Guia de Compra – Nissan Livina

Leia aqui as melhores dicas para a aquisição desta minivan
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- Renault e Nissan uniram-se no final da década de 90 com o objetivo de buscarem sinergias e economia de escala, entre outros fatores, para concorrerem em melhores condições de competitividade em mercados cada vez mais exigentes, onde os custos de desenvolvimento de novos projetos tem evoluído a cada novo ano.

O Brasil tem sido nos últimos anos um importante ator no teatro das operações destas duas empresas no Brasil por dois motivos: o primeiro devido ao fato de o presidente mundial da empresa, Carlos Ghosn, ser brasileiro; o segundo, por causa da planta que foi erguida aqui no país em 2001, no complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais PR, a primeira depois do anúncio da fusão das duas empresas e que tornou-se um dos marcos desta nova fase das operações da companhia. Além disso, no final de 2011, Ghosn já anunciou novos investimentos no Brasil, que resultarão na construção de uma nova fábrica, esta exclusiva para a Nissan, no município de Resende RJ.

Mas um dos modelos responsáveis pelo êxito da Nissan no Brasil é o monovolume Livina. O carro apareceu pela primeira vez em 2006 na China e no ano seguinte foi lançada na Malásia; em 2008 foi a vez de aparecer nas Filipinas e em 2009 desembarcou por aqui em fevereiro, como forma de a empresa entrar na concorrência com outros monovolumes como Honda Fit, Chevrolet Meriva e Fiat Idea. Na época de seu lançamento, a empresa detinha apenas 1% do mercado brasileiro e ela, Livina, chegava com a expectativa de dar um novo fôlego às vendas da empresa por aqui.

Fabricada no Brasil com índice de nacionalização de 70%, a Livina seria o primeiro carro da marca equipado com motor bicombustível, nas motorizações 1.6 e 1.8, ambas 16V – a primeira somente com câmbio manual e a segunda, com o opcional CVT – e nas versões básica e SL. O 1.6 era o mesmo Hi-Flex 16V que equipava o Clio da Renault, com capacidade para render 104cv a gasolina e 108 cv no álcool. Já a versão 1.8 usava o mesmo motor do Tiida, mas com tecnologia Flex e rendia 125 cv na gasolina e 126 cv no álcool.

Bem equipado, em sua versão mais simples, o carro trazia ar condicionado, direção com assistência elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos e airbag para o motorista. Já na SL encontravam-se também, freios com ABS, EBD e BA que aplica toda a força em frenagens de emergência, faróis de neblina, travamento automático das portas com sensor de velocidade, travamento das portas por controle remoto, alarme somente para a 1.8 SL, airbag duplo, CD com MP3 com entrada auxiliar para iPod, quatro auto-falantes e banco traseiro bipartido. Spoilers, aerofólios e DVD player eram vendidos como acessórios nas concessionárias mas mesmo na versão top, ficaram de fora a regulagem de altura dos cintos de segurança dianteiros, além do apoio de cabeça central para o passageiro do meio de trás. Outro forte apelo de venda da Livina eram os três anos de garantia.

O carro chegava por aqui utilizando a mesma plataforma “B” e não a B0, semelhante à empregada na fabricação dos Renault Logan e Sandero, mas como anunciado pela marca, “com um degrau maior de evolução”, que fazia com que o carro medisse 4m18 de comprimento, 1m69 de largura, 1m57 de altura e tivesse distância entre-eixos de 2m60, o que lhe conferia a possibilidade de ofertar bastante espaço para as pernas e para as cabeças dos passageiros do banco de trás. Além disso, outro trunfo era o tamanho de seu porta-malas, com capacidade para armazenar 449 litros de bagagem.

A família cresce

Seis meses depois do lançamento do Livina, a Nissan do Brasil anunciava a chegada da Grand Livina, esta uma minivan com capacidade para transportar até sete pessoas e com bastante espaço para bagagens, sem, contudo, perder a característica de ser um carro apto para o emprego nos deslocamentos cotidianos, como levar as crianças à escola ou ir e vir para o trabalho. Agora, a mira da Nissan focava o segmento das minivans e o novo modelo buscava tentar abocanhar uma fatia dos consumidores de Citroen Xsara Picasso, Chevrolet Zafira e até mesma da prima Renault Scénic. O carro media 4m42 de comprimento, 1m69 de largura, e mantinha os mesmo 2m60 de entre-eixos que a irmã Livina.

Para tentar seduzir os potenciais consumidores, a Grand Livina vinha equipada somente com o motor 1.8 da irmã Livina e 64 opções e configurações de bancos, o que resultava em uma capacidade de carga que iria de modestos 127 litros até alcançar os 964. embora anunciasse capacidade de transportar até sete pessoas, os joelhos dos adultos que porventura viessem ocupar a terceira fileira de bancos, ficavam acima da linha dos quadris, uma situação oposta ao conforto.

A Grand Livina era encontrada nos concessionários da marca em nas versões básica e SL, que poderiam ser equipadas ou com câmbio manual ou automático.

Praticamente à mesma época, a Nissan anunciava mais um desdobramento na família com a chegada da versão X-Gear, modelo com características aventureiras e que tinha por objetivo incomodar o fiat Idea Adventure, o Kia Soul, o Citroen XTR e o Peugeot 207 SW Escapade. Apesar da buscar um apelo “fora de estrada”, o carro não sofreu alterações na altura das suspensões, mas os para-choques dianteiro e traseiro foram remodelados e receberam molduras nas áreas centrais na cor preta e prata nas áreas inferiores, além de rodas de liga leve de 15” de desenho exclusivo para o modelo.

Diferentemente da Grand Livina, que recebeu apenas o motor 1.8, a X-Gear oferecia as mesmas duas opções de motor que a Livina, ambas flexíveis e 16V: 1.6 e 1.8. A primeira prometia rendimento de 104 cv rodando a gasolina e de 108 cv no álcool, enquanto que a de motor mais volumoso entregava 125 cv na gasolina e a126 no álcool, sendo que este motor ainda poderia receber como opcional o câmbio automático de quatro velocidades, assim como na Livina.

As mais recentes

Em abril de 2010, a Nissan anunciou a chegada da versão “S” para os três modelos Livina, Grand Livina e X-Gear, passando a ser esta a versão de entrada para a Grand Livina e para o X-Gear, além de ser uma versão intermediária – entre a básica e a SL – para a Livina. Esta linha S recebia como itens de série airbag duplo, abertura e fechamento das portas por controle remoto, rádio com MP3 e rodas de liga leve de 15 polegadas.

Para 2011, algumas pequenas alterações foram realizadas nos veículos, como a introdução do para-brisas degradê, travamento central automático das portas por sensor de velocidade Autodoor Lock, além de alguns aprimoramentos internos, como a adoção da cor preta no acabamento da Grand Livina.

Logo após anunciar as novidades para 2011, a Nissan anunciou a chegada de mais uma versão para a Livina. Durante o Salão do Automóvel daquele ano, a fábrica apresentou a versão Night & Day. Posicionada entre as versões S e SL, por R$ 1.000 a mais o comprador recebia airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, rodas de liga leve, grade cromada, rack no teto, além de vidros e travas elétricos. A Night & Day foi lançada apenas nas cores preta e prata e com motorização 1.6 16V e câmbio manual.

Em 2012, apenas mudanças cosméticas foram realizadas na família Livina e a motorização permanece a mesma . A partir deste ano, a versão X-Gear passa a ser oferecida com motor 1.8 dotado de câmbio automático, além de contar com revestimento dos bancos em couro e porta com acabamento liso na cor preta e apoio de braço central para o motorista. Já a Livina passa a ter todo o para-choque pintado na cor do carro e luz de leitura interna com nova geometria. A versão 1.6 SL traz ainda alarme como item de série, enquanto que a versão 1.8 SL passa a ter ar-condicionado automático digital.

O fato é que desde o lançamento do Livina, a Nissan pulou do módico 1% de participação de mercado para 3,21% índice apontado pelo ranking de emplacamentos da Fenabrave, referentes à primeira quinzena de janeiro/2012, alcançando o sexto posto entre as montadoras brasileiras, atrás exatamente da Renault, que tinha 6,86%.

Fique Atento

Se você está interessado em tornar-se um proprietário de um Livina, é bom saber que quem já foi ou é, costuma apontar algumas características, digamos, incômodas do carro. Uma delas é o fato de a linha Livina não ser das mais silenciosas internamente, além dos mais exigentes reclamarem que um carro na faixa dos R$ 45 mil-R$ 50 mil não pode ter um acabamento que deixe a desejar. Outros apontam a ausência de termômetro, de computador de bordo e de regulagem de altura do banco do motorista e do cinto de segurança, pecados que poderiam ter sido evitados.

Um ponto ao qual o futuro candidato a proprietário deve ficar atento são as chapas da coluna onde fica preso o cinto de segurança dianteiro. Segundo relatos, estas podem se soltar e se movimentar, gerando ruídos e o problema só é resolvido com solda local. Já houve quem também reclamou do reflexo de raios de sol provocados por elementos decorativos prateados presentes no painel, enquanto que outros alegam que o carro tem poucos porta-objetos.

Recall

Desde o seu lançamento no Brasil, em fevereiro de 2009 até hoje, a Nissan do Brasil não fez qualquer menção a realização de um recall para os veículos da família Livina.

Procurando na internet, a única menção que se encontra a respeito desta convocação aconteceu nos Estados Unidos, onde 32 mil unidades do carro produzidas entre maio de 2007 e junho de 2010 foram escaladas para uma visita ao concessionário para a substituição do marcador de combustível, que segundo informações, estava marcando a mais do que realmente havia no tanque, caso que se acentuava principalmente quando havia pouca gasolina, resultando em situações de pane seca.

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