Guia de compra – Lada Niva oferece bom preço

Jipe importado da Rússia sofre com falta de peças, mas tem diversas adaptações possíveis. Leia mais aqui!
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Alexandre Ramos
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- No início da década de 1990, antes mesmo que marcas como BMW, Mercedes e Audi se tornassem uma visão comum em nossas ruas, era a Lada que fazia sucesso entre aqueles que desejavam entrar num importado. E para quem quisesse encarar um fora-de-estrada com um pouco mais de conforto que um Jipe Willys, que saiu de linha em 1983, o Lada Niva 4x4 era a escolha natural. Feito na Rússia, o carro era importado oficialmente. E a Lada chegou a ter – pelo menos no papel – cerca de 80 revendas espalhadas pelo país, com o Niva sendo uma das grandes atrações.

Vinha com motor de quatro cilindros, 1,6 litro de cilindrada e potência de 70 cv, derivado da unidade usada no antigo Fiat 124. Aliás, uma curiosidade do Niva estava na semelhança que guardava com o antigo Fiat 147, perceptível em detalhes como maçanetas de porta, forração do teto, manivela de abertura dos vidros, janelas, quebra-ventos etc. Mas se o 147 marcou época pelo fato de ser o primeiro carro nacional a contar com motor transversal, no Niva o motor estava em posição longitudinal mesmo.

A primeira versão a ser oferecida era a Niva 4x4, disponível até 1995. A versão CD, lançada logo depois, contava com volante esportivo Formuling e caixa desmultiplicada Gemmer, bem mais confortável que a encontrada na versão normal, ambas de origem francesa. O Pantanal foi mais uma versão do Niva, oferecido até 1994. Era preparado no centro operacional da empresa no Brasil e vinha com volante esportivo Momo, caixa de direção Gemmer francesa a mesma do CD, quebra-mato, bagageiro de teto com capacidade para 35 kg, frisos laterais, faixas decorativas nas cores grafite, ouro, prata ou verde, dependendo da cor do carro, espelhos na cor da carroceria e guincho Warn de 4.000 lbs de capacidade.

Há ainda a pouco conhecida RC Road Cruiser, que existiu apenas em 1995 e é uma derivação do Niva 21217. Essa versão conta com as modificações realizadas no modelo justamente em 1995, e que compreendem a tampa traseira de maiores dimensões, lanternas traseiras posicionadas verticalmente, novo painel de instrumentos, freios mais eficientes, juntas homocinéticas e radiador de alumínio com duas hélices.

Em 1997 não houve Niva, mas, em 1998 a empresa anunciou a chegada do Niva 1.7i. Como a nomenclatura indica, o motor agora tinha 1,7 litro de cilindrada e injeção eletrônica monoponto semelhante à encontrada nos Chevrolet Corsa fabricados até 1996. A potência subiu para 82 cv. A logística para que esses carros chegassem ao Brasil era complexa: eram adquiridos pelo representante no Panamá, mas vinham de outro representante na França, que por sua vez os comprava na Rússia. Anos depois houve uma nova tentativa de trazer os carros do Uruguai, também sem sucesso.

O Niva é um modelo valente no fora-de-estrada, conseguindo encarar as piores trilhas com boa desenvoltura. Mas os problemas de acabamento e na mecânica são muito mais freqüentes que o desejável... Dessa forma os fãs desse carro desenvolveram uma série de adaptações eficientes, que além de funcionarem bem são viáveis financeiramente.

Os exemplos são muitos. Do Fiat 147 temos as maçanetas de portas, maçaneta de abertura dos vidros, bomba de gasolina, filtro de óleo, hidrovácuo, cilindro mestre de freio e válvula equalizadora do freio, fusíveis, máquina de vidro, borrachas do sistema de escapamento, guarnição da tampa traseira também serve a da Brasília e chave de seta.

Mas algumas peças podem vir de outros modelos: a guarnição do pára-brisa, por exemplo, é do Passat ou da Kombi, devidamente encurtada; a palheta do limpador é a mesma empregada na porta traseira do Uno; a malfadada mola a gás da tampa do porta-malas pode ser substituída pela do Ford Ka, Monza hatch, Palio ou Kombi; o descansa-braço vem do Passat; o quebra-sol, do Corcel II.

Na mecânica as opções também são muitas: correia do alternador vem do motor VW AP; cilindro de roda traseiro é Fiorino; alternador vem do Tempra, motor de arranque do Santana, retentores de válvula do motor AP, carburador pode ser o Weber 460 do motor CHT e linha Fiat, amortecedores dianteiros são do Opala e os traseiros são da Pampa ou Kombi a partir de 1976, as molas dianteiras são do Opala ou Del Rey e as traseiras do Corcel II ou Del Rey 1,8-L, cabo do velocímetro é do Passat e o reservatório do fluido de freio é do Fusca.

Quebrou um farol? Não se preocupe. Use os mesmos do Chevette até 1980. E até mesmo os caminhões podem servir de “doadores”, pois vem do VW 11.130/13.130 ou 6.90 o cilindro superior de embreagem.

Com isso fica mais fácil manter o Niva sempre rodando. E sem ter de gastar muito ou deixar o carro encostado numa oficina.

Comprando um Niva usado

Modelos com extensas mudanças de carroceria, como recortes nos pára-lamas, pára-choques removidos, buracos realizados para a colocação de acessórios etc. devem ser evitados a todo custo. Como fora-de-estrada, o Niva acaba sofrendo esse tipo de modificação, que na verdade apenas torna mais difícil seu uso e eventual recuperação. Fuja também de unidades equipadas com sistema de roda-livre, pois estão mais sujeitas a problemas. O Niva é um 4x4 permanente e deve ser mantido dessa forma.

A Lada fabricava quase tudo em seus modelos e não adquiria peças de fornecedores, como todas as fábricas fazem ao redor do mundo. Dessa forma os problemas de qualidade com relação à montagem e às próprias peças se constituíam num dos pontos fracos desse modelo. Atente para rachaduras no painel e componentes do sistema de ventilação, plásticos quebrados, além das forrações.

Verifique se a tração 4x4 está operando perfeitamente e se o sistema de engate da reduzida está funcionando quando engatada o carro transmite a sensação de força, além de ficar mais lento. Encoste o Niva em um meio-fio mais alto, engate a primeira mais a reduzida e veja se o carro “escala” o obstáculo sem trancos ou vibrações.

Mais uma fraqueza do modelo russo, devido à qualidade da chapa empregada e do tratamento que sofriam, é a corrosão. Um exame cuidadoso deve ser feito nas caixas de ar – sob as portas – extremidades dos pára-lamas dianteiros e traseiros, além do assoalho em geral, incluindo o porta-malas. Carros com marcas de solda, massa plástica e pintura em mau estado nessas regiões devem ser evitados.

Verifique se na saída de escape há uma espécie de borra: sua presença é sinal que anéis ou retentores de válvulas estão com problemas. Cuidado também com barulhos metálicos na parte superior ou na inferior do motor, sinal de problemas no cabeçote e mancais do virabrequim, respectivamente.

Com o veículo em movimento, engate uma marcha alta quarta, por exemplo com velocidade baixa e reacelere o veículo. O Niva deve retomar velocidade tem trancos e vibrações excessivas. Ou, com o carro parado e o motor ligado, coloque a alavanca de redução na posição neutra e engate todas as marchas sem usar a embreagem com exceção da ré, que devem entrar sem nenhum esforço. Boa sorte!

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