta de 110 mm para 130 mm.

Mas ainda há mais mudanças. A relação secundária fica mais longa, de 15/38 para 14/43, e o pneu dianteiro é agora mais largo. A altura do guidão é maior e o banco passa a ser removível. Novos comandos estão à disposição do piloto, mas infelizmente o modelo perde o conta-giros, para reduzir custos. Era a chegada da segunda geração da família CG 125.

Para o modelo 1986 o câmbio passa a ser de cinco velocidades, de acionamento universal e com novo escalonamento, aproveitando melhor a potência do motor. Numa tendência que vinha se manifestando durante a década de 80, o farol passa a ser retangular e adota-se um novo pára-lama dianteiro em plástico injetado, na cor da motocicleta.

Em 1988 a Honda apresenta a versão para uso profissional: CG 125 Cargo, com banco individual e mais largo. O bagageiro é projetado para receber a instalação de baú. O chassi e a roda traseira são reforçados, a suspensão traseira passa a ser regulável e o braço é alongado, aumentando a distância entre eixos de 1.270 mm para 1.350 mm. Curiosamente esse modelo tem pouca penetração no mercado de usados, devido ao uso comercial, o que a tornava desvalorizada e com pouca procura.

Para driblar uma nova política tributária imposta pelo governo Sarney, é lançada em 1989 a CG 125 Today, terceira geração do modelo, com alterações no painel e banco, que acompanha a rabeta que por sua vez envolve a lanterna traseira. A balança traseira da suspensão é aumentada mais uma vez e ganha 35 mm a mais de comprimento. O quadro é reforçado. O farol recebe lâmpada halógena e os dois amortecedores traseiros tornam-se reguláveis, com molas helicoidais em cinco posições.

Para o modelo 1992 foram introduzidas 69 alterações no motor e 74 no chassi, resultando em aumento de potência – numa ampla faixa de rotação – economia de combustível, diminuição de ruído e manutenção, além de maior rigidez estrutural do conjunto.

As principais alterações se concentraram no motor. O platinado foi substituído pelo sistema de ignição por descarga capacitiva, conhecido como CDI. O pistão teve o perfil rebaixado, ficando mais leve e com anéis mais finos, o que possibilitou diminuir o atrito com os cilindros. A biela, por sua vez, ficou mais longa e as válvulas, maiores. Com essas modificações a potência subiu de 11 cv para 12,5 cv e o torque de 0,94 kgfm para 1,0 kgfm. As vibrações e o nível de ruído também diminuíram consideravelmente. A velocidade máxima foi para 115 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h agora levava 17,5 segundos. Em tempo: as manoplas de plástico PVC, que se ressecavam com o tempo e o uso, agora eram de borracha.

Comprando uma CG usada

Da mesma forma que a geração anterior, a CG 125 continua resistente e com as mesmas características. E continua não sendo livre de livre de problemas. Mas as peças ainda são muito baratas. Mesmo sendo mais novas, nem espere encontrar muita originalidade nas CG dessa fase, a menos que sejam motos de particulares muito cuidadosos ou colecionadores.

Esteja atento ao motor, mas, principalmente em motos mais antigas, nem leve em consideração a quilometragem, que pode ser facilmente adulterada com um simples clipe de papel. Assim, veja se, quando fria, ela não apresenta ruídos estranhos e se, quando em temperatura normal, não há emissão excessiva de fumaça, falhas instabilidade de marcha-lenta que pode indicar tanto problemas com a carburação como com o cabeçote ou ainda ruídos no comando de válvulas.

Motos com muitos sinais nos parafusos também devem ser vistoriadas cuidadosamente. Da mesma forma, sinais de desgaste no quadro, como nos pontos de apoio localizados na parte lateral traseira, após o banco, podem indicar uso intensivo da moto. Ainda com relação ao quadro, verifique os pontos de solda junto à mesa apoio das bengalas e se a numeração de chassi não apresenta sinais de lixamento ou regravação.

Cheque se as bengalas dianteiras não apresentam vazamentos nos retentores. Outra fonte de prováveis vazamentos é o retentor externo do eixo de transmissão. Sempre é bom verificar o estado da relação, mas, na CG, veja se o rolamento traseiro não está ruidoso.

Finalmente, evite motos com peças retiradas de outros modelos, como por exemplo algumas CG à venda que apresentam as bengalas e freio a disco da CBX 200 Strada. Em geral a origem dessas peças pode ser duvidosa, pois o custo desses componentes, quando adquiridos legalmente, não compensa. Boa sorte!

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