Guia de Compra - Mercedez-Benz Classe A

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Alexandre Ramos
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- O Classe A foi lançado em 1999, com motor de 1,6 litro e 99 cv, nas versões Classic e Elegance. Até aí, nada demais. Mas na verdade o modelo significou uma grande aposta de Mercedes-Benz no segmento dos carros pequenos "Premium". Ou seja, pequenos, porém caros. Na Europa, o modelo teve um acidente no chamado "Teste do Alce", que reproduz uma manobra brusca se um animal – no caso, um alce estamos na Europa... – entrasse na frente do carro. Aqui provavelmente seria o Teste da Vaca ou coisa semelhante...

Na manobra, o carro se desgovernou e tombou, o que foi fotografado pela imprensa e correu o mundo. Por causa disso a Mercedes teve de desembolsar grandes somas para acrescentar ao veículo recursos eletrônicos para evitar essa perda de controle. E mais dinheiro para o marketing. O Classe A que passou a ser produzido no Brasil já trazia todos esses melhoramentos, como mudança do offset das rodas, controle eletrônico de estabilidade, frenagem, tração, além de ABS com EBD. Ou seja, era quase "incapotável".

Por causa do prestígio da marca e desses aparatos, o carro era car. Muito caro. E era 5 cm menor que o Ka da época, com 3,57 metros contra os 3,62 do Ka. Além dos equipamentos de segurança, havia muitos itens como vidros, espelhos e travas elétricas, bancos traseiros removíveis, freios a disco nas quatro rodas, airbags frontais e uma interessante opção de embreagem automática.

Houve muitas falhas da Mercedes no processo, como falta do preparo da rede para receber os usados que entravam, pois não havia cultura de carros baratos na Mercedes. Peças publicitárias que diziam "Quem diria, até você de Mercedes" também não ajudaram muito, traduzindo prepotência da marca na comercialização do modelo, que não vingou. A manutenção cara, o que ocorre até hoje, pode ser considerada a terceira ponta desse triângulo que resultou no fracasso do Classe A.

Com porta-malas de 350 litros e grande versatilidade, o modelo seguiu através dos anos sem grandes mudanças. Para 2001 surgiu a nova versão 1.9, com 125 cv, sendo que o 1.6 passou a ter 102 cv. Em 2002 vem o Spirit, com rodas de liga-leve e ar condicionado, baseado no Elegance. E surge a versão Avantgarde 1.9; Em 2005 o modelo passa por algumas mudanças estéticas, como novos pára-choques. E a produção é encerrada em Juiz de Fora.

Comprando um Classe A usado

O Classe A tem como pontos fortes a marca, de prestígio sem dúvida. É considerado "mico" por muitos, mas oferece conforto, uma célula para passageiros mais segura que a Classe C da época, muitos acessórios que não são encontrados em modelos mais caros, além de baixo índice de roubo. Há ainda o baixo consumo e a agilidade, que contam pontos a seu favor,

As desvantagens começam na manutenção específica, que demanda conhecimento e ferramentas especiais para consertá-lo. E peças muito caras. Se um dos módulos desse carro queimar, a brincadeira pode sair cara. "Mas para tudo se dá um jeito", diz Oswaldo Augusto, 49, proprietário da Magrovel 11 6914–7750, empresa especializada nesse tipo de reparo. "Os módulos geralmente são passíveis de conserto, mas cada caso é um caso e deve ser analisado antes de se ter uma posição definitiva", esclarece ele, que está há 26 anos no mercado. "Mas na maior parte das vezes há conserto e o custo é bem mais em conta do que um módulo novo", finaliza.

Fuja de modelos sem ar condicionado, pois estes são mico certo. E nem todos os Classe A têm vidros elétricos nas portas traseiras. Tenha em mente que qualquer mudança que envolva a parte elétrica do veículo pode resultar num módulo queimado. Modelos com a embreagem AKS, automática, demandam muito cuidado. Verifique se a embreagem não patina ou trepida, quando se parte com o veículo ou quando as trocas são feitas.

A caixa de direção do Classe A apresenta um módulo que costuma apresentar entrada de água e isso não é possível checar. E a alavanca de acionamento dos limpadores e pisca se quebra com muita facilidade. E se você deseja um carro macio e confortável ao passar em buracos, esqueça o Classe A, pois sua suspensão é rígida e reage à cada irregularidade do piso.

Outros itens que demandam cuidados são a alavanca de elevação do banco do motorista, que quebra com facilidade, o mesmo acontecendo com as palhetas dos difusores de ar, no painel. A luz de airbag pode se acender, mas fuja das concessionárias para a reparação desse defeito. Eles chegam a cobrar cerca de R$ 500 para apagá-la, quando uma oficina paralela cobra entre R$ 40 e R$ 100.

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